Amigo leitor (a)

Amigo leitor (a). Quando lemos um livro, ou qualquer texto, publicados ou não, que são sinônimos do prazer, por mais simples que forem, sejam reais ou surreais, nos permite exercitar a nossa memória, ampliar nossos conhecimentos e nos faz sentir as mais diversas emoções, por isso, sensibilizado, agradeço a sua visita ao meu Blog, na esperança de que tenha gostado pelos menos de um ou que alguns tenha tocado o seu coração. Noutros, espero que tenha sido um personagem principal e encontrado alguma história que se identificasse com a sua. PARA ABRIR QUALQUER CRÔNICA OU ARTIGO ABAIXO É SÓ CLICAR SOBRE O TÍTULO OU NA PALAVRA "MAIS INFORMAÇÕES. Abraço,Vanderlan

A volta do Paladino da Fé.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quando menino a presença de heróis era uma constante em minha vida. Naquela  fase, a imaginação era muito fértil que me permitia ser  o que queria. Bastava sonhar. O herói que imaginava era mais que uma representação da grandiosidade do potencial humano. No fundo sabia que podia ser muito mais do que aquilo que estava manifestando no momento. Naquele tempo, mesmo assistindo filmes em que se despontavam grandes heróis, o meu, por incrível que pareça, era o Padre Otávio, uma pessoa de um carisma impressionante, disciplinador e excelente educador, e talvez, tenha sido a sua capacidade de evangelizador que me fez tornar um católico fervoroso e obediente aos princípios cristãos.

O meu inconsciente dizia que eu possuía potencialidades latentes, que não trabalhadas, se atrofiavam mantendo vivas as imagens de muitos heróis, cavaleiros andantes que defendiam o povo oprimido e  perseguido por seus governantes.   Quantos paladinos mostrados em filmes americanos e que muitas vezes nos deixavam admirados pelos seus feitos, por mais que as cenas fossem irreais.

Da mesma forma em que admirava alguns personagens de cinema que salvavam vidas de pessoas, admirava também o Padre Otávio que salvava o homem do pecado e como bom pregador, faziam  todos seguir o caminho de Cristo, tornando-se o meu primeiro paladino só que ele era de “fé em Cristo”. São lembranças que guardo com carinho em minha mente. Hoje, adulto, continuo apreciando aqueles que realizam grandes feitos em alguma área que ele julga importante e salutar ao bom convívio da sociedade organizada. Na verdade, o herói vivente hoje é alguém como nós, mas que jamais aceitou a imposição da sociedade que não consegue realizar certas coisas possíveis, mas não fazem nada em prol do bem comum porque se acham donos da verdade e não calçam as sandálias da humildade. Aquele paladino da fé foi para outra dimensão, mas mantém acesa a identificação com aqueles bravos cavaleiros andantes que eu tanto gostava quando era jovem e que gerou em mim a força necessária para defender os injustiçados, os oprimidos e ajudar aqueles que lutam em prol de grandes obras sociais e evangelização, mas mesmo assim não são respeitados. Hão de se convir que pessoas que aceitam imposições nefastas e prejudiciais a uma sociedade organizada acabam por perder força, voltam à faixa da mediocridade e passam a ser anormais como às de pessoas que convivem ao seu lado.

Em Goiânia há vários meses vêm ocorrendo um fato pitoresco. Um padre com liderança, carismático, com retórica capaz de aglutinar pessoas fora afastado de suas funções pela Arquidiocese de Goiânia, sem qualquer justificativa plausível, deixando atônita uma comunidade composta por mais de quinze mil     pessoas, cujo ato, foi feito por mero capricho de um Bispo, que talvez, nunca tenha sentido de perto o calor humano, o cheiro de um povo verdadeiramente cristão e ou mesmo, tentou salvar vidas pregando a palavra de Deus. Talvez, falta-lhe o dom da retórica ou pode ter sofrido no início de sua vida de semina-rista chacotas e humilhações de colegas e que hoje tenta descontar no humilde sacerdote Padre Luiz  Augusto, amordaçando-o e retirando-lhe o que lhe mais é precioso á igreja católica: o dom da   palavra.

A inveja corrói a alma, torna duro o coração e cegam aqueles que têm olhos, mas não querem enxergar a  verdade e a força de um evangelizador nato, e nesta parte, como mandatário-mor da Igreja Católica em Goiás, o Bispo e seus conselheiros de plantão deviam realmente calçar as sandálias da humildade e entender que não é esta a postura de um cristão e não é isto que a Bíblia ensina.

Sabemos que Dom Waldemar também teve seus privilégios e benesses de ser transferido para Brasília, estudar no exterior e ir a Roma para concluir seus cursos e doutorado e por isso tornou-se Bispo aos quarenta e cinco anos o que lhe facultou fazer essa grande travessia dentro da igreja católica. Entretanto, aqueles que atingem um estado superior de consciência e depois se determinam a ensinar outras pessoas uma mensagem deve estar realmente preparada para tal sobre o manto da humildade, sapiência cristã e respeitar aqueles que evangelizam nas mais longínquas regiões, sem apego a luxos e ambições de se tornarem Bispos ou outra graduações maiores dentro da igreja católica.

O nosso herói ou paladino da fé como o chamamos, como se vê estampado na capa do jornal Diário da Manhã e outros,, é o Padre Luiz Augusto que numa demonstração de humildade aceitou mais uma vez ser submisso à Arquidiocese, mesmo sendo nomeado como padre auxiliar na Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, localizada no setor Expansul no município de Aparecida de Goiânia.  Realizou a    celebração de forma tradicional e os fiéis acompanhavam usando impressos fornecidos pela Arquidioce-se, que não permitiam o Padre usar toda sua eloqüência de grande pregador.  Antes da celebração, como disse o jornal, ele foi ao lixão de Aparecida onde realiza trabalhos sociais, levando médicos, dentistas, alimentos e brinquedos e no final da tarde, quando se preparava para celebrar um casamento em Goiânia, foi impedido pelo padre local que dizia ter determinações para que ele não fizesse a celebração. Humilde, assistiu o casamento do casal amigo sentado no altar. Um absurdo!  Como forma de humilhá-lo mais uma vez colocou-o como padre auxiliar de outro que tem apenas três anos de sacerdócio e ele tem mais de quinze. Então pergunto: por que não colocaram o Padre Luiz numa paróquia desprovida de padres e que são muitas em Goiânia?
O padre Luiz Augusto na sua perseverança e amor a igreja católica me fez lembrar de Padre Otávio, que nos tempos idos, já era meu paladino da fé.  Naquele dia memorável ao ver o povo saindo de vários  bairros da Região Metropolitana de Goiânia  para assistir  a missa do Padre Luiz numa paróquia que não comporta mais de duzentos e cinqüenta pessoas me senti em júbilo, mesmo não podendo estar presente em face de minha enfermidade. Ao ver aquele povo de Deus extravasando sorrisos de alegria foi possível constatar  que, quanto mais a Arquidiocese ferir dignidade e humilhar o Padre Luiz  os fiéis e admiradores crescerão e ficarão mais próximos dele do que possam imaginar, e isto foi provado na   primeira missa celebrada da Paróquia  Santa Terezinha no último dia 12 de fevereiro, onde compareceram mais de quatro mil pessoas, não contabilizadas pelos fiéis e sim, pela Polícia Militar e imprensa goiana. Então, senhores mandatários da Igreja Católica, rogo-lhes, não tomem mais atitudes preconceituosas, humilhantes e não nos proíbam de admirar pessoas como o Padre Luiz Augusto que sabe evangelizar como nunca. Entenda de uma vez por todas que o povo que o acompanha recebe dele sábias palavras, carinho, afeto e nos leva para o caminho da luz, e percebendo isso reverendíssimos, podem ter a certeza de que todos ganharão. Façam deste paladino da fé e de tantos outros padres que sabem evangelizar e aglutinar pessoas as nossas fontes de inspiração para que um dia possamos despertar deste pesadelo e encontrar dentro de nós mesmos as potencialidades desses paladinos.

O galo que ciscava prá dentro

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Certo dia ao visitar a chácara da minha amiga Elizabeth no município de Cabribó fui surpreendido pela grande quantidade de pintinhos e galinhas que se esparramavam pelo grande galinheiro. Curioso, perguntei-lhe:

- Beth, como você conseguiu essa grande reprodução de aves?

Com aquele jeitão de mulher simples da roça disse:

- Alan pode ver que preparo bem os canteiros, onde, no verão, quando o sol e a temperatura ficam mais fortes, são usados os galinheiros do pomar ao lado, totalmente sombreado onde a temperatura fica mais amena, e no final da tarde, o tratador as solta para se alimentarem de ervas daninhas, insetos e frutas que caem no chão. Comem também os insetos que ficam nas hortaliças, e com isso através dos estercos, deixam o nitrogênio no solo que irá alimentar a pequena horta montada em formato de coxo. Ainda  para aumentar a produção procurei montar as coisas de modo que pudesse alimentá-las também com as sobras da cozinha e excedentes dos canteiros, pois elas gostam muito de restos das hortaliças, principalmente das sobras de alfaces.

Beth deu uma pausa na conversa, ficou um pouco envergonhada, mas depois soltou o verbo:

- Olha Alan, você pode pensar que é gozação, mas não é. Na realidade a grande produção de pintinhos, frangos, frangas e essas galinhas-mães têm um motivo: O galo Corisco. Venho observando há anos que depois que eu o comprei e o coloquei no galinheiro a produção de ovos aumentou. Ele é um galo diferente, não cisca prá fora! E mesmo tendo um esporão grande e pontiagudo não briga com os outros galos e eles ainda o respeitam, e a galinhas, então..., ah, nem se fala.

Ainda incrédulo, perguntei-lhe:

- Como isso é possível?

Ela respondeu, com um sorriso maroto:

- Não sei, mas parece que as galinhas gostam do seu jeitão e com isso vai levando vantagem sobre os outros. Os galos que ciscavam prá fora tive que retirá-los do galinheiro e vendê-los para que eles pudessem cantar em outra freguesia.  Eles cantavam como cocoricós destoando-se do canto canoro do Corisco. Estavam assustando as galinhas. Finalizou.

O galo Corisco além da espora pontiaguda era grandalhão e tinha uma bela crista vermelha caída para o lado. Suas penas eram brilhantes e coloridas como as de um pavão. Descendente de pai gaulês possuía uma elegância de fazer inveja e ainda gostava de cantar. Só que não cantava cocoricó, cocoricó, como todos os galos. Ele aprendia de tudo um pouco e cantava acompanhando o som de viola que vinha do mourão da porteira tocada pelo jovem tratador Alessandro. O seu canto saía diferente à medida que a viola entoava uma canção romântica ou música caipira. Mas seu forte mesmo era as músicas de Roberto Carlos e Paula Fernandes. Aí o seu canto saía mais sonoro do que nunca. Todos admiravam o Corisco: patos, patas, marrecos, marrecas, perus, peruas, galos, galinhas, pintos, gansos... Todos. Era incrível! Até os outros animais se aproximavam do galinheiro: cachorro, cavalo, boi, vaca, porcos, pombos...  Todos. Mesmo os passarinhos vinham de longe para ouvi-lo cantar: bem-te-vi, rolinha, sabiá, tiziu,   pardal, andorinha, araras, pica-pau... Todos.

À noite, olhando a lua cheia que seguia sua rota e iluminava aquele rincão, fique pensativo, comecei a filosofar e perguntar a mesmo: Quantas pessoas ou entidades públicas e privadas poderiam fazer como aquele galo ciscando prá dentro? Quantos partidos políticos ou coligações poderiam se unir para o bem comum da sociedade e ao invés de desunirem, ciscar prá dentro? Quantas comunidades poderiam        trabalhar juntas sem ódios, ciúmes invejas ciscando prá dentro?  Quantas decisões religiosas, sem a  prática do conservadorismo, poderiam ser tomadas em prol de uma comunidade, ciscando prá dentro, em benefício do crescimento da igreja católica e para que a paz volte a reinar? Ah, que bom se todos pudessem deixar de lado o ciúme, a inveja, o egoísmo, a intolerância, a teimosia, a severidade em     demasia e ciscar prá dentro!

A lua soberba seguia o seu rumo enquanto a região recôndita do meu cérebro tentava decifrar e entender as ações de um simples galo que procurava sempre ciscar prá dentro, atraindo todos os animais que   circundavam aquele galinheiro. No começo estranhei o cisca-cisca inverso daquele belo galo. Mas, aos poucos, comecei a entender seu ciscado que outros galos tinham dificuldades de fazer, não obstante  tentarem. Era elogiável, pois todos tentavam o cisca-cisca invertido. Era uma grande demonstração de maturidade entre eles. E, pouco a pouco os chacareiros se achavam no direito de tocar viola perto de seus galinheiros, todavia, somente a viola do jovem Alessandro é que ajudava o embalo do Galo Corisco em qualquer tempo ou horário, principalmente ao nascer e pôr do sol, e nesse caso, os outros chacareiros teriam que contratá-lo também para que seus galos tivessem o prazer de ciscar inversamente, cantar com maestria e aumentar a produção. A notícia correu por toda a região de Cabribó. O povo e a bicharada tiveram que engolir as cantorias dos galos roucos e o som das violas desafinadas de seus tratadores.

Apenas sobreviveu à história o Galo Corisco, que sempre ciscou prá dentro e angariou simpatia e os outros, desajeitados, tiveram suas vidas ceifadas.

Dom Waldemar, ouça o clamor do povo que vem das ruas

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Há alguns dias, fazendo uma peregrinação pela cidade encontrei com muitos amigos e como todos tinham lido alguns artigos meus publicados no Diário da Manhã onde comentava sobre o Padre Luis Augusto. Questionaram-me sobre o motivo da igreja em proibi-lo de celebrar missas, batizados e casamentos. Procurando não polemizar muito sobre o assunto, mas, certo de que o meu pensamento era os mesmos dos outros membros da igreja, não relutei em afirmar que estava havendo muito ciúme e inveja por parte de alguns padres, além de muitos comentários maldosos. A Arquidiocese nunca entendeu que nem todos os padres são iguais.  Alguns são diferenciados dado o seu empenho e dedicação à comunidade onde ele faz parte e nesse aspecto o Padre Luiz é e sempre será diferenciado, porque além do carisma de aglutinar multidões pela facilidade de comunicação e estilo de pregação, ainda se empenha em ajudar os menos favorecidos, os enfermos, os usuários de drogas, os presidiários, os meninos e meninas de rua, os idosos, sem enaltecer, é claro, obras sociais construídas com dificuldades, hoje vistas a olho nu pela sociedade goiana.

Na edição de “O Popular” do dia 15 de janeiro, a Cúria disse através de uma nota assinada pelo Colégio de Consultores da Arquidiocese de Goiânia que “transferências periódicas de religiosos e ministros   ordenados fazem parte da vida da igreja e que “tais medidas” visam sempre ao bem da comunidade e daquele que assume uma nova missão. Ficou definido pela autoridade eclesiástica competente que o Padre Luiz Augusto se dedicaria ao acompanhamento espiritual dos membros efetivos da Comunidade Luz da Vida e Atos”.

Pois bem, é perfeitamente entendível a transferência de um padre para outra paróquia, mas não é compreensível para os fiéis católicos quando dizem que “tais medidas” visam sempre ao bem da comunidade. Se os católicos aceitar essa versão é assinar um atestado de burrice, pois ninguém de sã consciência vai entender o porquê de enclausurar um padre que arrebanhava para a igreja católica milhares de pessoas entre adultos e crianças e mantinha na Sagrada Família mais de vinte mil dizimistas, sendo, conforme notícias divulgadas pela da Revisto ISTO É, a paróquia que mais arrecadava no Estado de Goiás. Então, pergunto: Por que não o enviou para outra Paróquia onde pudesse exercer com magnitude, o sacerdócio? E as obras sociais construídas mantidas por ele com a ajuda da comunidade, como ficam?  Será que o Padre foi punido apenas por celebrar missas noutro local?  Hoje, ao sair de seu silencio, o padre Luiz Augusto mostrou-nos que estávamos com a razão: a falta de abertura da igreja, a inveja, o ciúme, afirmações caluniosas de que gente rica o sustentava, esquecendo que o fiel, pobre ou rico tem o mesmo valor, e todos lhe ajudavam indistintamente, porque sabia de sua força de vontade e fé em Deus. Dá para compreender a atitude da Arquidiocese?

Dom Waldemar, como pessoa de nível superior, culto, que teve a graça de ser ordenado Bispo ainda jovem, chegou o momento de entender que todos devem descer pedestal, caminhar pelas ruas usando as sandálias da humildade, e nesta selva de pedra, ouvir o clamor do povo, principalmente das comunidades que sequer têm padres, para no final, sem se sentir derrotado, liberar o Padre Luiz para o exercício de seu sacerdócio, e por outro lado, não tirar o direito constitucional do povo de ir e vir. O povo deve assistir missas onde se sentir mais acolhido e ungido pelo espírito santo.

O Tribunal da vida está julgando esta injustiça e publicamente, quanto mais o enclausurar, este ato só fará aumentar o número de simpatizantes e defensores desta causa, portanto, urge a Arquidiocese solucionar definitivamente tal impasse para que a paz volte a reinar no meio católico. A decisão não depreciará ninguém muito menos à Arquidiocese, pois estará simplesmente fazendo justiça a um Padre de grande valor espiritual e que sabe agregar pessoas das mais diversas classes sociais para um bem  comum que é servir a Deus.

Quando olhamos a vida do Padre Luiz Augusto, temos a nítida consciência que ainda não lutou todos os combates, porém temos a segurança de que priorizou aqueles que de fato valiam à pena. Seus esforços durante todo este lapso de tempo estiveram concentrados na evangelização e de seus esforços muitas foram às famílias beneficiadas com o seu amor e dedicação. Hoje, Dom Waldemar, este humilde escriba, decifra a figura do Padre Luiz a um maratonista quando no final da estrada declara que completou o trajeto, não desistiu. Ao olhar o seu trabalho de grande evangelizador visualizo os obstáculos pelos quais transpôs e das ajudas espirituais que tiraram muita gente do fundo do poço e   nesse parâmetro me incluo. Os membros da Comunidade Atos sabem que não está sendo fácil convencer a Cúria, porém eles hão de entender a insensatez que estão cometendo e que a comunidade como perseverante que é completará também este trajeto percorrido pelo Padre Luiz  na certeza de que foi Deus quem propôs essa caminhada.

Ao olharmos para a vida do Padre Luiz Augusto inevitavelmente questionamos a nós mesmos, perguntando como temos vivido, e se de fato temos marcado a nossa geração priorizando o bom combate, completando a carreira e guardando a fé.  Hoje, o povo católico clama nas ruas e avenidas  sobre tudo isso que está acontecendo. Vozes que clamavam no deserto agora clamam na selva de pedra, pois todos se evoluíram e vivem num mundo globalizado. Qual é a escolha? O que preferem poder ou não poder dizer? Será que devemos insistir no crescimento dos evangélicos no Brasil e a evidência de um avivamento espiritual? Ou será o prelúdio de uma decadência, assim como uma lâmpada que está para se queimar brilha fortemente antes de, finalmente, apagar?

É um momento de reflexão. O que ele fez disseram que não teve aprovação, o que ele queria de melhor para a comunidade não fizeram e nem ajudaram, celebrações e obras de grande vulto trouxeram ciúmes e inveja, fato que lhe acarretou a proibição de celebrar missas e tantas outras mazelas. Caros Irmãos em Cristo!Tem dia que nenhum bem habita em nosso coração, muitas vezes o querer está em nós, mas não conseguimos realizar o bem. Quando queremos fazer o bem, o mal nos intercepta. No  entanto, sei que todos têm o prazer na lei de Deus, mas, no meio da nossa própria igreja há outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e é neste momento que notamos o quanto somos pó, carecemos e necessitamos mais do que tudo da ajuda de Deus, da graça de Cristo, da intercessão do  Espírito Santo para amenizar os duros corações do clero de Goiânia.

O menino que queria ser padre.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Abriram-se as cortinas do espetáculo. Entrou no palco da vida o ano novo todo serelepe trazendo a tira colo uma rede cheia de esperanças. Os sinos badalaram. Fogos de artifício explodiram na noite nublada e escura esparramando no céu multicoloridas estrelas. O povo se abraçava na praça ensejando paz ao ano que se iniciava. Terminou o show musical. Cantores que se revezaram no palco seguiram seus rumos. A praça ficou vazia, mas ainda recebendo os últimos suspiros dos seresteiros da noite, principalmente os de José que continuava sentado naquele banco com o pensamento absorto, talvez, recordando de seu tempo de menino quando ajudava como coroinha na pequena Paróquia de São Benedito, lá pelas bandas da cidade de Cabribó. Devia estar pensando nas coisas da religião católica e do seu tempo de coroinha que depois de tanta insensatez foram mudadas e esquecidas. Sentei ao seu lado e ao ver o seu triste semblante, a primeira coisa que me veio à mente e que acabou se transformando para pior foi à queda da Paróquia São Benedito que decaiu em termos de celebração, tornando-se monótona, esvaziando-se.  Os fiéis não mais assistiram missas outrora celebradas pelo grande pregador Padre Paulo Ricardo e nem viram aqueles que vestiam roupas pretas e brancas que precediam as procissões quilométricas que aconteciam em Cabribó, onde todos, felizes, carregavam seus estandartes, enquanto outros milhares de fiéis, com velas acesas às mãos, iam enfileirados, orando e cantando músicas sacras inesquecíveis.

Depois disto, lembrei-me das celebrações cantadas ou rezadas em latim, língua que eu o José não  entendíamos, mas que achávamos a coisa mais bonita do mundo. Dos sinos da igreja badalando  anunciando o início da missa; do momento da reza em que benziam o Santíssimo Sacramento; da  Cerimônia das sete últimas palavras de Jesus no Calvário realizada ao cair da tarde da sexta-feira Santa, na qual havia uma espécie de triângulo de madeira, cheio de velas acesas, as quais no decorrer da cerimônia o sacristão apagava uma a uma e quando a última era apagada, as luzes da igreja também se apagavam e na escuridão que se formava os fiéis batiam os pés no assoalho, repetidamente, para representar o tremor de terra da hora da morte de Jesus. As lembranças eram tantas que se fosse escrever sobre todas, teria que ocupar todo o espaço desta página, no entanto como disponho apenas de uma   pequena coluna, resolvi extrapolar os limites de palavras cedidas aos meus artigos, mas, na certeza de ter a complacência da editora responsável pela página “Opinião Pública” ampliar um  pouco o texto pois não  poderia deixar de falar sobre a última lembrança que me veio à mente naquele banco da praça: o desaparecimento dos coroinhas e a vontade de meu amigo José de ser padre.

Lembrei-me do tempo do Padre Paulo Ricardo, do seu trabalho social em prol da comunidade carente e de sua celebração que contagiava o povo. Naquele tempo ele mandava confeccionar conjuntos de túnicas. Estas vestes eram a tradicional batina vermelha com sobrepeliz branca, uma túnica branca com capuz, uma batina da cor do paramento do padre ou um blusão que tenha o símbolo litúrgico, mas, as vestimentas mal davam para vestir todos os coroinhas, dadas a quantidade de meninos, e no dia marcado para uso delas, apareceram mais de trinta para ocupar os postos. O bondoso padre teve muito trabalho em escolher quem seriam os coroinhas, mas, como bom observador selecionou os garotos Márcio Soares, Walter Moreira, Carlos Manzan e o órfão José Benedito, e por incrível que pareça todos tinham o mesmo desejo: ser padre.

Anos depois Márcio deixou de ser coroinha e até hoje ninguém soube o que aconteceu, então, José   Benedito mesmo triste com a saída de seu grande amigo, viu sua chance de ser padre tornar-se realidade. Um menino a menos. Não, dois, pois na semana seguinte o Walter mudou para a cidade de Minuano. Restaram dois, o Carlos  Manzan e José Benedito. Na igreja exerceram por um longo tempo o papel de acólitos nas funções litúrgicas. Chamados de “meninos do altar”, aqueles que ajudam na celebração das missas.   Hoje, o acólito na Igreja católica, é o ministro que acompanha e serve o celebrante dos atos litúrgicos.

José conhecedor evangelho, participava ativamente de todos os movimentos da igreja, conheceu a Santa Missa com todas suas partes, dos lugares na igreja, dos livros sagrados, dos utensílios utilizados na   celebração e das vestes litúrgicas, sem falar  claro, do conhecimento bíblico. Leu a releu a Bíblia várias vezes e se sentia preparado para ser padre, não obstante contrariar-se com muitos dirigentes que não estavam lá para servir e sim para dominar ou impor seus desejos. Sabia também que os tempos modernos trariam muitas dificuldades as Igrejas Católicas caso seus dirigentes não acompanhassem a evolução dos tempos. Sabia também que poderia ocorrer o afastamento de fiéis em face da concorrência de outras religiões, situação que obrigou José a se refletir e manifestar nas reuniões pedindo mudança de atitude e ouvir o clamor do povo, fato que, talvez, o tenha prejudicado junto aos seus superiores, não obstante tenha insistentemente mostrado a descrença do povo com a igreja católica.

A estratégia de aproximação e modernização de algumas Igrejas Católicas começou a dar frutos e José vendo o povo aglomerar-se nelas sentiu-se ungido, pois sabia que essa era a igreja que Jesus sonhou há mais de dois mil anos. No entanto, José já seminarista, desistiu porque se sentiu injustiçado, talvez porque conseguira acender no povo a chama do amor a Deus e mostrar aos superiores que as vocações não voltariam aos níveis das décadas de 70 e 80, e que certas dioceses, por exemplo, se voltar a ouvir o clamor do povo e mudarem o seu estilo, logicamente conseguirão aglutinar bons números de seminaristas, enquanto outras, se continuarem com idéias retrógadas, celebrações monótonas, sem a participação da comunidade, não permitir que fiéis saiam de outros bairros  para assistir missas, onde se sentem  ungidos pelo espírito santo e mais perto de Deus, se não tirarem as “amarras” que sufocam os grandes evangelizadores, sequer  entusiasmarão novos seminaristas a ingressar na igreja e num futuro próximo não terão padres para celebrar missas, principalmente nas periferias das grandes cidades, como vem acontecendo na região metropolitana de Goiânia. Daí se pode visualizar uma inversão de tendência que responde à mensagem do papa Bento XVI que deixou em novembro do ano passado aos bispos  portugueses: "É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros." Que esta mensagem sirva como exemplo para Goiás e quiçá para o Brasil. Por amor a igreja é chegado o momento dos superiores reverem suas posições,   deixar de lado a  insensatez e abrir as portas da igreja para aqueles que querem seu crescimento, como muitos padres  abnegados que ouvem e convivem com o povo querem.

Revendo as páginas da vida

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Quando abri a tela do computador estava no limiar de 2011, ano de certa forma efêmero como a uma gota de orvalho, imprevisível, que me forçou a rever nas páginas amareladas pelo tempo alguns artigos que falavam de amor, paz, morte, doenças, dor, saudade, bravura, vitórias e conquistas. Noutros, procurei alertar sobre o efeito estufa que estava causando catástrofes naturais, terremotos, tsunamis, deslizamento de erras, poluição atmosférica, e de uma forma mais contumaz, sobre as mordaças impostas aos padres que querem o crescimento da igreja católica; e contundente, sobre a criminalidade, o uso de drogas, o tráfico, sem falar, é claro, sobre os espetáculos dados por políticos corruptos e por aqueles ímprobos que nos palcos da vida mundana encenavam suas maledicências, cujos rostos impregnados de sorrisos irônicos, eram perfilados diariamente nas telas de TV e jornais, quantitativo que não conseguíamos contabilizar.

Durante o ano muitas coisas aconteceram: Nasceram minha neta Alice e meu neto Augusto; mortes de parentes, pessoas amigas, e em especial Tia Doce e o líder ambientalista Antônio Souto, que deixaram este mundo e partiram para outra dimensão, todavia, a perda de um ente querido mais próximo – minha mãe Carolina, que faleceu no dia 15 de novembro, foi uma das experiências mais traumáticas que eu passei na vida. A dor que sentia era tão intensa que muitas vezes parecia que nunca ia passar, mormente quando relia no meu blog a crônica que escrevi em sua homenagem e nele uma foto estampando um sorriso angelical. Quando leio sei que é importante experimentar este sentimento, sem temor ou culpa de não ter sido carinhoso, mais compreensivo, se deixei de ir ao hospital e porque não disse que a amava e/ou por ter perdido a paciência algumas vezes.

À medida que ia remoendo cada palavra escrita com cores rubras que tingiam o meu peito de dor e saudade, procurei me desfazer dos “porquês” e do “se”, pois entendi que somente o sentimento de culpa retardaria a cura e sobre isso, sei que não fui perfeito, mas sempre procurei fazer o melhor e só ela sabe e pode me julgar, assim como se poderia ou não receber dela o amor verdadeiro.

Ela está em outra dimensão ao lado de Deus por ter sido boa filha, mãe e esposa. Deixou-nos prisioneiro de uma dor aguda, mas certa de ter cumprido o seu destino no planeta Terra. Esta fase de tristeza profunda neste momento parece enfatizar na gente uma sensação de desamparo, aquela presente nos fatos do dia a dia, como quando lhe fazíamos visitas rotineiras no final de semana, quando levávamos remédios para amenizar sua dor, as cestas básicas e o carinho que sempre esperava de um filho.  Hoje, ainda podemos até ouvir os seus passos, seus clamores, o seu cheiro, ver o tricô e os tapetes de retalhos estendidos no chão que fazia com esmero, assim como, a sensibilidade de perceber sua presença manuseando cada um desses objetos. Isto é bom, apascenta nossa alma e o coração.

O certo é que, com o tempo, quando a dor estiver cessada, além dela nos proteger lá do céu, sabemos que com a sua proteção voltaremos a sentir a alegria e amor pela vida, por uma vida completa e normal, sabendo que seremos capazes de enfrentar e vencer quaisquer obstáculos, pois sentiremos mais fortes, mais maduros, corajosos e renovados em razão do seu exemplo de trabalho e luta pela vida. Saudades de ti mãe!

É hora de fechar os orifícios do ralo

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Como integrante do movimento goiano de combate a corrupção não poderia  deixar de comentar sobre o texto de Macilene Rodrigues de Oliveira, publicado no Diário da Manhã, edição do dia 21 de dezembro findo. A preocupação daquela leitora quando intitulou seu texto como “Farra das Homenagens” quis apenas falar sobre as pseudo-autoridades homenageadas com decorações  pomposas e caras, (medalhas) pagas com o dinheiro público. Mas, no intuito de parabenizar essa leitora, vou mais além e digo que os administradores públicos,   Presidente de Assembléias Legislativas, Presidente de Câmaras Municipais, prefeitos e primeiras-damas continuam trombando com a lei, não só na compra de ricas medalhas, mas, praticando outros atos de malversação ou desvio de recursos públicos, que nada mais é do que sinônimo do mau uso do imposto pago pela população. Em várias partes do País detectam-se nas Casas de Leis comprovantes de gastos do dinheiro público com a compra de ternos caríssimos mediante o famigerado “auxílio paletó”; compras de medalhas, uísques, vinhos; quitação de multas de trânsito, gastos com telefones, despesas pessoais, dos quais o Tesouro Estadual ou Municipal nada tem a ver.

O povo trabalhador que recolhe seus impostos, taxas e afins exige resposta imediata do judiciário e do Tribunal de Contas de cada Estado e Município, pois esses valores gastos poderiam, além de outras  situações financeiras em que passa o País, ajudar a saúde pública do Brasil que está na UTI assim como  na construção de moradia para os sem teto ou aos moradores de rua, crianças e adultos, que estão passando fome.

Recentemente a Justiça paulista proibiu a Assembleia Legislativa e o Governo de São Paulo de pagar aos deputados estaduais o vergonhoso “auxílio paletó”, verba usada para a compra de sapatos, gravatas e paletós. O subsídio de cada deputado é de R$ 20 mil e a verba é depositada duas vezes por ano na conta dos parlamentares – no início e no encerramento de cada sessão legislativa –, totalizando R$ 40 mil por ano. Um absurdo!

A decisão, em caráter liminar, foi do juiz Luis Fernando Camargo de Barros Vidal, da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital paulista, determinado a aquela Casa Legislativa que não mais pagasse aquela “ajuda de custo” aos Deputados, cuja decisão foi sustentada pelo Ministério Público que além de indevida era lesiva ao patrimônio Público e um atentado ao princípio da moralidade.

Na concessão da liminar, o juiz entendeu de maneira diferente. Para ele, a lei estadual excede os limites impostos pela Constituição Federal e Estadual, na medida em que acrescenta duas parcelas extras ao pagamento. “Não é difícil de perceber que a lei estadual, ao compor a remuneração dos deputados estaduais com os valores devidos no início e final de cada sessão legislativa, ordinária ou extraordinária, acresce duas parcelas de subsídios, pagas no começo e no final de cada ano”, afirmou o juiz.

De acordo com o magistrado, esta remuneração deve ser paga, na forma de subsídios, e em parcelas mensais únicas, sendo proibido qualquer acréscimo remuneratório. O juiz afastou qualquer justificativa para a duplicidade de parcelas no pagamento dos subsídios dos deputados paulistas.

Em Goiás, o pagamento de um 15º salário aos deputados goianos foi suspenso pela justiça. No dia 20 de dezembro findo a Assembleia Legislativa do Estado anunciou que os 41 parlamentares receberiam um adicional de R$ 20.077,00 até o encerramento dos trabalhos. Mas o gasto extra de R$ 820 mil para os cofres públicos foi considerado inconstitucional pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Goiás. A Assembleia Legislativa pode recorrer.

Em entrevista a um canal da Capital goiana o presidente da OAB-GO, Henrique Tibúrcio, disse: “que o pagamento extra é ilegal porque os parlamentares só poderiam receber o subsídio mensal, ou seja, os salários, sendo vedada qualquer outra verba adicional. Para ele, seguindo esse entendimento o 14º ou 15º salários não deveriam existir, mesmo assim a Assembleia utiliza o regimento interno para conceder um benefício que contraria a Constituição Federal.”

O Ministério Público Estadual também se posicionou contra o pagamento e anunciou, por nota, que irá averiguar a legalidade dos salários adicionais. Em São Paulo, o MP conseguiu derrubar o benefício, por meio de liminar judicial. Esse benefício também é questionado no Estado de Pernambuco.

Ao todo serão dois salários extras, 14º e 15º, pagos em dezembro e também em fevereiro. Benefícios previstos que dizem conter no regimento interno da Assembleia que vão render, no total, R$ 40 mil para cada deputado. Urge, pois, que a justiça estadual, federal e Tribunal de Contas intervenham de maneira eficaz e determinem o fechamento em definitivo de todos os orifícios dos “ralos” existentes em Goiás e no Brasil e os órgãos públicos que jorravam o dinheiro através deles sejam impedidos judicialmente assim como os valores desviados, ressarcidos aos cofres públicos com juros e correção monetária com aplicação das  penalidades  da Lei.

Vanderlan Domingos deseja á você um Feliz Natal e Boas Festas!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


São os votos de felicidades de Vanderlan Domingos!!!


Obrigada A todos Por lerem o Blog.....

Editora: Thálitha Miranda.

O hacker Rapina Robert rastreou a receita do Reino de Rudápolis e roubou o rico Rei Richard

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

No pequeno Reino de Rudápolis costumava-se dizer que para se proteger do inimigo, primeiro devia-se saber como é este inimigo. Esta tática era adotada pelo Rei Richard viciado em computador e tentava proteger o seu rico dinheiro adotando certas medidas segurança, todavia, um sistema do ponto de vista técnico meio arcaico e o seu computador mais parecia uma peça de museu, cujo   controle implantado não surtiu os efeitos desejados, pois não possuía também recursos técnicos e mão-de-obra qualificada tão necessários para garantir a almejada proteção.  O único que sabia manusear aquele computador arcaico era Robert formado em ciência da computação no Reino das Antúrias, mas nesta ajuda nem pensar. Ele era um hacker procurado pelo FBI e que naquele Reino era alcunhado de ”track young.” (jovem rastreador). O dinheiro que Richard possuía que era    surrupiado dos cofres públicos ele guardava sob um forte esquema de segurança e que só se abria mediante senha codificada. Para proteger o seu tesouro, pensava na sua maior ameaça: O famoso hacker Robert. Precisava saber qual era a maior ameaça além de Robert, e como ela poderia    surgir. E como os internautas sabem qualquer reino têm seus hackers e no Reino de Rudápolis não seria diferente o rei Richard se preparou achando que era impossível descobrir o seu segredo, a maneira de como operar e decifrar o sistema e senhas.
Ao me lembrar desta estória contada por um amigo internauta, originalmente, a pretensão de escrever este artigo era extrair de fatos reais tão corriqueiros hoje em todos os países e, com a    ajuda desse internauta experiente – que não é hacker, fiz questão de colocar em discussão metodologias e ferramentas compradas do Reino de Antúrias pelo rei Richard denominada de  protector máximus anti vírus e rastreamento.
Dizia Raul, meu amigo internauta, que Robert era exímio explorador de sistemas e sempre criava algum em seu próprio benefício, que nada mais é do que alguém procurando por um alvo fácil. Este alguém não procura por informações ou companhias específicas. O seu objetivo é obter     acesso à conta do administrador de uma máquina desprotegida da maneira mais fácil possível.  Assim, a técnica utilizada consiste em focalizar as ações em um pequeno número de falhas denominadas de exploits (explorar) e procurar pela Internet inteira, até conseguir encontrar uma máquina que seja vulnerável, o que acontece mais cedo ou mais tarde.
A seleção pretendida tornava a ferramenta protector máximus de extrema segurança, assim achava o Rei. Mas, cedo ou tarde, esses sistemas e as redes de Rudápolis seriam testados, e não havia como se esconder para evitar isto. Alguns controladores financeiros ficaram pasmos ao ver seus sistemas serem rastreados "escaneados", como ficou o do Rei Richard. Não havia nada de inacreditável nisso. As redes desses administradores de sistema financeiro, além do protector  máximus, já poderiam ter sido testadas por um script kiddie, talvez em outro bloco anterior, mas, quanto ao Rei, só após o rombo em “sua conta bancária fantasma” e dos cofres do Reino é que ele percebeu a esperteza de Robert. Era ele que tinha criado o programa current account transfer (transferência de conta corrente) que fazia parte do  protector máximus vendido ao Rei Richard, e aí, deu no que deu: o Rei Richard perdeu  o dinheiro, foi deposto, ridicularizado através da imprensa escrita, televisiva e teve seus bens indisponíveis. O Rei não deve ter observado se no sistema que implantara bloqueava ataques de rastreamento feito pelo hacker e a forma de como reagir contra ele. Não bloqueou dançou! O Hacker com a “transfer” do rico dinheiro de Rudápolis fugiu para o longínquo reino de Radamés.  O corrupto Rei  Richard foi  julgado e condenado. O Reino de Rudápolis em crise financeira teve a sua moeda desvalorizada e nem o FMI o socorreu. Moral da história: Mais uma vez o povo é que “pagou o pato”.  

Antes que badalem os sinos

sábado, 17 de dezembro de 2011

A insatisfação e decepção sofrida com a proibição imposta ao padre Luiz Augusto em celebrar missas ainda me oprimem. Sei que o meu sentimento hoje habita no coração de milhares de pessoas, pois recebi emails de vários rincões de nossa pátria e do exterior, que incrédulos, leram o meu artigo  publicado no Diário da Manhã na edição do dia 02 de novembro findo, intitulado: “Padre Luiz, entre o amor, a inveja e a caneta”. Nestes dias, após a leitura de tantos emails, comecei a perceber porque tantas pessoas estão se distanciando da igreja católica;  porque muitos amigos e pessoas de    minha família viraram  evangélicos; porque muita gente está se distanciando de Deus e  outras sequer vão a igreja. O que está acontecendo afinal?  Reflito. Pausadamente vou digitando no computador, cujas letras vão se amontoando sobre a telinha ofuscada pela luminosidade solar que passa pelo vão da janela. A cada email lido procuro responder com a maior ênfase e as belas frases, afixo numa flecha imaginária impregnada de amor e as lanço na velocidade do vento para soltar flashes de cenas passadas e dos sonhos vividos pela comunidade Atos, sabendo que, ao final, ela se cravaria coração do tempo.
As palavras de carinho recebidas me fizeram fixar os olhos na telinha e a cada segundo iam surgindo outras sempre com o objetivo de mostrar o amor inconteste e respeito ao Padre Luiz; frases extraídas do coração, e muitas delas, comparando com a dificuldade de Jesus em pregar na terra da Palestina. Lia e refletia sobre cada frase. No final, todas me fizeram lembrar que Jesus também fora perseguido pela própria igreja; fez-me lembrar de cidades e templos construídos e depois destruídos pelas intempéries do tempo e até pela própria ação do homem. Ao ler as frases que iam surgindo tudo me fazia recordar    dessas cenas bíblicas e entender verdadeiramente o porquê do sonho de Jesus em construir a sua igreja. Lendo Êxodo 20;22-24, entendi que Deus, através parábola descrita nesse versículo quis dizer que  qualquer culto deve ser mantido em nível popular, sem luxo dos grandes templos.
O título deste artigo pode parecer simples, mas não é, porque ao escrever sei que toda a Comunidade Atos encontra-se alerta mesmo que seus fundadores não se posicionarão em defesa do Padre Luiz e de outros sacerdotes de forma concreta e com atitude antes que os sinos voltem a badalar anunciando outras injustiças. A nossa comunidade é formada por cristãos verdadeiros, fiéis, ligados pela mesma fé, e nunca abandonarão esse grande benfeitor espiritual que tirou muita gente da lama e que viviam no mundo profano.  Ele motivou pessoas já dominados pela descrença, socorreu jovens e adultos dominados pelo vício, ajudou pessoas  carentes, visitou enfermos, deu moradia aos sem teto,  protegeu e alimentou os moradores dos “lixões”; fez de gente como a gente se aproximar de Deus; fez de gente como a gente ...  São tantas as benesses recebidas que não cabem neste papel. O leitor, leigo ou não, pode ficar meio atônito quando ler este artigo e achar que se trata de uma definição pessoal, mas não é, pois desde os tempos idos a maneira de expressão e modo de agir do verdadeiro cristão era essa. Basta lerem sobre São Paulo Apóstolo. E quando somos evangelizados por um lídimo sacerdote em suas palavras cremos, pois ele como bom cristão, homem de fé e ungido por Deus nos inspira amor e  confiança e faz da Comunidade Atos ou de qualquer outra,  a verdadeira igreja tão sonhada por Jesus, e se essa comunidade  se reúne em nome de Jesus, aquele local logicamente,  se transformará num templo cristão e diante da situação em que se encontra o Padre Luiz Augusto, qualquer mandatário, menor ou maior, deve ouvir-nos antes de qualquer decisão que possa prejudicar num todo a igreja católica.
Aquele que lê a bíblia sabe muito bem distinguir o que está acontecendo hoje com o Padre Luiz, senão vejamos sob duas óticas: primeiro tiremos como análise a cidade de Jerusalém. Ela tinha seus problemas enquanto a outra igreja estava “sem problemas”, contudo aquele que lê a Bíblia sabe que Jerusalém era a igreja aprovada, enquanto a outra, rica e abastada era contrária aos preceitos do Senhor. Daí, conclui-se então que, Jerusalém tinha problemas porque era uma igreja ativa, dedicada que crescia aos olhos do Senhor. E, é bem possível que a ausência de problemas dela fosse uma conseqüência direta de sua falta de fervor e vitalidade. Então, presume-se que uma igreja que vive na inércia, que nada faz, pode ficar livre de dificuldades, mas uma igreja ativa com uma comunidade participativa, pode esperar certos   problemas mas consegue converter alcoólatras, viciados em drogas, pessoas doentes e abandonadas, pessoas perdidas na escuridão, sem rumo a seguir; pode também esperar muitos problemas, no entanto, não é a existência de problemas que determina a força de uma igreja, mas sim, a lida com as dificuldades, com  o desamor amor de uma pessoa pela outra, com o cuidado mútuo, com a humildade,  com o amor à verdade, com  a humildade de saber pregar e converter crianças e adultos e por fim,  a paciência  em cuidar dos alcoólatras, dos idosos,  dos viciados, dos descrentes assim como a determinação em fazer a vontade de Deus na mais profunda devoção.

Destarte, a maneira evangelizadora do padre Luiz pode até não impedir que problemas apareçam, mas sua tenacidade e carisma pode aumentar o  rebanho católico e colocar  homens e mulheres no caminho da luz e da retidão. Assim, com um sacerdote de valor a igreja fica capacitada de levar seus problemas à solução e resolvê-los. Analisando sob segunda ótica, entendo ser necessário que igreja tenha em suas fileiras sacerdotes abnegados, sem preguiça e que trabalhem para as comunidades carentes, levando conforto e orações; precisa de sacerdotes que acompanham a evolução dos tempos e possam ensinar dentro dos princípios Cristãos, unindo o povo em prol do bem comum, como o Padre Luiz faz. É necessário também que as autoridades eclesiásticas ouçam o povo, não tire dele o direito de ter o seu sacerdote pai, irmão e amigo; que não amordacem as bocas das comunidades proibindo-as de clamar por Jesus e orar com fervor; que não  tirem o direito de nossas crianças de serem felizes a aceitar Jesus em sua plenitude como acontece na Comunidade Atos. Esta é a igreja que tenho certeza todos católicos sonham, então, antes que badale os sinos anunciando outras injustiças, encerro externando a todos muita paz e amor em Cristo.

Amordaçaram o Paladino da fé.

Ao abrir o Facebook fui surpreendido por uma carta de esclarecimento postada pelo Colégio de Consultores da Arquidiocese de Goiânia onde tentavam  explicar  o inexplicável: a transferência do Padre Luiz Augusto da Sagrada Família para o Comunidade Atos. Alegavam de que lá ele se dedicaria somente ao acompanhamento espiritual dos membros efetivos da Comunidade “Luz da Vida e Atos”. Diziam naquela malfadada nota que “as comunidades trazem alegria e esperança a igreja, mas elas não têm o mesmo perfil espiritual que as paróquias possuem” e por esse motivo é que foi    solicitada a correção da postura pastoral do Padre Luiz, permanecendo membro do clero, com restrições previstas no Código de Direito Canônico. Li e reli a nota de esclarecimento, mas continuei sem resposta quanto à postura de proibi-lo celebrar missas. Reli. Observei ao final que o mesmo não fora subscrito, então só poderia tratar- se de documento apócrifo, porque ninguém em sã consciência não escreveria tamanho absurdo. O texto só poderia ter saído de mentes invejosas, arcaicas, retrógadas. De pessoas que não entendem o significado da Fé. Daquelas que não conseguem enxergar um culto maravilhoso, realizado em um local aprazível, em que você não tem vontade de sair e pede a Deus para que o mantenha. Refleti e foi mais uma vez que entendi que deveria haver realmente uma mudança de mente para que a igreja católica possa um dia alcançar novas conquistas.

Quantas coisas ao participarmos da celebração do Padre Luiz o Senhor Jesus tem feito em nossas vidas, glória a Deus, por isso. E as milhares crianças que sentem falta dos pãezinhos de Cristo, como ficam? E as pessoas que vinham de longe só para ouvir Padre Luiz e sentir a presença de Deus? Vendo todos estes acontecimentos podemos afirmar que estamos em um nível que nunca esperávamos viver. Vivemos um tempo de mudança de comportamentos e de mentes, e isto é visível quando se lê jornais e assistimos TV, mudanças que só as mentes arcaicas não percebem. Mas, a comunidade católica que hoje se rebela, que são mais de vinte e cinco mil fiéis, está adquirindo a mente de Cristo para lutar em prol da igreja que ELE sempre sonhou.

Procurei no dicionário o significado da palavra paladino, pois como defensor da justiça sempre vivi no mundo dos sonhos e admirava muitos heróis que deram suas vidas em prol da humanidade como fez Jesus que morreu na cruz para salvar nossos pecados. O nosso paladino é um moço honrado, um homem de fé, intrépido, sem preguiça, de caráter inquestionável que sempre seguiu o caminho da verdade,    possuidor de uma bondade incomum,  obediente à lei e ordem, mas sempre disposto a continuar protegendo os fracos, oprimidos e lutar por causas justas, sempre tendo Deus em primeiro lugar, mas hoje, infelizmente, graças a mentes arcaicas que não se evoluíram com o tempo foi amordaçado. Esse paladino cheio de fé e amor ao próximo de quem falo é o Padre Luiz Augusto.

Quando falamos sobre a mudança de mentalidade é realmente para que mude a nossa mente da mediocridade e passamos a viver uma mente do reino igual à Mente de Jesus. Uma mente sarada, uma mente capaz de conquistar sonhos e projetos no Senhor. Uma mente sadia igual à do Padre Luiz e de tantos outros abnegados sacerdotes que hoje se vêem amordaçados por imposição de mentes arcaicas que seguem um Código defasado que não acompanhou a evolução dos tempos. Estamos vivendo num mundo moderno e não é esta a igreja que Jesus sonhou para os dias de hoje! Acordem homens que se dizem representantes da igreja católica! Calcem as sandálias da humildade e ouçam o clamor do povo que ecoam pelas ruas! Sabemos amordaçaram o Padre Luiz, silenciando-o, mas, as mordaças jamais farão diminuir o nosso clamor e não calarão nossas vozes.

Deus abençoe a todos vocês!  Espero que em breve voltemos a Comunidade Atos ou outra, para receber as orações e bênçãos do Padre Luiz, o nosso paladino da fé.

 
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