Amigo leitor (a)

Amigo leitor (a). Quando lemos um livro, ou qualquer texto, publicados ou não, que são sinônimos do prazer, por mais simples que forem, sejam reais ou surreais, nos permite exercitar a nossa memória, ampliar nossos conhecimentos e nos faz sentir as mais diversas emoções, por isso, sensibilizado, agradeço a sua visita ao meu Blog, na esperança de que tenha gostado pelos menos de um ou que alguns tenha tocado o seu coração. Noutros, espero que tenha sido um personagem principal e encontrado alguma história que se identificasse com a sua. PARA ABRIR QUALQUER CRÔNICA OU ARTIGO ABAIXO É SÓ CLICAR SOBRE O TÍTULO OU NA PALAVRA "MAIS INFORMAÇÕES. Abraço,Vanderlan

Eu, caçador de mim.

sábado, 24 de janeiro de 2015


Certo dia quando ouvia Milton Nascimento tentei entender o significado dessa frase. Cheguei quase perto da compreensão quando um dia me senti no lugar errado, na hora errada, perto de uma experiência incomum, de como viver neste mundo, de querer morar em outra matéria ou dimensão. Coisa de doido não? Viver o amor e o seu não pertencimento, de não querer morar no meu interior e ir morar no interior de outra matéria, logo eu que já me considerava caçador de mim mesmo, querer viver de forma desconhecida. Parecia loucura mesmo, talvez houvesse um fundo de verdade, mas eu gostava e gosto demais do meu habitat, que o transformo num recanto de devaneios e loucuras poéticas; gosto da disposição dos móveis, da pequena estante abarrotada de livros, do meu computador que me leva a viajar pelo mundo; vou aos mais longínquos rincões e volto como num passe de mágica. Ah, como esquecer o cheiro que vem da cozinha que fica bem ao lado, que traz com o auxílio do vento, o tempero mágico de Eva. 

        É meu santuário... Recanto que realmente me faz viajar pelo mundo da imaginação e chegar até você; recanto que me faz adivinhar qual de vós intervém por mim, quem irá me ouvir, ler meus textos, às vezes sem sentido; quem irá me proteger de mim e fortalecer o amor e a eterna falta que faz quando empunharmos a arma do destino e partimos para uma grande caçada e acabamos caçando a nós mesmos. Às vezes sentimos não ter ninguém do outro lado ou alguém por tempo determinado, já que somos finitos, que mudamos de idéia sem pestanejar, que somos imprevisíveis, imprevistos, inconsequentes, e por onde passamos tem-se curvas e nem notamos, porque a reta não nos seduz. Gostamos do perigo e fazer curvas mirabolantes traz uma sensação intensa, incompreensível a nós seres humanos. O tempo diz que tenho que seguir com vocês nessa grande caçada e por mais que a racionalidade me finque no chão; quero que seja sempre assim e que possamos ir além do finito dos nossos corpos, seja nesta dimensão ou não. Exagero, à parte, mas não enfeito, não faço zoom do meu amor, da minha amizade sincera e nem olho vocês de longe, porque quero todos por perto. Pode parecer devastador, mas nada me destrói e nem me apequeno amar vocês. Materialmente quero morar no coração de todos sem ser uma mera peça; quero me vestir de vocês sem me despir do que sou...

Quando estou escrevendo, paro, penso reflito e às vezes fecho os olhos, puxo a respiração, encho o peito de ar e procuro sentir a presença de quem já não está mais por perto. Entes queridos, seres sublimes que já se foram para outra dimensão. É um método que uso e me faz bem porque sei que recebo a “energia” deles e as uso sempre quando o amor se transforma em saudade.

Os grandes amores existem e sempre existirão. As grandes paixões existem e sempre existirão. Eles simplesmente existem. E quem disser o contrário, mente. Eu desejo que todos os seres humanos possam sentir o que eu um dia já senti. Tempos idos foram minutos de entorpecimento juvenil, de uma inundação de sentimentos que enlouquecem, de uma loucura toda que envolve a gente, trazendo certo medo, uma confusão misteriosa que a gente viveu quando adolescente. Uma paixão avassaladora que me fazia sentir vivo. Vivo e amando. Se amado não tinha certeza. Mas, agora, dedilhando o teclado do computador vou amontoando letras no monitor e querendo ser caçador de mim mesmo vou me embrenhando pela selva que me envolve e que cresceu tanto que não mais consigo regar, apenas deixa-me levar... As minhas mãos calejadas pelas labutas cotidianas e pele corroída pelas intempéries do tempo, não encontram mais as dela.

Vazio, não sinto mais, pois a borracha do tempo se encarregou de apagar. Nem existe a sensação de derrota e hoje tenho mais para quem escrever as minhas defeituosas crônicas, a quem dedicar meus pensamentos, a quem vai me acalmar quando a tristeza aparecer sem avisar. Eu não me sinto sozinho. Por vezes nem me sinto, fico anestesiado, como estivesse viajando em busca do impossível. O escritor vive em busca de si mesmo, mas é pertinente às suas ideias e maluquices. Ilustra os textos com coisas reais e surreais, cria sabores, faz até exalar aromas que extrai do improvável e transmiti imagens ao associar as palavras e nesse afã, procura ser original, contorna algumas regras impostas, como se elas fossem corredores imaginários, mas, notadamente, sem as desrespeitar, mas nunca deixando de ir mais longe, mesmo sem usar as asas da imaginação, alcançar o improvável. E quando as usas tem o poder de descrever o mundo de uma forma sutil e consegue transformar o ordinário em extraordinário, e nesse ínterim, sem necessidade de se afirmar como intelectual gera empatia e faz com que todos vejam mundo de dentro para fora e depois de fora para dentro, transformando-se todos em caçadores de si mesmos. Quando se escreve uma frase bonita que toca a alma e o coração da gente, como fez Milton Nascimento em sua canção “Eu, caçador de mim” que dizia: “Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim, doce ou atroz, manso ou feroz...” e ao ouvir, não há olhos que não se vertem em lágrimas e nem coração que deixe de bater descompassado. Aí pergunto: Será que estamos vivos? Ainda que maldissessem a sina e mazelas, jamais o escritor afogará suas crônicas na cachaça libertadora, assim como não haverá outro perfume no seu corpo a não ser o cheiro do suor produzido pelo espaço quente que o envolve. Viver é amar, um dia me explicaram direitinho. Tempos idos, era apenas um sonhador inocente e acreditava. Só inocentes e tolos crédulos aprendem isso, eu tive o azar de ser um deles. Hoje, nem ouso reclamar, apenas agradecer a Deus pelo que sou.


Em 2015, dê um passo a mais e nada de coisa absoleta.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015


Quando me preparava para escrever esta crônica ao Diário da Manhã, primeiramente tive que elogiar a tecnologia que facilita contatos com pessoas amigas e com esse operoso jornal. De fato, ela é ágil, transforma a nossa vida, mostra-nos novos horizontes; é como a se gente pudesse esticar os braços e passar para o outro lado da telinha textos, fotos e opiniões sem maior esforço. Na realidade não conseguimos viver sem ela e quando a usamos nem vemos o tempo passar, a nossa vida até se torna melhor, saímos da monotonia e ela nos coloca em contato com o mundo em segundos. Quando cutucamos alguém ou enviamos recados, mensagens ou compartilhamentos, logo, num piscar de olhos, têm a resposta. Para não melindrar ninguém, contrariar, decepcionar ou magoar, tento buscar nos meandros de cada palavra, de cada citação, frases ou fotos postadas por pessoas amigas, uma forma de ver e entender a realidade vivida por cada uma, e algumas vezes, ao analisá-las, eu acabo reportando-as da maneira mais cordial possível, com frases de efeito, de acordo com cada sentimento e manifestação. Na curtição de fotos, compartilhamentos das mensagens pessoais ou frases de grandes pensadores postadas por elas, eu procuro trazer do fundo da alma uma melhor resposta, um dom que Deus me deu para escrever e inteligência para saber exprimir sentimentos que vai além da imaginação, e, imbuído de expressar uma resposta bem condizente, procuro sempre usar o mundo do saber, no qual, faço questão de entrelaçar a força do amanhecer como forma de incutir a paz e a amizade que muitos,  de algum modo, procuram encontrar ou buscar nas entrelinhas das páginas, seja no BLOG ou FACEBOOK, novos sonhos, outras realidades. Às vezes penso em desistir de escrever e deixar de postar minhas crônicas, razões várias me assiste porque essa tecnologia moderna assusta e desperta na gente sentidos mais primitivos como o ódio, a revolta, a repulsa, mas, felizmente, também muita satisfação, risos e é isto que me impulsiona a continuar.

O meu computador é sem fio, mas não é aboleto, mas algumas vezes resolve sair do ar. Essas falhas, dizem que é o excesso de pessoas que estão se contatando ao mesmo tempo. Sendo aboleto ou não, ao vírus não interessa. Se for contaminado não temos alternativa senão em mandar consertar e não adianta insistir em manuseá-lo, pois, simplesmente, tudo que digitamos e tentamos postar são rejeitados, bloqueados, travados. Como de costume, toda sexta-feira começo a preparar meus textos e não sei como, talvez ao tentar adicionar um vídeo desconhecido, travou. Começaram a aparecer alternativas e inocentemente, fui clicando sobre tudo que aparecia no monitor na tentativa de recuperar o programa, até o antivírus endoidou. Não teve jeito. Tudo travado mesmo e a alternativa foi chamar o técnico em computação para “fazer a limpeza” e foram encontrados mais de dez impostores. Moral da história: Se um CPU for infectado não clique sobre nenhuma ajuda oferecida para resolver a situação. Outros programas entram e em certos casos até copiam suas senhas, ou forçam a substituírem por outros e é aí que mora o perigo. Então, todo cuidado que tiver ainda é pouco! Bem, por aí podem notar minha relação de amor e ódio com essa tecnologia.

Hoje, limpinho, com um antivírus e programas mais consistentes instalados, pude parar um pouco, escrever e falar de sentimentos e amizades profícuas que estão do outro lado da telinha. Sei que a parafernália eletrônica está no mundo todo e vai formando círculos de pessoas que se comunicam entre si no afã de não se sentiram sozinhas. Por mais que sejam virtuais se sentem acolhidas do outro lado. Então pergunto: Por que a simples visão de receberem uma frase de carinho, uma ilustração alusiva ao momento do contato deixa todos felizes? Por que postagens de locais aprazíveis usufruídos por amigos, curtindo a vida junto com seus entes queridos trazem sentimentos de ternura tão intensos? Por que abraçar alguém especial, mesmo que virtualmente, traz uma sensação boa, de paz, esperança e segurança? Daqui do lado de cá do monitor posso sentir todas essas emoções e sensações, e me vanglorio por isso. Sei de muita gente que passa batida e não se liga nessa possibilidade.

Naquele dia, logo cedo, pude sentir os sentimentos maléficos da ira contra esta máquina, como se vivente fosse. Todo o meu corpo vibrava, e, descontrolado, até falava mal do computador em voz alta. Coitado, nem era o culpado! Para aumentar minha ira, o infeliz nem se manifestava. Ah! Se ele me respondesse!... Dedilhava com vontade no teclado e até tive vontade de atirá-lo pela janela, levando com ele um sorriso seco, literalmente. Mas no caso da manhã de sexta-feira passada quando escrevia esta crônica, como vocês puderam observar, contive-me. Como é publicada no DM só na quarta-feira da semana seguinte fiz questão de além de alertá-los sobre os cuidados que devemos tomar contra vírus que infestam os computadores, trazer aqui para este texto, sinteticamente, as minhas mais secretas e ancestrais emoções.

Por falar em sentimentos, hoje nas redes sociais nota-se como a política gerou e ainda continua gerando os mais antagônicos sentimentos pelos políticos eleitos e inclusive, em relação à presidência da república. Pessoas de quem gosto e prezo muitas têm certeza de que estão certas em idolatrar pessoas que eu, de certo modo, desprezo, não confio e não acredito. É tanta corrupção que parecem não enxergar o óbvio, ou se fazem de cegos porque são partidários ou votaram neles. Quem está com a razão? Em minha opinião, sou eu com certeza, porque não fui conivente com tudo que ocorreu e continua ocorrendo, fatos reais, provados, indiscutíveis, que envergonham o nosso País. Mas como sempre tive os pés no chão e jamais pensei magoar essas pessoas, antes de falar ou de escrever penso e muito, contabilizo os prós e contras e jamais deixo que sentimentos meus me levem a desprezá-los, mesmo sabendo que esses sentimentos são bem intencionados que depois de digitados e postados, me deixam sob tensa emoção, esperando uma recíproca verdadeira do outro lado da tela.

Acredito que a maioria das pessoas deseja o melhor para o país, salvo raras exceções que só olham para seus próprios umbigos e só pensam em benefícios pessoais. Quando o texto for publicado pode até ser tarde demais, desatualizado. Será que devemos culpar somente o famigerado vírus? Acho que não! Não porque nós é que o manuseamos, buscamos e postamos imagens, textos e mensagens desconhecidas, às vezes contaminadas. Para mim serviu de alerta. Não afã de evitar tudo novamente resta-me acompanhar a evolução tecnológica para poder enviar minhas mensagens de fé e esperança em dias melhores e poder continuar a incentivar as pessoas amigas a darem sempre um passo a mais e não desistirem de suas lutas cotidianas. Por fim, pretendo passar o resto de meus dias distribuindo o amor, paz, alegria e carinho, para compensar a descarga de adrenalina que me acometeu na semana finda.






O humor é imortal. Je suis Charlie!.

domingo, 11 de janeiro de 2015



Tempos idos, bem lá atrás, algumas dezenas de anos sei lá, anos que me abstenho de contabilizar, começa a minha história. Nasci numa fazendinha à beira do rio São Domingos dos Olhos D’água, que divide os municípios de Morrinhos e Goiatuba. Rincão semeado por hordas dos campos verdejantes que acompanhava o rio afora, colonizado ali, lá e acolá por gente vinda de Minas Gerais. A pequena terra adquirida pelo meu avô Reduzino Vieira de Souza, com o passar dos anos, se viu engolida por posseiros, gente que vinha de outras regiões e que se apoderavam de pedaços de chão como se fossem deles e a natureza divina estivessem lá a esperá-los e embalá-los tal como crianças criadas berços esplêndidos, mas, jamais, em tempo algum, nunca esses desbravadores procuraram entender porque os seres dimensionais os deixaram aqui no Planeta Terra, e eles, queiram ou não, foram e continuarão apenas meras sementes, colonizadas há milênios com a interferência e observação desses seres e de nosso Pai Celestial. Pedaço de chão que me viu nascer, crescer, me fez sonhar e voar alto, mesmo sabendo que sonhava sonhos impossíveis. Com o olhar voltado para o horizonte, imaginava voar e voei, nem contabilizei quantos vôos fiz e às vezes, ia até o infinito, mesmo sabendo que ele não tinha fim. A escrita me acompanhou desde jovem e nas asas da imaginação fui criando meus próprios personagens, alguns imortais iguais aos super-heróis dos cinemas e gibis. Sempre apaixonado por charges, principalmente as satirizadas, eu lia, ria das proezas dos mestres cartunistas e as reproduzia sem medo, acoplando-as junto às asas de minha imaginação para percorrer céus e céus no afã de um dia repaginá-las no livro da vida. Durante esses vôos entendi que devia sempre dar um passo ou um vôo a mais para poder vislumbrar coisas que não gostaria de ver, mas entendia ser necessário para o meu discernimento e hoje poder entender o porquê da destruição da natureza, da criminalidade, do ódio exacerbado de terroristas e da violência sem precedentes praticada pelo homem.

Homens abruptos que nunca entenderam que o Universo fervilha de vida inteligente e o Planeta Terra são apenas mais um dentre os milhares que continuam em fase de evolução da criação da vida e até porque aqui somos a Gênese, é como se estivéssemos vivendo em um grande laboratório onde se realiza a alquimia da vida. Como entender esse processo evolutivo. Hão de se convir que, paralelamente, temos diversos mundos na imensidão do Universo, nas esferas dimensionais, com as quais convivemos diariamente, lado a lado, na constante troca de energias sutis, sejam elas humanas ou não humanas. Convivemos num ambiente de energias vibracionais monitoradas pelo Grande Arquiteto do Universo que controla habilmente e todos nós. Talvez até convivamos com seres alienígenas altamente inteligentes, mas, possivelmente, desprovidos de sentimentos, insensíveis, exploradores galácticos, se bem que, o ser humano está perdendo sua índole, sua moral e ética. A sapiência humana, inteligência e genialidade, hoje, não é, para os humanos, sinônimo de fraternidade, bondade, ou solidariedade, enquanto não for extirpada da face da terra a decadência moral. Em nosso ambiente terrestre, os nossos próprios exemplos atestam a nossa tendência bélica agressiva e isto vem ocorrendo deste os tempos idos, como criminalidades a toda ordem, guerras e assassinatos em grande escala em todo o planeta. Não adianta espernear, pois sabemos que estamos caminhando por atalhos perigosos, o materialismo impera e o verbo conjugado pelo ser humano e o “TER”, assim como os políticos de más índoles atuam livremente, em grande escala, em busca de interesses próprios. Tão difícil é fazer esses seres “humanos” cumprir sua parte, fazê-los caminhar para a aceitação da ética tão eficaz e salutar para que possam dar passos importantes para o progresso individual e coletivo.

É notório que o ser humano que já alcançou esses estágios morais e éticos, hoje busca o íntimo relacionamento com as entidades que habitam nessas densidades, ansiando aprender mais, participando sempre em busca do bem comum, contribuindo com a harmonia do ambiente em que vive e principalmente com o próprio desempenho na escala evolutiva da vida. Não obstante isso é preciso entender que o planeta terra atravessa um período de grande turbulência, tanto apocalípticas quanto agressividades incontroláveis que vemos ocorrer diariamente através da mídia; simplesmente matam sem pena ou dó, alguns para vingar, outros apenas para ouvir o gemido do desafeto. A sensibilidade que me acompanha, obriga-me observar a realidade que nosso planeta tem vivido nas últimas décadas, realidade por sinal extremamente lamentável, pois o ser humano a cada dia que passa destrói mais o seu habitat. Só posso dizer que o planeta terra está doente! Só posso dizer que a mentalidade humana está deteriorando! O nosso Pai Celestial procura na medida do possível, mesmo tendo dado ao homem o livre arbítrio, depurar o “lixo” humano, principalmente o energético proveniente dos experimentos científicos que poluem, e o pior deles, o lixo mental que a humanidade ainda retrógada exala na atmosfera invisível, talvez não visto por olhos nus, entretanto, ele existe e é altamente poluente e que interfere diretamente na vibração individual de cada Ser e em desfavor do próprio globo terrestre. Urge e é conveniente que o ser humano, dê passos mais adiante, reflitam e cuide de sua morada; ainda há tempo para despertar a consciência em busca do bem comum, do respeito à natureza, alterando radicalmente o seu comportamento. Talvez esteja falando por falar, escrevendo por escrever, pois infelizmente esse despertar não será para todos. As mentes de muitos estão travadas para as mudanças e o ser humano adquiriu também muitos vícios em existências múltiplas e que ainda reflete na atual, como a preguiça mental que impede a sua mudança de postura.

Com a devida anuência do caro leitor e querendo dar um passo a mais no ano que já começamos a usufruir, quero dizer que os seres humanos devem buscar incessantemente, em conjunto ou não, seja no plano espiritual ou não, um programa que estabeleça ajuda ao planeta, mesmo sabendo das enormes dificuldades que vão encontrar para atingir seus propósitos; a interferência tem limites, existem leis que devem ser respeitadas e o livre arbítrio não deve ser violado, pois este foi concedido por Deus, pois se assim não fosse, o ser humano não atingiria o progresso à custa de lições próprias, seria somente por imposição externa. Destarte, o ser humano é dono absoluto de seu destino, entretanto, ainda não percebeu que as mudanças no planeta estão ocorrendo em ritmo acelerado. Para muitos, que não conseguem entender o conteúdo de uma charge, uma sátira inteligente e dar mais de um passo em busca de mudanças, felizmente, o mundo não ficar sem elas e ainda haverá tempo para reagir! (Quando comecei a escrever esta crônica o título era: “Em 2015, dê um passo a mais”, entretanto, em face dos últimos acontecimentos ocorridos na França, optei por alterar o título e fazer algumas alterações no texto para homenagear os grandes cartunistas barbaramente assassinados por terroristas islâmicos).



Minutos de reflexão.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Preocupado com o ano que se aproximava, sentei-me à beira daquele rio, sem anzol, sem iscas, sem nada. Nada mesmo! Apenas ele, a natureza e eu. Ele nem era piscoso e há muito não atraía pescadores. Mas era um local aprazível, encantador, sempre me sentia bem quando ia lá. Próprio para meditar ou refletir. Naquele dia levei comigo apenas o pensamento e este, sem se importunar com os cânticos entoados pelas araras, ia e voltava na velocidade da luz, tão veloz que meus olhos jamais podiam imaginar e aí, restou-me apenas manter meus olhos fixos sobre as águas que recebiam cintilantes raios de sol, e depois, curvar o meu rosto sobre os joelhos e refletir. Em certo momento, ao trazer de volta alguns pensamentos que retornavam de um mundo incógnito comecei a refletir: “Deus é isto. Deus é beleza que se ouve e se manifesta no silêncio”. Quanto mais desciam águas pelo leito íngreme entendia o motivo daqueles minúsculos espelhos d’água se debater sobre ele. Tudo ali parecia orquestrado pela natureza que tentava me convencer que eu vivia num mundo desigual. No planeta do absurdo, e o pior que era verdade. Mas o mundo tão belo e rico que se estampava diante de meus olhos era bastante clarividente, infelizmente, ele mostrava seus contrastes longe dali: doenças que se alastram e algumas incuráveis, que deixam as pessoas desnorteadas tornando-as deficientes ou incapazes para o trabalho. Mas ali diante dos meus olhos era tanta beleza que jamais imaginaria outras coisas impostas e às vezes, achava serem apenas cenas represadas no meu sub consciente, mas não eram. Como contestar isso se os meios de comunicação mostram fatos novos todos os dias como: crianças e mulheres que se prostituem para sobreviverem; crimes de pedofilia, chacinas, roubos seqüestros, corrupção, abuso do poder econômico que oprimem os menos favorecidos. Isto realmente não é irreal ou utopia, é pura realidade, uma realidade que se alastra como se fosse uma coisa natural característica da própria espécie humana.

Ultimamente tenho pensado demais. E pensar, sentado naquele barranco, era melhor que qualquer conceito e vivenciá-lo seriam o máximo; seria uma forma tão natural e tranqüila quanto o correr das águas daquele rio. Sabemos muito bem que não há fórmulas mágicas para a felicidade principalmente que se vê um ano novo chegar. Mas arrisco a dizer que um de nossos principais desafios talvez seja a maneira como a gente se aceitou ou chegamos a aceitar as derrotas e vitórias ao longo desses anos. Sobre isso, se me permitem, gostaria de dizer: o jeito como muitos buscam a felicidade. É um tema bem abrangente e pessoal. Espero que eu possa contribuir com meus pontos de vista. Primeiramente, observo aqueles que são mais receptivos às bênçãos que a vida tem a oferecer. Vejo neles uma relação de opinião própria, inclusive acreditam que suas vidas poderiam melhorar, entretanto, a princípio estão satisfeitos e felizes com o que têm. Em suma: “o que vier é lucro”, diriam. O que seria pouco para muitos, para esses já é o suficiente. 

Em outra análise estão os seres em transição, quando tudo está para vir a ser, em constante processo de construção. Não prevalece uma correspondência de valores, vínculos de felicidade. O contraditório disso é que essas pessoas demonstram ser infelizes. E aí hei de concordar. Mas, se observamos as causas de suas ações, essa busca de um mundo idealizado comprova que desejam e lutam por se sentirem felizes. O problema é que podem atolar profundamente nessa fase. Nota-se, principalmente, entre indivíduos que ainda não aprenderam a dosar as suas ambições, sejam elas quais forem: materiais, intelectuais ou espirituais.

Por fim, o que eu diria uma síntese dos dois primeiros, presente entre aqueles que encontraram um meio-termo sobre o qual alicerçaram seus desejos e sonhos. Melhor, uma estratégia pessoal do bem viver. Que não significa que são acomodados. O contrário. A diferença é que adquiriram mais sabedoria para definir as suas escolhas. Têm plena consciência da multiplicidade de caminhos e estão satisfeitos com os caminhos que escolheram, ou os caminhos que devem seguir. Nada é impositivo conseqüência ou reação da vida, mas uma opção perfeitamente possível e otimista.

Alguém realmente feliz deseja partilhar os seus momentos com as pessoas a sua volta. Quando adquire uma espiritualidade a ponto de ser menos egoísta, deixando de enxergar aquilo que é bom apenas para sua própria vida a fim de colaborar com a felicidade alheia. Nesse momento é que compreendemos o verdadeiro sentido da felicidade. E é essa felicidade que soa tão natural em tudo que fazemos quando paramos por uns minutos para refletir seja ou não na beira de um rio.



Deixando o vento me levar...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Se na infância fui ou não como outros meninos, não me lembro bem, minha memória é meia vaga, mas sei que nunca enxergava o mundo como os outros viam, mas os outros também não enxergavam o que eu via. Desde pequeno eu já via o bonito e o lado poético das coisas, assim como via quando o vento que soprava ou assoviada; sabia que rumo tomava e a suavidade com que levava consigo as folhas secas para, depois, sairmos voando, sem rumo. Nada mais triste era levar comigo folhas mortas e saber que mais adiante poderíamos nos separar dada a força do vento e a fragilidade delas. Quanta vez amparando minhas mãos no pequeno muro daquele quintal, com o olhar entristecido como a de um poeta aprendiz, senti-me como a própria folha, e aí não via à hora do vento passar e quando passava sentia-o triste também, pois não conseguira levar até a janela de minha amada o perfume das ressequidas folhas, o cheiro gostoso de jasmim ou das pétalas das rosas que rolavam pelo chão. Se ela pelos menos pudesse enxergar a folha, ou o meu olhar marejado detrás do muro, perdido no meio dos raios solares que se confundia com as cores, mas bastava um simples gesto dela para me fazer renascer e a vida faria de nós um elo, pois sabia que ainda havia esperança. Esperança em um mundo melhor, mais justo, humano e fraterno, onde, talvez, por descrença, o vento ao passar por algumas estações devia ter ficado angustiado, sentimental e viu que não havia elo nenhum. Talvez entendesse que minhas angústias, paixões e sentimentos não podiam ser levados por ele, apenas eu. Eu apenas para ser mais claro. O vento não tinha culpa.

O vento não tinha culpa e não podia saber a origem de tudo que corroia a nossa alma, e às vezes, não me interessava saber de onde ele vinha, mas quando passava acariciando o meu rosto o meu coração acordava para a alegria. O vento foi meu cúmplice e tudo o que amei, ele sabe que amei sozinho. Sabe fui um sonhador. Assim, na minha infância, nas garras da tormentosa vida, ergui-me, no bem, no mal, de cada abismo, a encadeei-me, o meu mistério. Prendi-me a sete chaves. Aquietei-me num recanto só meu. Às vezes quando deixava o vento me levar sei que vinha recheado de cheiro das verdes matas, que trazia a calmaria dos rios e o canto dos pássaros; sei que se ungia nas fontes da vida e veloz, descia da rubra escarpa da montanha beijando o sol, para depois afagar meu rosto com suavidade, me envolvendo em outonais clarões dourados; livrando-me dos relâmpagos vermelhos que o céu inteiro incendiava; dos trovões, das tempestades, das nuvens que se alternavam e traziam escuridão. Só no amplo azul do céu puríssimo, como a um anjo e ante meus olhos, levava em seu colo a pequena folha seca e as pétalas de rosas que se desalinhavam no chão. Folhas caídas e pétalas, mas que conhecem todas as estações da vida e os motivos que as fazem ficarem assim, mortas, jogadas, espalhadas pelos terrenos férteis e inférteis, simplesmente ao léu, pisadas por pés apressados e levadas por ventos que não eram os meus. Ficava entristecido a cada estação do ano, e não suportava ver a manhã seguinte, quando não via as folhas, pétalas sobre as calçadas, jardins floridos e sem saber para onde teriam ido. Eis a vida, acho que a vida é assim, penso eu, e por isso, mesmo caminhando sóbrio sobre terrenos férteis, entendia que devia deixar o vento me levar também.

Tendo-se razão ou não, assim é na vida. O vento não te levará e nem a sua casa se fores firme e construí-la sobre a rocha; o vento de sua vida será verdejante como a uma densa mata; o vento de sua vida não o sugará da terra se tiveres alicerçado com amor, então, sendo sua vida assim construída, suportará não somente o vento manso, mas também os vendavais, ventanias, tempestades, que poderá até balançar sua estrutura, mas se sua vida for bem regrada não será fácil você cair, sentir o impacto, e não se desmanchará em pó tão facilmente. Podem vir primaveras, verões, outonos e invernos, mas se os homens tornarem-se apenas folhas aí sim deverá temer qualquer ventinho que não tardarão chegar. Assim é a vida..., mas nos anos que virão entendo que não será tão necessário renovar apenas guarda-roupas ou comprar veículo novo, mas sim, deixar que o vento nos leve para renovar o nosso espírito e ampliar a nossa fé em Cristo; deixar que ele nos ensine a dar uma faxina em nossas vidas; deixar que possa revermos tudo que aconteceu de ruim e anotarmos na agenda de nossa existência, as palavras amor, paz, fraternidade, solidariedade e justiça para que tudo possa, daqui por diante, ser diferente. 

Vaidoso, sou, mas não sou egoísta, nem prepotente ou arrogante e no passo da fuligem, da folha seca, de algo quase inexistente, tomo o meu destino e procuro ser humilde. Absolutamente humilde. Sabes por quê? Explico: Porque sei que sou a folha que voa mansa amparada pelo vento; porque não sei quantas primaveras, verões, outonos, invernos terei; quanta tarde passarei no jardim de minha existência; quanta força advinda de vento poderia suportar. Resta-me então pedir ao meu Pai Celestial que jamais deixe a janela do universo fechada para mim. Pode acontecer que as folhas, as pétalas, assim como eu, percamos nossas forças numa manhã ou tarde e quando chegar ao entardecer não estarmos todos caídos enfeitando o leito. Estranho é vermos o tempo passar, trazer o entardecer e não ser compreendido que havia um sentimento profundo entre eles e que o trem da ventania poderia levá-la intempestivamente junto com aquelas passageiras estendidas no meio desse tempo. Você, caro leitor, um dia, também será passageiro desse trem ventania e pelo ar será levado em direção à rua onde mora sua amada, mas como não terás destino, quem sabe se o vento se perde na curva e o arremessará fazendo-o entrar por outra janela, vê-la no seu quarto, deleitando-se na cama.

E quando você chegar e antes de apreciar a lua, contar as estrelas e sonhar com os mistérios da noite, certamente ficará observando a sua amada e assim como eu começará a escrever alguma coisa numa pequena folha de papel. Talvez escreva: Ah, se pudesse ser levado ao vento igual às folhas e pétalas, então meu destino seria igual a elas, que são apenas folhas ao vento, mas no nosso mundo imaginário sabemos que são apenas folhas, mas amadas pelo vento. E eu usando as asas de minha imaginação estarei bem ao lado da janela, voando baixo, esperando que ela me veja, me segure, me carregue, me aconchegue em seu colo, para depois, me guardar dentro do seu diário, como uma folha que não precisa de vento.




Quando a vitória é dos derrotados.

domingo, 14 de dezembro de 2014

A vitória de Dilma ocorrida no Congresso Nacional onde se viu aprovada a PLN 36 que altera a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias pareceu até engraçada à maneira que fizeram para aprová-la, uma palhaçada mesmo! Para mim que fui criado dentro dos princípios da honestidade, seriedade e respeito à pessoa humana e à coisa pública, achei seriíssimo o que aconteceu no plenário daquela Casa Legislativa. Artimanhas foram encenadas e no palco, nada mais que uma grande demonstração de interesses pessoais e partidários. O governo federal para sair vitorioso ofereceu através de emendas, uma verba polpuda de R$ 740 mil reais para cada parlamentar, os quais, em razão disso, chegaram ao cúmulo do absurdo de gritarem seguidas vezes em plenário: coloca logo em votação Presidente! Para eles era só ganhar e pronto! Pronto é claro para receber além da verba os cargos negociados com a Presidente. Ganhar ou perder, eis a questão. Esta é a análise que ora faço. A derrota pode ser analisada de forma inversa. Teve tempero melodramático, foi trágica, mas alcançou o fundo da alma. Teve um impacto impressionante. Explico por quê: Nas derrotas é que aparecem heróis e não é por acaso que em muitos romances e filmes o enredo principal são sobre derrotados e não sobre vencedores. A vitória que se obtém no dia a dia não basta; é preciso que o mundo as reconheça, mas ela, na maioria das vezes, é contabilizada apenas como mera estatística, já a derrota, vai para o mundo da literatura. Sim, os derrotados, pessoas, partidos ou não, principalmente no caso ocorrido no Congresso Nacional, passa a serem heróis nacionais e para nos escritores e poetas, heróis literários. Os vitoriosos, são aqueles que, mesmo com a derrota, saem por cima. E é isto o que sinto em relação à votação no Congresso Nacional e a vitória de Dilma no último pleito. Tanto num episódio como noutro, senti-me confortado e até me considerei vitorioso por não votar nela. Explico: Não fui cúmplice e nem conivente com a corrupção que hoje se vê confirmada com as denúncias que continuam chegando ao conhecimento público da forma mais inusitada, nojenta e escabrosa. Faltaram aos vitoriosos além de respeito ao povo brasileiro, darem uma lição de humildade.

Quanto ao quadro político a que me propus a comentar, digo e reafirmo que quando um grande debate termina, as faces dos vitoriosos compõem um quadro de histeria insolente. No quadro político dos vencedores encontramos réplicas e mais réplicas do mesmo sorriso. Um sorriso sarcástico que ancora na boca resquícios de baba. Quanto ao semblante do quadro de derrotados observamos detalhes diferentes. Tal como as impressões digitais, os rostos dos derrotados são sempre diferentes uns dos outros. No quadro político perdedor não vemos sarcasmos e nem histerias coletivas; vemos semblantes do dever cumprido; vemos dramas individuais em conexão com seus partidos e simpatizantes; vemos dramas pessoais e intransmissíveis, mas todos com os mesmo sentimentos de vitória, pois sabem que lutaram até em último recurso em prol daquilo que entendia correto e em favor de seu país, assim como, fazer entender aos que assistiam o debate, que o histórico bastão empunhado pela PT, em parte, perdeu sua identidade após estes doze anos de governo; ou pelo menos não é mais uma identificação mais próxima como um dia já foi. Antes de assumirem o poder iam às ruas falando em moral e ética, mas agora, além do famigerado “Mensalão”, a Polícia Federal com a operação denominada de “lava jato” descobriu milhões em depósitos feitos em bancos de outros países e o pagamento de propinas a políticos do PT, PMDB, PP, conforme delação do próprio Diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, pessoa que sabemos ter sido íntima de Lula e Dilma. Aí pergunto: Onde está à ética tão propalada pelos petistas antes de assumirem o poder? Onde está à ética de muitos daqueles deputados e senadores que votaram a favor da alteração da LDO e hoje estão sendo denunciados pelo Ministério Publico Federal por receberem propinas da Petrobrás?

Naquela noite tenebrosa, mas clara para milhares de telespectadores que assistiam ao debate, viram líderes da oposição usar de palavras eloquentes para tentar explicar que o PT passou a ser reconhecido como partido dos trabalhadores para se tornar um partido da ordem, que governa para os capitalistas, com alguma política social enganadora. Prova disso é que Dilma venceu apenas na faixa da população que recebe até dois salários mínimos, composta da grande massa de pobres urbanos e dos setores operários mais precarizados, principalmente os do norte e nordeste. A contradição é que ainda na maioria dessas concentrações operárias o PT segue dirigindo os sindicatos a partir da CUT.
Uma das dificuldades que o partido deve cruzar no próximo governo é que perde espaço onde poderia ter mais solidez, mais organicidade, já que o apoio dos setores mais rotativos da economia e também dos pobres urbanos, é mais pragmático, e tende a oscilar de forma mais rápida de acordo com as oscilações da economia, que anda em franco declínio (“quem pode manter meus benefícios?”). Questão com a qual o PT dialogou durante a campanha dizendo que Aécio cortaria estes benefícios, mas ao custo de gerar ilusões que provavelmente não vai poder cumprir.

Para um governo de mais crise, com recessão econômica e a necessidade de ajustes econômicos que virão cedo ou tarde, a tendência é que esse questionamento seja ainda superior, e pode atingir mais claramente também a burocracia sindical dirigida pelo PT, que domina a CUT. Resta saber então para onde será canalizado este questionamento. Por isso a necessidade de se construir uma forte alternativa da classe trabalhadora, independente das burocracias e patrões, enraizada no movimento operário, que retome os sindicatos como ferramentas de luta. Se eu os convencer com essas poucas palavras o meu fetiche pelos derrotados, então, entendo não ser assim tão estranho quando penso, em certas vitórias, como no caso em tela, onde senti que foram vencedores os derrotados.



Indignado e chocado igual a um pinto!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Terça e quarta-feira findas ao assistir a TV Senado, fiquei indignado com as manobras do Presidente da Casa Renan Calheiros para aprovação da PLN 36 que altera a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias. Em primeiro ato, negou pedido de trinta e seis parlamentares da oposição e de alguns da situação que pediram a abertura das galerias do plenário; em segundo ato, além da arrogância que lhe é peculiar, cinismo e falta de respeito aos eleitores brasileiros que presenciaram ele atender apenas um pedido, por sinal, de uma deputada petista que pediu a retirada dos manifestantes porque se sentia ofendida, e Renan, de forma ditatorial determinou aos seguranças que retirasse as pessoas da galeria que assistiam ao debate, o que foi feito com agressividade e covardia. Uma senhora de setenta e nove anos foi agredida brutalmente e de forma covarde. O presidente foi obrigado a encerrar a sessão, a qual teve continuidade no dia seguinte e sob suas ordens, fecharam-se todas as entradas e nenhuma pessoa pôde ter acesso ao Congresso Nacional – a casa do povo. Fiquei deveras indignado!

A lei em discussão que neste momento que escrevo ainda está inconclusa, mas se aprovada, concederá uma anistia à Presidente Dilma pelo não cumprimento da meta fiscal. Na realidade, os partidos da situação votaram pela aprovação de uma lei que nada mais é do que uma fraude à fiscalização para evitar que a presidente venha responder por crime de responsabilidade fiscal. O exemplo que a chefe do Executivo dá aos brasileiros é o pior possível, pois não haverá mais Lei de Responsabilidade Fiscal. Ninguém vai ter mais autoridade de cobrar de um prefeito ou de um governador que cumpra também os seus percentuais mínimos de investimento em saúde e educação. Por que a presidente pode descumprir e o Congresso Nacional dar a ela esta anistia, e os prefeitos respondem inclusive criminalmente se não cumprirem as suas metas? Disse Ronaldo Caiado em seu pronunciamento: “Se esta Lei for aprovada, os governadores e prefeitos, virão na esteira do mal feito”. “É a contabilização da propina”. “É a desoneração mais as obras do PAC transformando propina em investimento”. “Os deputados e senadores que votarem a favor desta Lei está conivente com a corrupção”. É verdade! Não falou mais que a verdade!

Caro leitor, estamos vivenciando um caos político, econômico e social. Partidos se vendem em troca de emendas parlamentar e cargos públicos para seus comandantes e apaziguados. Quando usamos da escrita ou da fala, não bastam somente críticas e reclamações porque elas podem se transformar em autopromoção, principalmente se insistirmos em ficar de braços cruzados. Importante é que saiamos em busca de informação, e se constatarmos que algum ato político nefasto interferiu em nossos direitos que acionemos a justiça na forma da lei. Seja individualmente ou em grupos, mas é fundamental que manifestemos concretamente a nossa insatisfação, e não nos resignar ante os obstáculos! Não adianta resmungar e calar! Um país jamais será democrático se não nos permitir agir conforme o procedimento legal que o rege, e um povo jamais será livre e soberano se não for capaz de obter civilizadamente a justiça. Já disse várias vezes e repito: A pior cegueira de um governo ou de uma parte da sociedade que não vê, ou finge não enxergar; surda, ou finge não ouvir; muda, mas que não admite ser; mentirosa, porque engana a si própria que se diz cega e que não deveria se dobrar ao poder aquisitivo lícito ou não de alguns. A sociedade brasileira deve ser igual para todos, independentemente de sexo, raça, classe social, religião ou região; não importam se são brasileiros nascidos no sul, centro, norte ou nordeste. O importante que é que não nos curvemos à tirania de pseudo-populistas e ditadores disfarçados que se autodenominam democráticos, e que se dizem conhecedor dessas dificuldades que não vivencia.

O importante também é que avaliemos o rumo das coisas sem perdermos o foco na imprescindibilidade de garantir a todos os mesmos direitos, já que deveres obrigatórios têm que cumprir. Que a corrupção de toda espécie que contamina o Brasil seja punida de maneira igualitária, sem direito a imunidades parlamentares ou o que quer que se assemelhe. Não podemos permitir mais vergonha e desonra a esta nação! Que a justiça seja feita baseada na coerência exigida para cada caso. Não importa se roubaram um milhão ou um tostão. Importa sim que se penalize da forma estabelecida sem privilégios calcados em propinas, delações premiadas e agrados financeiros. Estou indignado e chocado igual a um pintinho, mas sei que esta indignação vai exigir que eu continue lutando e não venha cruzar os braços. Vou valer do que me é de direito e continuar cumprindo aquilo que for dever. Serei justo, pois é isto que o Brasil espera de mim!


Existem senhas para mortes encomendadas ou premeditadas?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A imortalidade é algo intuitivo na criatura humana. No entanto, muitos têm medo, porque desconhecem inteiramente o processo e o que nos espera no mundo espiritual. O título desta crônica parece meio estranho, mas assim o fiz no intuito de alertar as autoridades quanto aos temores vividos pela sociedade de um modo geral e inibir os constrangimentos e medos que a perturba dia a dia. De forma racional e sem querer interferir na sensibilidade de cada um, quis também, com ela, esclarecer acerca da sobrevivência da alma e a forma do descerramento da cortina codificada que separa esses dois mundos: o bem e o mal. Quando se fala do mal ou mundo do crime, este não precisa de senha e nem é preciso agendar, entrar em fila, contar com a sorte, acordar cedo e pegar senha para ser morto. Será que existem senhas? A possibilidade de recomeço e de viver está disponível o tempo todo, na maior parte dos casos. Mas não é tão bem assim. Tem lá seus mistérios que somente a polícia cabe desvendar. Há casos de existência de senhas ou códigos que vêm sem embrulho, apenas com a ordem de matar. E os cumpridores da ordem soltam bravatas e matam apenas para ouvir o gemido do desafeto. Não mostram nenhum constrangimento. Ficam tranqüilos como se fosse normal o ato criminoso que cometeram. Curtem a façanha criminosa, riem para as câmaras, debocham, desdenham da polícia e esta ao soltar o menor infrator ou criminoso sem o fragrante delito, crítica a nossa frágil lei penal.

Tenho acompanhado com a máxima atenção o aumento dos crimes cometidos por menores, tráfico de drogas, estupro e assassinatos. É comum nestes crimes a constatação de que tem o mesmo resultado, independentemente de idade do infrator, e a total impossibilidade de fazer com que o criminoso pague pelos seus crimes. O menor estupra, espanca, trafica, mata é protegida pelo Estatuto do Menor e da Adolescência. A polícia prende a justiça manda soltar. O povo pede o fim da impunidade, leis mais severas, mas os políticos continuam sentados em seus gabinetes refrigerados e nenhuma providência toma, alguns, ainda, dizem que esta Lei é de “primeiro mundo”. Grande besteira! No primeiro mundo o menor criminoso é julgado como adulto e punido de acordo com o crime cometido. Lá, no verdadeiro primeiro mundo, um assassino é um assassino. A maioridade penal nesses países varia entre 7 a 14 anos, e aí pergunto: será somente o Brasil que está certo ou é o primeiro mundo que está errado?

Quantos tiveram mortes anunciadas, encomendadas ou premeditadas pelos seus desafetos? Muitos eu creio e isso vem ocorrendo diariamente. Basta ler os jornais ou assistir a TV. E quando falo em senhas e códigos, que são palavras previamente convencionadas entre as partes como forma de reconhecimento, que não é a situação em comento, em todo caso, me fez lembrar de certo menino, o Ítalo Pezão, pertencente à classe média baixa, de cabelos longos caídos sobre o ombro; usava uniforme impecavelmente limpo, mochila jeans surrada e no seu semblante, a imensa solidão que o precedia. Era silencioso até nos passos. Não discutia, não falava com ninguém. Algumas vezes, com o olhar absorto, ficava parado à beira do alambrado olhando o vazio. Não era um aluno bom, nem ruim. Passava sempre nas matérias, mas não fazia trabalhos em grupo. Não se misturava com ninguém… No esporte, principalmente o futebol, que praticava no chão batido, era diferente, sentia-se no seu habitat. Lá ele fazia a bola rolar com maestria, cadenciava as jogadas para municiar os companheiros e possuía um chute desconcertante, certeiro. Era o artilheiro do time. Lá podia sair um pouco do seu silêncio, balbuciava algumas palavras, mesmo sabendo que todos ouviam o seu silêncio. Antes de cada jogo, à beira do campo, sonhava um dia calçar chuteiras coloridas e se tornar um Ronaldo, um Neymar, um Kaká, um Lionel Messi... Pura ingenuidade. Em nosso país onde paira a corrupção generalizada, onde acontecem coisas que nos deixam indignados, onde parece não ter importância ser honesto e dignidade é uma mera retórica, sabia ser difícil. E é realmente difícil, pois vivemos diante de um confronto social difícil e violento quando saímos às ruas, e pior ainda, é quando se vive numa grande cidade, como a nossa, onde pouco se pode fazer. Você dá de cara com crianças maltrapilhas que são obrigadas pelos pais viciados e paupérrimos a mendigar. Nem precisamos andar muito pela cidade e logo damos de cara com gente de todas as idades, passando fome, doentes, drogadas, algumas com feridas esparramadas por todo o corpo, faixas de publicidade no pescoço, às vezes, mutilados de uma guerra apenas quixotesca. Nas esquinas, nas pontes e postes, dentro de caixas, atrás de muros, junto com os ratos de esgoto, ficam ali jogados os pacotes de lixo-gente. Muitos deles aprendem e sobrevivem com seus vira-latas como se estivessem sendo empurrados pela mão invisível do destino.

A história de Ítalo Pezão é ficcional, mas extraída de fatos reais e se existir crime idêntico, é mera coincidência. Mas é fato. O jovem além calado era arredio, sorumbático. Possuía olhos castanhos profundos e penetrantes que substituíam as palavras. Ele dava medo, às vezes. Todos tinham pena, muita pena, dele. Olhavam para ele e viam nele somente tristeza. O olhar profundo lembrava desesperos, parecia pedir socorro, mas ninguém durante sua existência tinha parado para escutá-lo. Esta é a pior cegueira da sociedade que não vê, ou finge não enxergar; surda, ou finge não ouvir; muda, mas que não admite ser; mentirosa, porque engana a si própria. Quanta vez esperou que alguém lhe estendesse a mão, quanta vez olhou para quadro negro tentando decifrar o significado por trás de cada palavra ali exposta pelo mestre; quanta vez leu e releu na esperança enxergar um gesto cordial, uma frase qualquer que pudesse significar que a sociedade não estava fingindo de cega ou de surda. Nada. Ítalo se viu tão solitário assim como suas idéias se tornaram incompreensíveis.

Certo dia, num campinho de periferia, por insistência de uns “amigos”, cheirou pela primeira vez o pó, depois cocaína e crack. Tornou-se um viciado. A droga o deixava meio maluco e suas pupilas dilatavam, ficava excitado e suava intensamente. Começou aí a decadência do menino bom de bola; sua vida deixou de florescer e conseqüentemente, veio à dificuldade de retirar dela os galhos podres para poder sobreviver com mais dignidade e escapar dos percalços nefastos que o vício lhe impôs. Infelizmente não conseguiu. Certo dia, ao denunciar um traficante que o perseguia por não pagar uma pequena quantidade de “pedras” de crack que comprara, recebeu como recado a sentença de morte. E foi numa manhã primaveril. Eu como de costume, peguei o jornal e logo vi estampado na capa em letras garrafais à notícia sobre a morte de um jovem e que seu corpo fora encontrado num beco escuro: Era o de Ítalo Pezão. Se fora um crime premeditado ou encomendado, para a polícia não havia dúvidas. Ele recebeu vários tiros à queima-roupa, e no peito, um recibo de quitação, cuja assinatura fora substituída por uma caveira, símbolo da morte. Senha, código ou não, a data e hora de sua morte ficou registrada naquele pedaço de papel.



Olhar de poeta em cárcere privado.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Na janela do lado de lá tem um poeta. Tem um poeta na janela do lado de cá. Encostado no tapume da favela tem outro poeta e mais além, outro sentado na escada da subida do morro. Estão emudecidos. Apenas ouvem ecoarem no morro rajadas de balas cintilantes que riscam a noite. Alguém tinha um revólver na mão, mas não era o poeta do lado de lá. A sua única arma era a caneta e na sua intimidade, usava apenas um calção surrado e estava com o tronco nu exposto aos trópicos. Também não era o poeta do lado de cá, pois mesmo com os olhos embaçados não o vi manejar qualquer arma. Observava também que estava desarmado o poeta do tapume bem como o da escada. Na realidade eles tinham que ficar quietos para não serem alvejados pelos traficantes ou policiais que subiam o morro. Diante daquele calor agonizante ouvia outros zumbidos, mas de sexo, cerveja e risadinhas sarcásticas de bandidos que se escondiam com suas amadas nos becos escuros.

Só não digo que sou cego, porque tenho dois olhos perfeitamente sãos mesmo usando óculos de grau. Só que naquele dia da invasão do Morro do Alemão tinha esquecido o danado sobre a escrivaninha. Sei que vivia num dilema conflituoso… Meus ouvidos eram aguçados e escutavam passos. Ouvia-os até de muito distante. Tinha uma boa audição. Mas meus olhos embaçados não podiam ver o que os ouvidos ouviam… Escutar minhas aflições, meus dilemas, escutar o meu coração a bater, escutar o meu próprio caminhar. Mas não podia ver nada disso, nem mesmo meus passos. O engraçado é que não conseguia ver nem a mim mesmo. Pensava: Será que estava invisível!

As mãos do poeta da janela do lado de cá tocavam em alguém, seus lábios a beijavam, seu corpo parecia inebriar. Sentia o vento roçar seus cabelos, mas se ela estava realmente ao lado dele até seria capaz de sentir, mas não a via. Meus olhos de poeta estavam embaçados de tal forma que eu não podia ver o mundo com sentimento de destruição. Contabilizei e cheguei à conclusão de que tinha captado cinco sentidos: inexatos, confusos, impróprios, relevantes, surpresos… que me levavam a sentir; sentir apenas o que eu queria e o que eu podia sentir cujos sentimentos sabiam serem somente meus porque sou ser humano.

O poeta da janela do lado de lá passou para a janela do lado de cá e os dois se cumprimentaram e conversaram. Um era esquelético e o outro mais troncudo. Um vestia calção a camiseta surrada, o outro, calças jeans, mas com o tronco nu exposto aos trópicos. Da minha janela quase não os via. Os outros poetas ouvindo tiros subiram a escadaria e juntaram-se aos outros se ajeitando no vão da janela defrontando-se com policia que subia as escadarias com passos curtos e cadenciados se esgueirando nas paredes dos casebres. Na janela do lado de cá parecia que havia uma cumplicidade entre os quatro poetas, como se fossem executivos em torno de uma mesa. Um parecia brincar com uma arma, fazendo girar no dedo como naqueles filmes de caubói que ele assistiu, eu assisti e que todos assistiram. Tentava esfregar meus olhos e o fazia em círculos como fazia e faz o relojoeiro quando dá corda ao tempo. Rodava. Parava. Rodava como nos filmes. E, de novo, outro poeta, com a flanela nas mãos, limpava a arma, como a um experiente zelador que lava e limpa uma vidraça. Da minha janela via aqueles quatro vultos e á pouco metros de mim cinco policiais. Com os ouvidos aguçados, dei um passo para trás e entrei no meu casebre. Lá de cima os meus amigos poetas não podiam ver o que de minha janela repetidamente via. A rigor, nem olhavam para a favela, que teriam que ver, mas não viam.

Da janela do meu barraco via outros personagens na cena. Uns subindo e outros descendo vagarosamente pela escada. Via um ou outro favelado. Um parava, olhava o outro que estava armado, mas continuava em frente como nada tivesse visto. É coisa comum na favela. Nada de espanto. Nada constrangimento. Mas ouvia e via algo mais que eles. Via o vulto de uma criança voltando do colégio. Sentia-a sorridente mesmo com o sol lhe queimando o rosto. Ouvia-a subir calmamente, e depois o seu vulto parava diante dos três homens de calção e dorso nu. Dizia qualquer coisa ao que brincava com a arma como quem podia a bênção ao pai ou saudava uma linda recepcionista. Olhava a arma como quem via um fruto amadurecendo. Como quem olhava um instrumento de trabalho de adulto. Com o mesmo pasmo do filho olhando os objetos usados pelo pai marceneiro.

Da minha janela agora dou conta que todos somos prisioneiros de nós mesmos. Eu ali na parte de baixo contemplando de um ângulo os homens seminus, suas armas e nas janelas lá de cima, num outro ângulo, igualmente agudo, os meus amigos poetas podiam ver os policiais com armas em punho, intranqüilos, amedrontados. Nós poetas éramos prisioneiros em cárceres privados diante daquele visual ante-social, real, pervertido. E a ansiedade não se alojava apenas no ângulo de meus olhos embaçados, mas de meus amigos também. Olhava o rapaz de calção e sua arma, como quem olhava qualquer força da natureza. Hoje ou amanhã, à noite, ele sairá com sua arma, como se fosse normal. Talvez encontre na rua ou numa travessia escura uma pessoa incauta e lhe abra a cabeça com a bala de sua fúria. Ele não dará tempo ao infeliz e atirará sem pestanejar ou apenas para ouvir o gemido do desafeto. Mas se isso vir acontecer com os poetas, comigo, com você ou com qualquer outra pessoa, não estarão mais aqui aqueles para contar o acontecido e nem eu terei mais olhos para ver.




NATAL SOLIDÁRIO 2014

domingo, 23 de novembro de 2014

Será que estou antecipando esta mensagem de Natal? Acredito que não, pois falta apenas trinta dias para comemorarmos o nascimento de Jesus e neste lapso de tempo devemos aproveitar para encher nossa “caixinha” solidária; tempo também de sabermos que é o momento do perdão, da compreensão, da tolerância, do carinho; tempo de levar e receber o abraço amigo e acima de tudo o amor. Temos então, apenas trinta dias para isso e quando ELE nascer, haveremos de ter cumprido essa nossa missão. Você que agora que assisti a este vídeo, sei que ficou sensibilizado e com vontade de ajudar a encher a “caixinha solidária”. Então faça isso! Depois, compartilhe com o rol de pessoas amigas e verá que em pouco tempo a caixa se tornará pequena, mas certo de que muitas outras surgirão.

 
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