Amigo leitor (a)

Amigo leitor (a). Quando lemos um livro, ou qualquer texto, publicados ou não, que são sinônimos do prazer, por mais simples que forem, sejam reais ou surreais, nos permite exercitar a nossa memória, ampliar nossos conhecimentos e nos faz sentir as mais diversas emoções, por isso, sensibilizado, agradeço a sua visita ao meu Blog, na esperança de que tenha gostado pelos menos de um ou que alguns tenha tocado o seu coração. Noutros, espero que tenha sido um personagem principal e encontrado alguma história que se identificasse com a sua. PARA ABRIR QUALQUER CRÔNICA OU ARTIGO ABAIXO É SÓ CLICAR SOBRE O TÍTULO OU NA PALAVRA "MAIS INFORMAÇÕES. Abraço,Vanderlan
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A natureza do homem, a droga das dragas, e o mau cheiro.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Desde os tempos idos o homem sempre se apoiou na natureza para obter recursos e desenvolver-se. Extraia todo tipo de suprimentos e até matérias primas para construir instrumentos que vinha à sua mente. Tudo a sua volta foi e é criado à base uso de recursos naturais. Qualquer apetrecho usado era e é extraído da natureza, como o ferro, plástico, madeira, vidro, cimento e infinitos elementos da terra que servem o ser humano capacitando suas criações. O homem e a natureza são como reflexos no espelho: tornam-se um só. Destruindo-a, chegamos 

A gente vê queimadas e desmatamentos diariamente nas telas de TV e notícias de jornais. Há de se questionar cada atitude do homem, até mesma a nossa diante de tal acontecimento. O que fazemos pelo meio ambiente? Como buscamos preservá-lo? Será que estamos também contribuindo para sua destruição, afinal estamos diante da TV, inerte sobre um macio sofá e sequer percebemos que é mais fácil criticar do que preservar o meio ambiente. Pensamos que só as queimadas e o corte desordenado de árvores destroem a natureza, pensamos que só as dragas que extraem minérios, os lixos e efluentes líquidos de fábricas jogados nos rios poluem. Não, é importante que a preservação comece por onde estamos porque somos um todo e não parte isolada. Criticamos o governo, mas realizamos pouco em prol do meio ambiente. De qualquer forma vale à pena, pois tenho a certeza de que meus artigos em defesa da vida um dia produzirão frutos, como produziu e vem produzindo as ações de abnegados ambientalistas filiados às ONGs espalhados por todo Estado de Goiás.

As dragas produzem impactos ambientais muitas vezes indecifráveis. A areia é um bem natural de importância indiscutível, utilizada como matéria prima na construção civil e secundariamente em moldes de fundição, fonte sílica, indústria de vidros, dentre outros setores industriais, mas, ainda a aquelas que sugam os leitos dos rios para extrair outros minérios, como o ouro. A exploração sem o manejo adequado provoca uma devastação em cujas áreas superficiais são desmatadas com remoção e consideráveis perdas de solos ribeirinhos que sustentam a vegetação, provocando, após o esgotamento da jazida a instabilidade de áreas adjacentes, ocasionando alteração da drenagem natural com o assoreamento do rio e desvios dos cursos d`água, como vêm acontecendo com o Rio Araguaia e tantos outros, muitas vezes ainda não localizadas pela fiscalização ambiental.

E as indústrias altamente poluidoras que jogam produtos químicos e detritos nos leitos dos rios que provocam um mau cheiro insuportável, como vem acontecendo com o Rio Meia Ponte. Será que isso faz parte da natureza humana? Respondo: faz sim. E quanto àqueles que administram grandes indústrias podermos dizer que eles manobram sempre em busca do poder econômico. Não tem relação como o seu próprio EU e este EU não tem causa... a não ser a deles: o dinheiro. Crescer cada vez mais é o lema e o enriquecimento não importa de que forma virá. A natureza ao temido “aquecimento    global” que mostra ao homem que há uma reação para toda ação praticada por ele sobre a terra. O troco que recebemos em face dessa insensatez são as variações de clima, os terremotos, os tsunamis e até o derretimento das geleiras que são apenas pequenas amostras daquilo que estamos destruindo.
ao seu redor que se vire! Essa natureza    humana entrelaça o animal que se autodenomina “homem” de forma solidária através da luta – guerra e paz – em busca do prazer otimizado, mas sem freio e do desprazer minimizado, deixando bem claro, que só uma ação enérgica do Poder Público, através de uma interdição, poderá colocá-lo nos eixos.

VANDERLAN DOMINGOS DE SOUZA é advogado, escritor, ambientalista. Presidente da ONG Visão Ambiental e diretor da UBE - União Brasileira dos Escritores. Escreve todas as quartas-feiras.    Email:  vdelon@hotmail.com e vanderlan.48@gmail.com.

 
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