Amigo leitor (a)

Amigo leitor (a). Quando lemos um livro, ou qualquer texto, publicados ou não, que são sinônimos do prazer, por mais simples que forem, sejam reais ou surreais, nos permite exercitar a nossa memória, ampliar nossos conhecimentos e nos faz sentir as mais diversas emoções, por isso, sensibilizado, agradeço a sua visita ao meu Blog, na esperança de que tenha gostado pelos menos de um ou que alguns tenha tocado o seu coração. Noutros, espero que tenha sido um personagem principal e encontrado alguma história que se identificasse com a sua. PARA ABRIR QUALQUER CRÔNICA OU ARTIGO ABAIXO É SÓ CLICAR SOBRE O TÍTULO OU NA PALAVRA "MAIS INFORMAÇÕES. Abraço,Vanderlan

Teoricamente não descartei Descartes.

segunda-feira, 27 de junho de 2016


Ao iniciar este texto senti-me na obrigação de intitulá-lo desta maneira, ou em outras palavras, citando filósofo francês René Descartes que criou o princípio fundamental de toda a certeza racionalista. Ao manusear meus livros tive realmente a certeza de que não poderia descartar a sua teoria sintetizada na famosa frase “Penso, logo existo”. Parei por instantes enquanto o silêncio dominava meu pequeno escritório. Olhei para a estante, peguei alguns livros e artigos publicados no Diário da Manhã. O primeiro livro selecionado foi “Paixão e Morte em Serra Canastra”, e relendo parte do texto, deparei com personagens que nem mais lembrava os nomes, e depois, outro livro, “Uma Pedra no Caminho” e no meio da leitura, outras personagens se aproximaram e pareciam querer matar saudade. Sentia acenarem para mim e emocionado, fechei o livro. No canto da estante o “O Mistério do Morro do Além” espremido entre os livros “Espelho das Águas” e “Antes que o Sol Beije o Vão da Janela”.  Como se tratava de um fato inusitado eu tive que prender a respiração para tentar explicar aos personagens que a missão do escritor é fazer daquilo que escreve algo que as pessoas que os leem acreditem ser real. Disse-lhes que ao fazer da história de cada um deles ela seria o mais real possível, não obstante vivermos num mundo mágico onde a realidade se confunde com a ficção e que, por vezes, também acreditamos naquilo que a nossa imaginação dita. Mas, hão de entender que o escritor é escravo de seu próprio pensamento e este o rodeia o tempo todo, não importa se está com a mente cansada ou envolta por nefastos trabalhos laborais.  Ele pensa e muito. E quando pensa, nem vê as gotas de chuva se espatifar sobre o vidro da janela, e em tempo de inverno, nem o sol e a lua nascerem ou se pôr soberbos, nem os cânticos e alvoroços dos pássaros sobre as árvores, ou outro ruído qualquer, porque o pensamento interfere e injeta no escritor a sensibilidade, o faz viajar pelo mundo da imaginação, o faz prosear consigo mesmo e diante do computador, escrever sobre a beleza de tudo aquilo que circunda o seu universo. Se ele vê o nascer sol ou da lua, o pensamento incita-o, e poeticamente, descreve o encantamento de suas rotas, as suas subidas e descidas majestosas no horizonte; descreve com singeleza a mulher-mãe lavando roupas e pendurando no varal da vida suas angústias e incertezas; ameniza o latido do cão, o som dos veículos que passam rente a janela, e no compasso e descompasso dos sons, nem é capaz de ouvir a voz meiga de uma criança que brinca sossegado no jardim.

Mas, naquele dia, o pensamento resolveu fazer-me escravo de meus personagens e à medida que relia cada livro, foram chegando um a um ou uma a uma, e atônito, fiquei por instantes buscando palavras que pudesse amenizar aquele encontro inusitado entre eu e meus personagens.  Como retrucar meu pensamento e dizer a eles que tudo que escrevia era no afã de superar a ficção para tornar bem real o que escrevia, mesmo sendo trágico o final? Como dizer àqueles personagens que muitas vezes fiquei indeciso quando terminei de escrever e que tive que alterar o final, eliminar alguém, mas era vencido pela vaidade de ter conseguido atingir o clímax pretendido?

Mas, diante deles as palavras embaralhavam na minha mente. Não conseguia balbuciar nenhuma palavra. Só depois de horas lembro que balbuciei alguma coisa. Depois, falei, falei..., e ela, a minha personagem predileta estava ali quietinha me observando como se tivesse absorvido cada palavra e me perguntou: Então eu não sou real? Eu vivo apenas na sua imaginação e é por isso você me deixou sozinha naquele mundo inóspito? Novamente fico sem ação e tenho vontade de abraçá-la, mas, ela se recolhe num canto, uma ação momentânea que meus olhos aceitaram como se fosse um pedido de perdão.

Como explicar aos meus personagens diante do grande filósofo René Descartes e a vocês a minha evolução. Deixe-me, então, fazer um pequeno contraponto contando algumas histórias de minha geração que originou o grande movimento denominado de jovem guarda. Pertenci a uma geração que pode ser taxada de romântica, mas que se insurgiu contra a ditadura do excesso de consumo, contra uma rigidez de costumes, contra um autoritarismo dominante que aniquilava qualquer tentativa de criatividade, de experimentação, e o que dizer então de liberdade… O refrão em voga naquela época era “Faça amor, não faça a guerra”. Foi uma mudança radical. A moda de então estava de acordo com o fluir do corpo. O cabelo feito topete era endurecido com brilhantina e nem o vento o movia, as roupas de tergal e jeans, singulares, sugadas e coloridas, ficavam soltas, facilitavam os movimentos, como as calças “boca de sino” e colarinhos altos, era um show nas baladas e rock and roll.

Hoje, apesar de tudo o que se fale em termos de liberdade, o que vemos em todos os lugares são pessoas bem vestidas, homens e mulheres. Roupa curta bem colada no corpo amarrando os movimentos. Sapatos de plataforma, altíssimos, constituindo-se na freguesia-mor dos ortopedistas. E é absolutamente indispensável que tudo seja proveniente de grifes famosa. Os paradigmas que surgem são cambiantes. Em outros tempos, a dedicação a uma causa, estudo ou profissão, era um critério básico para o sucesso pessoal e profissional. O que se busca hoje é o exercício de certa “esperteza”, do suborno e das propinas que cortam atalhos… E ainda temos que agüentar políticos possuidores de imunidade parlamentar, mas denunciados também, e com o maior descaramento, defender uma Presidente comandante-chefe da corrupção diante das Câmaras de TV. Hoje percebemos uma dessacralização de tudo que a nossa geração julgou ou julga serem valores incontestáveis.  Tempos idos, o nosso espelho eram olhos amigos e amorosos em que cada pessoa podia se vir confirmada e aprovada em sua singularidade, sentindo-se tão mais perfeita quanto mais parecida com ela mesma.

Então, queridos personagens, me desculpem por manusear novamente os livros apenas esta noite, mas, neste encontro surreal, convido-os a virem comigo, e seguindo a antiga tradição, buscar a quietude, dar espaço para o mergulho imaginário e consultar à biblioteca virtual, a qual me facilitou com uso de senhas, guardarem meus escritos e seus nomes para a eternidade. Em meu subconsciente que embora só seja visitado em situações de crise, o pensamento estará lá, sempre, esperando com a porta aberta para levá-los ao encantamento do mundo da imaginação, pois, para quem sabe pensar tem consciência de si mesmo, ou se pensa, como disse o filósofo René Descartes, logo sabe, ou se pensa, logo terá consciência, se pensa, logo saberá algo certo, por isso, quando escrevo, sou forçado a pensar e se penso, logo existo.



Pedofilia, estupro, incesto e o silêncio dos inocentes.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Com indignação, assisto a noticiários televisivos aonde imagens sobre crimes de pedofilia, estupros, incestos, assassinatos bárbaros, assaltos e atentados violentos ao pudor vão sendo mostrados diariamente, praticados por pessoas de mentes deturpadas que sem a mínima compaixão e respeito aos inocentes seres humanos ainda sorriem frente às câmaras de TV. Hoje, sem duvida alguma, esses são os crimes do momento e dois desses, que ocorrem entre parentes consanguíneos e que se inclina para a prática de ato ilícito mais covarde, estão o estupro e o incesto. As veiculações dessas notícias envolvendo esse tipo de conduta contra menores trazem a certeza da atenção do publico e consequentemente, intensa discussão sobre o tema. Descartando o debate sobre a influência da mídia na sociedade, considerada detentora do “quarto poder”, pode-se dizer que o certo é que as chamadas referentes ao assunto em  tópico se torna uma sensação da atualidade.   Basta ver o desespero de apresentadores e repórteres quando se veem diante destes fatos estarrecedores que, em certos momentos, ficam angustiados diante de tanta tara humana, alguns sem fala ou gaguejam diante dos telespectadores. 

 A maldade e desrespeito humano extrapolam os limites da insensatez. Há noticiários destacando pessoas inescrupulosas em busca do dinheiro fácil, explodindo caixas eletrônicos; motoristas embriagados atropelando, destruindo vidas e ficam impunes; marido espancando esposa; filhos matando pais e vice-versa; pessoas assaltando e atirando à queima-roupa, sem piedade ou dó; outras matando e degolando suas vítimas apenas para  sentir o prazer de ouvir o gemido do desafeto. Onde vamos parar? Quando falo de tudo isso, chego à conclusão que até o crime de colarinho branco está ficando em desuso, apesar de que, se analisarmos sob a ótica política, poder-se afirmar que, se compararmos a uma calça jeans,  este assunto jamais sairá da moda. 

O título acima quer queiram, quer não, é o grande assunto do momento e a imprensa escrita e   televisiva sabe disso. As manchetes apontam nesse sentido e até certo ponto, com muito sensacionalismo, sem resultado prático, principalmente quando se trata de crimes praticados por políticos, padres, pastores, professores, advogados, empresários, militares, agentes públicos, e assim por diante. 

Quando o estupro é noticiado pela mídia, como um caso recente, a população exige formas de punição ou pelos menos prisão perpétua dos envolvidos. Então, a atenção dada a esses casos repercutem de forma intensa, principalmente quando de fala de jogos do azar. Mas, quando se trata de pedofilia, estupro de menores e casos de  violência sexual com filhas e enteadas, não se sabe como agir, apesar do sentimento de revolta que toma conta da população. O pedófilo raramente mantém relações sexuais com penetração. Os ataques sexuais contra crianças se iniciam geralmente de uma forma verbal ou exibição do genital, ou podem consistir em acarinhar ou “bolinar” as crianças com toques nos órgãos genitais. De outras formas, vendo e   exibindo fotos pela internet sempre sendo acariciadas, seminuas ou despidas, muitas vezes, fotografadas    e cenas horripilantes gravadas em vídeo por eles mesmos. Dizem os especialistas que essas pessoas são incapazes de encontrar satisfação sexual em uma relação adulta. 

 O estupro e o incesto diferem da pedofilia porque eles são praticados de forma violenta sem a aceitação da vítima. Percebe-se, claramente, que temos um grave e sério problema a enfrentar. Essas doenças  psíquicas são de difícil tratamento e tais abusos sexuais estão se alastrando cada vez mais, cujos efeitos, após os atos libidinosos, abusos sexuais, estupros, trazem doenças físicas e psicológicas extremamente  danosas para as crianças e adolescentes. O pior é que essas pessoas passam sempre despercebidas pela família em relação à tara. Muitas vezes se encontram próximos à criança e aproveitam da ausência da mãe e da sua própria inocência e fragilidade para satisfazer seus instintos sexuais. 

Diante dessa situação periclitante, conclui-se que estamos diante de um grave e sério problema que deve ser debatido urgentemente pela sociedade, pelas organizações não governamentais, pelas igrejas, não importando qual o rito religioso e com a participação ativa dos três podres da República Brasileira, para que as condutas e punições dessas pessoas sejam realmente mais severas. De outra parte, pode-se evitar  com essas ações conjuntas a degeneração da família que a cada dia está ficando mais longe de Deus, assim como,  evitar também que as crianças abusadas por esses  desequilibrados  mentais se calem e venham, futuramente, sofrer consequências  psicológicas irreversíveis e marcas emocionais e profundas para sempre

Adolescência e a estrada da vida.

domingo, 5 de junho de 2016


Quando adolescente eu saía equilibrando sobre tudo, nem praticava equilibrismo ou trabalhava em circo, mas não havia muros, cordas, meios fios ou qualquer coisa que segurava as minhas peraltices, no entanto, o que mais gostava era caminhar à esmo, sem rumo, à beira de estradas e sobre trilhos de ferro. Como naquele tempo eu não tinha nenhum meio de comunicação, como ocorre hoje em dia, o jeito era colocar os ouvidos sobre o trilho e tentar escutar pelo menos os passos daquela linda menina de olhos verdes que conheci num campo de futebol em uma cidadezinha que distava mais de cinquenta quilômetros da minha. Algumas vezes, escutava o barulho do trem e o meu coração acelerava esperançoso de vê-la descer na estação. Escrevia cartas, e como escrevia!... Até me tornei um pequeno poeta, assim diziam as meninas da vila. Mas cansado de tanto esperar, certo dia, num vagão abandonado desenhei um coração e dentro dele escrevi nossos nomes usando cores rubras, as quais, com o passar dos anos não resistiram às intempéries do tempo e se esvaíram como se esvaiu a dor e a saudade de sua eterna ausência. Tempos passaram como passaram nossas vidas, mas certo dia a vi.  Eu era um adolescente que enxergava o amor nas mínimas coisas e realmente anotava tudo num caderno cheio de frases poéticas, próprias de um menino sonhador.  À medida que ia andando sobre os trilhos,  abria o peito para receber o vento que enchia meus pulmões impregnando-os de perfumes vindos das matas e das flores que brotavam estrada afora. 

Às vezes, dava uma pausa para observar o movimento dos pássaros, enquanto o sol escaldante ia queimando o meu rosto e o peito nu. Ao entardecer me deliciava quando ele descia soberbo por detrás do montes emitindo raios multicoloridos, ora alaranjados, ora vermelhos, ora formando um arco-íris, que iam sendo retalhados entre os galhos e folhas da verdejante mata que circundava a estrada. Sentia uma sensação inigualável, inexplicável, algumas vezes, nem sabia como, aparecia diante de mim o rosto angelical daquela menina moça que se refletia por entre as folhagens coroada pelos raios solares daquelas encantadoras tardes de primavera. O seu sorriso angelical era parte integrante do cenário, que de tão perfeito, parecia onírico. Mas, naquele tempo, ao caminhar pela “estrada da vida”, não soube escolher o caminho certo. Talvez, enxergava certas coisas de uma forma, não como hoje, que calejado em face da labuta cotidiana, passei a ver de outra, não porque tudo tenha mudado, mas porque a minha forma de interpretá-la é que mudou. 

A “estrada da vida” se esticou assim como o tempo que passou e marcou os nossos rostos deixando-os  carcomidos.  A estrada que percorremos fez-nos deixar para trás muito choro sufocado e muita injustiça a ser vencida. Mas, seja qual for à estrada, se de chão ou de ferro, nem sabemos em que parte dela a dor deve ser curada, sabemos que ela nos conduzirá ao mesmo lugar e trafegar ou equilibrar sobre ela é o que se  questiona. Podemos até passar rapidamente ou devagar sobre ela, não importando a velocidade que imprimimos. Podemos causar impactos, sentimentos vários nas pessoas ou em nós mesmos. Podemos encontrar durante nossa caminhada dias nebulosos, ventanias, sol extremamente quente, noites e dias frios, pedras, espinhos e até pessoas que passam por esta mesma estrada, umas com semblantes rancorosos, outras distraídas, venenosas, falsas, egoístas e outras cheias de amor, mas, todas sabendo, que no final da “estrada” todos terão o mesmo destino: rostos envelhecidos, cabelos grisalhos, corpos curvados para não dizer que chegaram à velhice e como final, a morte, para uns, o descanso eterno, para outros, é vida nova no paraíso, mas, para mim, é somente a certeza de ter conseguido chegar ao fim da estrada ileso e pagando menos “pedágios”.

Tem dia que caminhamos ou sentamos na beira da estrada e deixamos o vento levar nossos pensamentos sem pedir licença. Tem dia que pegamos pétalas de rosas à sua beira e elas nada exalam. Tem dia que vemos passar por ela marés de incertezas e não reagimos. Tem dia que tentamos encontrar outra estrada e sonhar um sonho que almejávamos sonhar, mas não conseguimos. Tem dia na estrada que a noite é pesada demais mesmo sem  termos pesadelos. Tem dia que nos lembramos do passado sem assombros, um passado limpo, mas, tem dia que o vemos cheios de escombros. Tem dia que perdemos alguém na “estrada” que muitas vezes não dávamos o devido o valor. Tem esses dias... Ah, se tem!

À beira da estrada nem chequei a delinear nada pra mim, apenas fiquei com o pensamento absorto olhando para o infinito céu e foi aí que percebi que o nosso passado é a estrada que percorremos durante toda a nossa existência e este aspecto não devemos esquecer. Foi através desta caminhada longa, entre erros e acertos, com realização profissional ou não, que cheguei onde estou ou encontrar a  felicidade ao longo dela, assim como, o amor e realizar alguns sonhos, talvez com pesados “pedágios, tributo que a vida sempre nos impôs e ainda impõe fatos que talvez nos dificultem  alcançar outros sonhos e objetivos antes de alcancemos o seu final.


Esmiuçando para encontrar uma luz no fim do túnel.

segunda-feira, 30 de maio de 2016


Diz o Aurélio: “Um ato imoral nem sempre é um ato ilegal. Por exemplo, extorquir dinheiro de uma pessoa idosa através de um esquema fraudulento é um ato imoral e ilegal” Uma pessoa que trai outra comete um ato imoral, mas não é ilegal. Impedimento nos termos da Constituição é um ato legal, legítimo, mas em se tratando de gol, é ilegal, é nulo. “No entanto, é importante referir que apesar de existir na sociedade uma noção de moral e imoral que é aceita pela maioria, várias pessoas criam o seu próprio conceito de moral ou imoral. Isto significa que o que é imoral para uma pessoa, pode não ser imoral para outra”.

Certo dia, num quarto frio de um casebre construído de puro adobe, com janelas e portas presas com simples tramelas, eu encontrei crianças desnutridas e amontoadas em pequenos colchões, iluminado apenas por um pequeno abajur, vi debruçado sobre o vão da janela o pai Ernesto Quintais, homem trabalhador, que naquele instante estava com o olhar voltado para a imensidão do inverso esmiuçando certezas e incertezas no afã alcançar dias melhores, visualizar pelo menos uma pequena luz no fim do túnel e quiçá, realizar o seu sonho maior: uma casa própria. Mas anestesiado pela dor que punia as paredes estomacais pela falta ingestão de alimentos, aquele trabalhador e seus filhos possuídos por uma impropriedade mundana corroída  pelas intempéries do tempo, ainda conseguiam assistir e ouvir da pequena TV em preto em branco, os  sussurros, maledicências e descrições  metafóricas das sandices políticas.  Sem entender e ao mesmo tempo estupefato, via a Presidente deixar o Palácio cercada por seguranças, que nem mais era dela, mesmo assim, recebia a proteção do Estado que ela deixara em penúria, endividado e corrompido. Para o Sr. Ernesto mais  parecia uma cena de filme de ficção, e em tom conspiratório e da não aceitação de um impeachment, abandonava o palácio pelas portas da frente, mas dizendo-se sair nos braços do povo, no entanto, não passava de quinhentas pessoas, catalogados entre comissionados, deputados, senadores correligionários e os tais seguidores – chamados de pão com mortadelas, apoiadores de seu malfadado governo, cujo semblante como ao de seu voraz chefão petista – o Lula, mostravam uma desfaçatez absurda e curiosa que não se limitavam a própria esfera de seus infortúnios políticos.

Ernesto, não mais suportando as decepções que a vida lhe pregou, acariciava os filhos famintos, sem nada a oferecer, mas ao ver aquelas figuras patéticas, de alguma forma tentava corroborar a tentativa fajuta de escape de sua circunstância natural refutada pela aversão ontológica daqueles que escarnecem de todos, dos que os elegeram, do trabalhador, do honrado, do honesto; daqueles que se esbravejam diante das minúcias apregoadas; daqueles inescrupulosos desguarnecidos em seu próprio habitat, que fugidamente retroagem aos gêneses dos ritmos das marchas fúnebres. Diante daquela imagem de uma ex-presidente, tudo parecia pousar na personagem maculada dos observadores mais atentos, a figura de um rosto-mentira, de corpo que fora acomodado em poltronas de anos de maledicências, mostrando uma silhueta disposta ao ridículo. Naquele rosto desguarnecido de qualquer compostura e respeito ao povo brasileiro estampado nas primeiras páginas de jornal ou esmiuçado pela TV, se vislumbrava uma profunda abstração em forma de pintura de escárnio, tal como aquela dor que sobe por nosso estômago e que muitas vezes nos levam ao vômito.

Ainda bem que a teimosa deixou a hostes palacianas. Hoje, o mestre de obras Ernesto Quintais, assim como tantos outros brasileiros independentemente de quem se encontram no poder, respira melhor a dor sofrida e contraem seus músculos de moralidade e respeito à coisa pública. E esmiuçando a imoralidade e pregando a mantença da ordem jurídica, publica e social, é bem provável que retornemos a um novo tempo, tempo do trabalho, da recuperação das finanças, do crédito perdido, do pagamento em dia e  na certeza de a maioria do povo brasileiro, os verdadeiros patriotas, aqueles que se vestiram de verde-amarelo e que foram às ruas, já se sentem mais felizes e capazes de visualizar retalhos de luz no fim do túnel antes mesmo que estas linhas sejam denotadas de melancolia e decepção.


Uma tarde de outono com cheiro de primavera.

domingo, 22 de maio de 2016


Sentado à beira do Rio Claro agucei meus olhos rumo ao horizonte no afã de enxergar algo que fosse imprevisível. Por entre as folhagens das árvores ainda conseguia observar os últimos resquícios do pôr do sol que, vagarosamente, ia sendo absorvido pela escuridão, e o céu, não querendo estragar aqueles momentos de prazer ofereceu-me a lua, que soberba, já aparecia detrás da densa mata que circundava o rio. Abri a janela de minha alma e rocei com meus pensamentos as pétalas de rosas de uma finda primavera sem precisar me privar daqueles regozijo produzidos por aquela bela tarde de outono. A beleza da natureza era um bálsamo para o meu espírito inquieto, mas transparente como a uma bolha de sabão, que muitas vezes me levava a sonhos certos e incertos, imagináveis e inimagináveis, como se eu estivesse numa grande nave espacial desgovernada, sem piloto ou plano de voo. Mas tudo é possível quando se trata de outono, uma estação que inspira beleza, emoções, devaneios, melancolia e a transição entre um acontecimento e outro, considerado por muitos como um tempo de mudança. Essa viaje surreal me possibilitou ver imagens inusitadas, quedas flores, folhas e de árvores “nuas”, as quais se postam artisticamente entre a verdejante mata, embora esse tipo de paisagem não se manifeste exatamente dessa forma em todos os lugares.

Quantas lembranças iam e voltavam na velocidade da luz. Naquela ribanceira, vendo o rio seguir seu rumo, eu aprendi vislumbrar o bonito que a natureza oferece. Quanto a noite, esta parecia ter medo da própria escuridão, então, enchia o céu de estrelas reluzentes, enquanto o dia fazia o seu papel aparecendo tudo azul carregado de nuvens brancas feitas flocos de lã, parecendo carneirinhos, e quando se tornavam escuras prestes a desabarem em temporais, nem me importava, pois aprendi com a natureza que a beleza existe em qualquer desses céus. Às vezes o tempo passa veloz que a gente nem percebe, mas, Deus percebe e está presente em todos os nossos momentos de dificuldades, fraquezas, sucesso e insucesso. É Ele que faz o sol brilhar, que faz a noite cobrir de estrelas o céu que naquele final de tarde voltei a admirar, estupefato fiquei. É Deus quem dá o frio do inverno, as chuvas e o calor estressante do verão; faz as folhas secas de outono cair, e a fascinante primavera encher-se de flores e despedirem-se deixando saudades nos primeiros solstícios de verão.

Então, naquele local aprazível, resolvi parar, pensar, refletir sobre mim mesmo. Usei a força da poesia porque sei que tem algo em mim que a produz fácil. Mas sei também que tem um poeta dentro de cada um de nós, bastam querer. Os poetas têm alguma coisa em comum: têm os pés na terra, mas seu olhar, seu coração, seu pensamento estão cravados no céu, e assim, não pense duas vezes, crave o seu e mire o azul do céu, ouça os cânticos dos pássaros, aprecie a lua e todo o seu esplendor e aí escreva o que sentiu. Escreva o que fluiu de seu pensamento e terás a certeza de que sua alma renascerá e começará a viver o bonito, o prazer que vem das palavras e todos te entenderão. Não tenha preguiça física ou mental. Fale coisas que possamos entender, sejam reais ou imaginárias. Quando ler meus escritos, mesmo sendo de tempos idos, com as páginas amareladas pelo tempo, podem até parecer que foram escritos dias atrás, mas não foram, porque aquilo que imaginamos será atualizado pelo próprio tempo e os manterão vivos e reais.

Se sempre ler e escrever suas fontes de inspiração nunca se dissipará. Ao devorar livros, engula-os saboreando toda a escrita que sua mente percebeu que possa vitaminar o seu saber. Aos poucos, sua ânsia por coisas novas crescerá a ponto de todos os livros te encantarem, despertarem em você aqueles olhos que outrora não varavam sequer dez páginas, enquanto outras pessoas devoravam várias. Ao ler, faça compassadamente. Seu pensamento voará às alturas e absorverá o néctar da sapiência e aí, tudo se tornará mais fácil e a inspiração poética fluirá naturalmente.  Quando você começar uma frase mesmo sem nexo, pode ter a certeza que ao final, revisando cada palavra, você finalizará com sucesso o seu texto, portanto, não se aquiete, pegue uma folha de papel ou sente-se à frente do seu computador, use o teclado e digite. Pense no mundo que o rodeia, pense naquela beleza inspiradora que a gente destacou no preâmbulo, e fazendo isso, notará que seus dedos correrão a uma velocidade incrível e martelarão as teclas com desenvoltura e no monitor, aparecerá automaticamente um amontoado de palavras e nelas, brotarão sentimentos que só um poeta é capaz de sentir e ter a inspiração necessária que certamente, jorrará aos borbotões e que serão gravadas em sua memória para sempre.

Ao escrever este amontoado de letras, o achei meio efêmero. Então, resolvi usar as asas de minha imaginação e voar, voar sem rumo, sem destino certo. Achei ser necessário usá-las porque elas sempre me levaram ao improvável. Também porque voando, posso passar por mundos que jamais imagino encontrar e neles, captar palavras certas para incutir no meu saber. Sei que até para se entrar numa Universidade um dos pontos prioritários é saber escrever, é interpretar textos. Então porque não exercitar a memória e saber que tudo está sobre o nosso alcance e vontade de aprender. Existem as realidades e mistérios decorrentes de cada coisa escrita, por um mínimo que seja e não importa o autor, sempre existirão. Realidades e mistérios dos quais agora também você fará parte se começar a escrever. É claro que vamos entender quando escrever o seu primeiro texto, romance, contos, crônicas ou poesias; entender de que não existirão neles como realidade, o palpável, mas sabendo que existirá a importância do começo, a complexidade do meio e a perfeição de um final, para, a partir daí, viver a dimensão do seu próprio saber sem precisar de asas para voar.


As diferentes definições da palavra golpe.

domingo, 15 de maio de 2016

Tinha um amigo que lutava vale-tudo, karate e judô. Mesmo com um corpanzil avantajado sofria impactos violentos quando o adversário conseguia jogá-lo sobre o tatame. Nessa luta se via realmente o verdadeiro golpe. Qualquer lutador vence aplicando diferentes tipos de golpes. Uns são certeiros, outros não. No entanto, dada as diversidades de golpes, é claro que existem aqueles em que há tramas protagonizadas entre indivíduos, ou seja, alguém caiu no golpe do sequestro; alguém que promoveu uma ação ardilosa conta possível adversário; Presidente de uma entidade tem ação ardilosa em desfavor de seu vice, alegando a existência de uma situação imprevista, mas convenhamos prevista somente na cabeça dele e não da do vice. No que tange a partido político, principalmente a dos Trabalhadores e seus militantes, estes insistem em dizer em suas manifestações que o Poder Judiciário (STF) é golpista, que o Ministério Público e Polícia Federal são golpistas, que o Legislativo é golpista, que o TCU é golpista, que a OAB é golpista, que os veículos de comunicação são golpistas e até o Papa é golpista. Então pergunto: Será que não é golpista a turma do Mensalão e do Petrolão, assim como, meia dúzia de pobres cidadãos que aceitam ir às ruas por míseros 30 reais e uma camisa da CUT?

Respondendo parte do parágrafo acima: As situações acima ocorrem somente se tratarem de traições e ações ardilosas, e aí sim, pode-se dizer que é golpe, no entanto, quanto ao processo de impeachment que tramita no Senado Federal não é. O golpe, no sentido figurado, pode-se afirmar que é uma situação ou acontecimento que não foi previsto, ou seja, sobreviveu por um golpe do destino, mas se analisarmos a previsibilidade ou não, pode não ser golpe.

Quanto ao golpe tão alardeado pelos petistas e outros partidos apoiadores, entendo não ser possível que a chusma dessa turma que se dizem intelectuais e que passaram os últimos anos mantendo esse posicionamento acerca de um possível “golpe”, inacreditável é que sejam tão ignorantes a ponto de acreditar realmente no que dizem. Minha opinião é que, na maior parte dos casos, trata-se da defesa interesseira de cargo aqui, um Ministério lá, uma boquinha aqui, uma verbinha ali e uma nomeação acolá, benesses de que vivem há mais de treze anos essa “esquerda” oficial que temos no País. Os que embarcam nessa famigerada palavra golpe são movidos por um sincero temor da “direita”, é os famosos ingênuos úteis, sem os quais quaisquer fraudes políticas seriam impossíveis concretizá-las.

Bastam olhar o Ministério da Presidente para constatar quais interesses que seu governo serviu. A começar pelas mentiras durante o pleito eleitoral para enganar os eleitores. Os discursos desconexos, o malfadado “ajuste fiscal” e o não cumprimento das Leis de Diretrizes Orçamentárias, as chamadas pedaladas fiscais que levaram o Brasil a uma inflação galopante e recessão. Do ponto de vista histórico, não se pode desconhecer que são completamente diversas as situações de 1964 e 2015, tanto externamente, como internamente. Há cinco décadas o mundo estava polarizado entre dois blocos, o soviético e o norte-americano, ambos imperialistas, havendo ainda países que resistiam na revolução socialista (caso da China Vermelha, que o foi até a morte de Mao em 1976) e nas lutas de libertação nacional (Cuba, Argélia, Vietnã, etc). O imperialismo norte-americano, engasgado com a vitória dos guerrilheiros de Sierra Maestra embaixo das suas barbas, não admitia a mais mínima abertura democrática no seu quintal, a América Latina, e desencadeou golpes sucessivos numa série de países da região. Dentro do Brasil, financiou e apoiou politicamente a desestabilização de Jango, liquidado a partir do momento que prometeu fazer a reforma agrária e limitar a remessa de lucros para o estrangeiro, afrontando assim os interesses dos latifundiários e monopólios aqui instalados.

Hoje, depois de aprovado pelo Senado o impeachment da Presidente cabe aos trabalhadores da cidade e do campo, à juventude sem perspectivas, aos intelectuais honestos e ao povo brasileiro de modo geral, lutar não apenas para manter fora esse governo antipopular e corrupto, mas também a ordem social e controle latifundiário. E derrubar, junto, essa falsa esquerda canalha, traidora, que queima a Bandeira do Brasil em plena praça pública, ameaçar com armas, paralisar rodovias, invadir terras e jogar lama até sobre as próprias bandeiras vermelhas dos seus companheiros, aqueles que ainda lutam verdadeiramente por profundas mudanças sociais. E o pior é que o PT estava há mais de treze anos no poder e não resolveram os problemas dos seus beneficiários diretos - os sem terra e sem teto, bem que, acho que existia um jogo sujo por detrás das cortinas palacianas quanto a esse pessoal, (repasse de polpudas verbas para manter esses movimentos), pois é inadmissível ver à beira das rodovias, em barracos de madeiras e lonas, famílias que se dizem sem terra e sem teto, usando camionetas e carros de última geração. Por mais árduo que seja o caminho o povo entendeu que não havia outro entendimento senão em apoiar o impeachment da Presidente, mas também exigir dos que irão assumir que tenham mais responsabilidades, respeito ao erário publico e combate sistemático da corrupção, doa em quem doer.


Paulo Sérgio, fechando o gol em Hidrolândia, sem golpe.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Nos últimos doze anos o município de Hidrolândia, esteve literalmente jogado às traças. Depois de constantes esforços de seus habitantes, o distrito Santo Antônio das Grimpas, já emancipado de Barro Alto, em 05 de novembro de 1948 foi votado a Lei nº 223, que criou o município, instalado no ano seguinte, com a definitiva denominação de Hidrolândia – terras de águas abundantes. A partir de 1967, Hidrolândia deixou de pertencer à fase de configuração colonial, imprimindo-se novo ritmo de progresso, com vários melhoramentos urbanos, com destaque para o setor imobiliário com a abertura de sucessivos loteamentos, favorecidos pela proximidade da Capital do Estado.

Não é porque sou torcedor do São Paulo que vou puxar uma “sardinha” para o Paulo Sérgio, ex-goleiro do São Paulo, mais conhecido como Paulinho. Escrevo este texto por acreditar em sua liderança pessoal e por informações captadas durante minhas andanças entre Goiânia e a fazenda Capoeiras do meu sobrinho João Batista, morador daquele município. No futebol, Paulo foi goleiro, começou sua carreira profissional, no Ituano; em seguida jogou no São Paulo, quando foi reserva de Rogério Ceni e também teve como colega o Goleiro Zetti. Paulo Sérgio defendeu ainda, as cores do Esporte Recife; CSA de Alagoas; Vila Nova de Goiás; União de Rondonópolis em Mato Grosso. Ele passou também por clubes no Paraná, e, encerrou sua carreira profissional em 2009, quando retornou a sua cidade natal.

Quando posso, sempre visito meu sobrinho e quando parava dentro da cidade já observava o prefeito conversando amigavelmente com a população, seja em bares, postos de gasolina, botecos, supermercados, farmácias ou em praças da cidade. Há tempos, quando estive na fazendinha do meu sobrinho, este me mostrou um jornal que destacava em letras garrafais: “Paulo Sergio está entre os melhores prefeitos de Goiás” Lendo a entrevista ele afirmava: “Sobre a minha carreira profissional como atleta, foi muito boa. Tive o prazer de jogar como reserva do Rogério Ceni no São Paulo, de quem me tornei amigo. Ele sempre foi muito dedicado aos treinamentos e desde o inicio trabalhou muito a cobrança de falta e também de pênalti, além de nosso trabalho como goleiro. Treinei muito com ele tudo isso. Inclusive, o primeiro gol de falta feito pelo goleiro Rogério Ceni, ocorreu em Araras no ano de 1997, contra o time União São João. Eu era reserva de Rogério e estava no banco, quando comemoramos muito. Foi o inicio de tudo.”

Ao encerrar a carreira de jogador profissional ainda jovem, retornou a sua cidade. Certamente a atividade de jogador profissional e como ídolo de uma cidade de 20 mil habitantes, contribuiria para impulsionar Paulinho e entrar no mundo da política. Isso ocorreu, num momento em que, dois grupos políticos no comando da cidade durante muitos anos, disputavam o poder. Felizmente seus conterrâneos, optaram pelo seu nome. Ao lançar sua candidatura logo percebeu que a cidade não se desenvolveu no tempo que esteve fora. Resolveu então abraçar a causa de seu povo e trabalhar para colocar a cidade nos trilhos do desenvolvimento. Venceu a eleição com 65% dos votos válidos; portanto, a responsabilidade se tornou maior.

Em suas andanças pelo município de Hidrolândia sempre ressaltou que o seu foco era a industrialização do município, como também a pavimentação da cidade, com a parceria do Governo de Goiás, agraves da AGETOP. E foi justamente nessas idas e vindas que fiquei sabendo que ele está entre os melhores prefeitos de Goiás, conseguindo resgatar os compromissos assumidos junto à população, portanto, para este escriba, não foi difícil escrever este texto, pois vi que se trata de um político que possui conduta ilibada e competência administrativa comprovada.

À época, quando a justiça eleitoral em propaganda televisiva solicitava aos eleitores que votasse em candidatos fichas limpa, foi aí que, depois de sua eleição, fiquei mais tranquilo ao escrever este artigo, pois, para mim, mesmo não o conhecendo pessoalmente, sempre me transpareceu ser uma pessoa humilde, honrada, de boa índole, administrador de causar inveja a qualquer outro político. Por outro lado, fiquei mais confiante ainda quando percebia algumas pessoas falando bem dele. E como ia contrariar o meu sobrinho João Batista que além de ser seu fã incondicional, no último dia 27 de abril, depois de tentar em vários hospitais para fazer uma cirurgia em caráter de urgência em Goiânia, não conseguiu, todavia, procurando o posto de saúde de Hidrolândia foi atendido com presteza pelo Cirurgião Geral Dr. Lindomar, o qual, vendo a gravidade do problema, em apenas vinte minutos o atendeu e de imediato determinou a sua internação e posterior cirurgia que foi feita com sucesso.

Com base em tudo isso, que assisti e ouvi a respeito de todos os seus comandados, assim como, do próprio prefeito é que me senti na obrigação de fazer uso deste artigo e humildemente, publicá-lo, no intuito de não só venha servir como exemplo de administração, como também, conclamar a população de Hidrolândia para continuar dando apoio e votos de confiança a ele, pois tenho a absoluta certeza que irá muito mais longe e acredito que não decepcionará ninguém e continuará fechando o gol administrativo de Hidrolândia, com lisura, sem golpe.

Cuspes, vômitos, xixi e cocô em área pública ou particular, são atitudes que destitui qualquer pessoa de sua condição de ser humano.

domingo, 1 de maio de 2016


A minha crônica era somente sobre o cuspe, mas depois que tinha terminado o texto ocorreu tantas outras situações nojentas que resolvi comentar sobre elas. Se você vai ler sobre esta nefasta saliva que se acumula na boca acho bom preparar o espírito, pois vou citar outros casos e todos reais. A maioria de meus leitores sabe que gosto de trabalhar com o surreal, mas hoje o deixo de lado com suas variantes. Livro-me das asas de minha imaginação para relatar situações que enojam o ser humano. Espero não decepcioná-los e nem enojá-los tanto ao falar demasiadamente sobre cuspidas e tampouco enaltecer aqueles que gostam de cuspir, vomitar, defecar e até fazer xixi em local público, não importando em que local fazem. Quero falar aqui, em especial, das cuspidas que machucam... Aquelas que agridem a parte mais particular e sensível do indivíduo: o âmago.

Quando alguém critica, “puxa o tapete”, faz fofocas maldosas, que provoca bullying, assédio moral, que desqualifica outra pessoa, seja adversária ou não, isso pouco nos importa não é caro leitor? Quando começar a ler eu quero que você deixe palavra mal expressada entrar por um ouvido e sair pelo outro, ou use sua mente, sem causar grandes danos. Mas em se tratando de cuspe, este pode vir de relações confrontantes que ocupam lugares em nossa vida, e isto é o caos! Não são poucas as consequências e podem chegar aos milhões os efeitos colaterais do cuspe e causar até o H1N1.

Relações entre pessoas, principalmente adversárias no dia a dia, são complexas, sempre! É como a uma veículo usado, se desgastam e por isso precisam passar por revisões. Estando tudo em ordem, se eu precisar fazer um comentário ou defesa daquilo que é mais importante para o País, eu faço e a outra deve aceitar ou não minha opinião. Se um indivíduo estiver usando bebida alcoólica ou com nervos à flor da pele, é necessário que ele dê uma pisada no freio que controla o seu sistema nervoso, mas se não aceitar o que a outra fala, pelo menos que não cuspa em sua direção. Data vênia promover vômitos, defecar e fazer xixi em cima de cartazes de políticos, em local público, esses atos além de bizarros, nojentos, destitui o indivíduo de sua condição de ser humano. Pelo que assistimos nos últimos dias, estupefatos, essas pessoas não tiveram o devido cuidado ou decência. Por exemplo, deixa de dizer coisas boas, e numa boa, enquanto é tempo. Saem atropelando outros e tomando decisões e encaminhamentos sem considerar seus desejos, anseios, dificuldades. Às vezes a gente fala mais do que ouve, economiza nos elogios e exagera nas críticas (que geralmente não são nada construtivas)... Às vezes a gente fica sensível demais, leva tudo pro lado pessoal, não se permite ver a situação com os olhos de quem nos fala, não respeitamos suas demandas e ficamos preocupados demais em se justificar ou pelo menos em dividir o fardo que nós brasileiro estamos carregando.

E se não cuidarmos de nós mesmos, não prevenirmos, não fazermos a gestão das crises, na hora de uma conversa menos amena, tudo pode explodir. As peças vocais que até estavam funcionando bem, deixam de responder como esperado e, geralmente, todo mundo sai machucado...  O espantoso é que, quando paramos pra analisar, os desgastes não surgem assim de uma hora para outra. Geralmente a pessoa não é obrigada a engolir um sapo de uma vez só. Pode ser apenas um pedaço, mas de qualquer forma, se engolirmos, desce torto...

Os cuspes, os vômitos, defecação e xixi mostrados pela mídia televisiva e internet até o presente momento representam o pior dos escárnios. Representa desrespeito. Representa a cegueira de um grupo de pessoas que se digladiam e que perderam a noção de respeito, do local de onde estão e o governo que apoia. O cuspe não cura a cegueira de quem só enxerga o poder e o dinheiro e que com o passar dos anos acabou por esquecer o próprio povo que os elegeram. O cuspe dado não é de misericórdia. É um cuspe além da saliva. Trata-se de cuspe de seres humano inferiores querendo demonstrar-se superior. É o cuspe de quem acha que foi pisado, humilhado e, ao invés de achar-se que foi pisado e humilhado, procurar entender a posição política da outra pessoa, tentar ver igual a ela, ou se não enxergar o óbvio, pelo menos não cuspir a sua arrogância e prepotência no rumo dela.

Como é que pode? Coisa bizarra mesma! Petistas cospem, vomitam, defecam, fazem xixi sobre fotos de políticos em ato no MASP. A imprensa já localizou uma (a cagona e mijona) que, por sinal, é funcionária da Prefeitura de São Paulo. Jogadores cospem em gramados de futebol e nesse caso é até normal; bebuns cospem na calçada, mas eles são sem noção; políticos se digladiam e cospe, isto é escárnio, mas, para eles nem é falta de educação, apenas decoro parlamentar; um ator global cospe, aí nem se fala, é concebível, e o pior, ainda a GLOBO lhe dá direito de se defender diante da TV. E o direito de resposta do casal que recebeu o contaminado e fedido cuspe foi feito através de uma simples carta lida no programa do Faustão? Tudo truncado… Valores confundidos… Vilões enaltecidos e o povo assistindo a indecência televisiva. Como disse anteriormente, em campo de futebol quase tudo pode: cusparadas, caneladas, puxão de cabelo, beliscões, cotovelados e dedo no olho, mas lá pelo menos a cotovelada, o puxão de cabelo e o cuspe na cara, o cuspidor pode receber um cartão amarelo, isto se o jogador ofendido fizer cenas de contorcionismos no gramado. Valha-me Senhor! 

Hoje vemos cusparadas de todo o jeito, tão teatrais que alguns se enfileiram a beira da calçada, encenam-se de como cuspir, extraindo junto com o cuspe, as melecas catarrentas impregnadas em suas gargantas fétidas, infelizmente, seus atos escrotos não são convincentes porque trás a forma mais bizarra do ser humano, assim como, a falta de educação, indecência e respeito à sociedade que assiste seus atos. Absurdo sim poderia dizer! Os personagens atuais, em defesa de um partido político movido pela corrupção, improbidade administrativa, sem ética e moral, têm sido um tanto desarvorados e canastrões (entre eles estão muitos atores sem habilidade, sem talento e alguns até são beneficiários do governo federal), mas, todos, certos de estarem protagonizando o exuberante. Ledo engano, caro leitor, o que assistimos, nestes tempos de vacas magras, de inflação galopante, do desemprego, pois tudo não passa de uma ópera macabra, risível, medonha e ao mesmo tempo, bestial. Cospem pra cá, cospem pra lá e nem se dão conta que o cuspe deles pode estar infectado por alguns vírus.

Muitas pessoas se sentem constrangidas de criticar o cuspe com medo de serem confundidas com coxinhas ou golpistas, de acordo com o ponto de vista petista. É possível condenar não só o cuspe como muitas outras práticas de esquerda sem necessariamente ser de direita ou ser tucano ou ser coxinha. Dá para ter senso crítico. Cuspir é o sinal de um grande desprezo e do desejo que o cuspido não exista. Espanta ver esse recurso tão nojento empregado por quem diz defender a democracia ou um governo de esquerda. Por isso digo que é pior do que se os cuspidores tivessem apenas reagido intempestivamente. Digo pior porque suas atitudes estão dizendo que não querem que exista outra opinião. Desprezam a existência de uma visão de mundo alternativo, e gostariam que a dissidência fosse aniquilada.  Ou alguém acha que cuspir num opositor o fará mudar de atitude, trocar de lado, mudar de opinião? Não, eles não querem transformar opositores em aliados, simplesmente relegá-los ao desprezo, ao esquecimento, ao nada.


O Pinóquio brasileiro.

domingo, 24 de abril de 2016

Diz à lenda que um velho chamado Geppetto fabricava lindos bonecos de madeira, pois tinha como sonho ter um filho para compartilhar seus inventos e partilhar, além do amor a carinho, tudo o que era seu. Dizem também que certo dia, ele fez um pequeno garoto de madeira e quando terminou, suspirou com satisfação e disse: “Quem me dera que este rapazinho de madeira fosse real e pudesse viver aqui comigo…”. Nem bem terminou a frase, de repente tudo aconteceu como a um passe de mágica, pois simplesmente o pequeno rapaz de madeira ganhou vida. O velho, surpreso, gritou de alegria e, entre gargalhadas de felicidade, disse: “Sejas bem vindo! Vou chamar-te Pinóquio”

Dizem também que no interior do Brasil, lá pelas bandas do município de Mandruvá, região central do Brasil, de tanto ler sobre essa história o carpinteiro Torquato Neto resolveu também fazer um boneco, mas abrasileirado, diferente do perfil estrangeiro. E não é que deu certo também! Torquato ficou atônito, porque não tinha colocado nada no boneco, nem chip, nem controle remoto, nada, e o Pinóquio brasileiro saiu andando, fazendo peraltices, dançando até samba, para a alegria de seu criador. Passado alguns dias a notícia correu pela redondeza e os curiosos se amontoavam diante da casa de Torquato. E não era o Luciano Hulk com seu programa “Lata Velha” e nem o Geraldo do “Domingo Show” que levavam aquela multidão, mas sim, o boneco-gente também chamado de Pinóquio. Ele nem reagia e nem sabia como reagir, mas gostava do que via. Passado alguns anos Torquato o levou pra conhecer Brasília e emocionado, começou a chorar. Nunca tinha visto tanta gente e prédios iguaiszinhos esparramados ao lado da avenida e ao centro, dois grandões com duas bacias ao lado, uma côncava e a outra convexa. Pinóquio de tanta emoção se perdeu no meio de uma multidão que carregava faixas e cartazes. Começou a caminhar, até que encontrou uma senhora vestida de verde-amarelo que participava de uma concentração popular e também carregava um cartaz com a seguinte frase: “Impeachment já”, a quem ele pediu ajuda. A senhora ficou sem entender, mas educadamente disse que o ajudaria e perguntou-lhe quem eram os seus pais e de onde vinha. Ao que Pinóquio respondeu: “Não tenho casa e nem ninguém com quem morar”. A senhora logo percebeu que Pinóquio estava mentindo, pois o seu nariz começou a crescer. Mesmo assim, sem questionar, a boa senhora respondeu-lhe: “Volta pra casa, para junto ao teu pai. Seja um bom menino, comportado e não mintas mais”. Pinóquio prometeu procurar seu criador no meio da multidão e o seu nariz voltou ao tamanho normal.

Pinóquio sabia que era brasileiro e que tinha existido outro igual a ele em outro País. Despediu-se da senhora e andou vagarosamente, olhando para todos os lados e parou num parque de diversões. Notou que o seu nariz começou a crescer novamente. Pensou: Será que estava desobedecendo ao pedido daquela mulher? No parque lhe ofereceram pão com mortadela, entretanto somente não lhe disseram que aquele comestível iria transformá-lo em mais um burro manipulado e com rédeas. Pinóquio comeu até não poder mais e, assim que se transformou num “burro” começou a participar dos movimentos de rua, usando uma camiseta vermelhinha inscrita CUT. Passou a ser um pau-mandado, controlado por um sujeito sem escrúpulos líder de uma organização onde ele sempre ouvia aquele indivíduo ameaçar o povo brasileiro e invadir terras. Foi obrigado a trabalhar duramente em todos os movimentos e foi tão maltratado que, poucos dias depois, nem conseguia andar. Como já não servia mais pra ajudar, pois sequer era eleitor, o líder daquele movimento não pagou a ele e mais ninguém, e ainda, o deixou na sarjeta, sem pão, sem mortadela e sem os minguados “trocados” que de alguma forma o “animava” a gritar durante as manifestações a palavra: Impeachment é golpe! No dia seguinte ficou sabendo que a maioria esmagadora dos deputados que ficava dentro daqueles pratos que chamava Congresso Nacional votaram a favor do Impeachment da Presidente, daí veio, a saber, também, que Impeachment não é golpe. O frio trazido pela noite o congelou, e sem o pão e mortadela e os vermelhinhos derrotados na Câmara dos Deputados, Pinóquio ficou desiludido, não encontrou mais o seu criador, voltando a ser novamente um rapaz de madeira.

Moral da história: Pinóquio mentia por ser, puro, inocente e jamais para prejudicar qualquer que seja a pessoa. Veja bem, mulheres, homens, adultos e crianças todos mentem. Por exemplo: Lembro-me bem de um dia quando o meu netinho não queria comer sua papinha eu peguei uma colher e a transformei num aviãozinho e, olhando para seu rostinho disse: Olha o aviãozinho!... Era uma mentira, não? Saudável, mas era. No entanto, eu estava apenas querendo convencer o meu neto de que o que tinha na mão não era uma colher com papinha, mas um avião. Um avião! Eu só esqueci-me de perguntar pra ele se sabia o que era avião.

Mesmo as pequenas mentiras diárias podem trazer desafios inesperados. Revivendo aquelas cenas com meu neto e a história de Pinóquio, comecei a me preocupar e perguntava a mim mesmo: Eles, os petistas, ao assumirem o poder não acabaram com a corrupção e continuaram mentindo à população? E fui percebendo, com o passar dos anos, que se tratava de um ledo engano e aí comecei a notar o aparecimento de homens de “duas caras” e “caras de pau”, que mentiam e continuam mentindo descaradamente, e mesmo penalizados ou denunciados pela justiça, assumem ou tentam assumir cargos públicos para ficar com foro privilegiado e nem corados ficam – talvez, no caso do mandatário maior – o Lula da Silva, que parece ter mais de duas caras –, também, jamais fica corado de vergonha diante das câmeras e ainda se acha o mais honesto dos homens, e nós sabemos que ele mente, comanda uma “tropa” e sabe de tudo o que acontece nos bastidores e por trás das cortinas palacianas, de modo que, em razão disso, passou a transmitir desconfiança e virar chacota nacional e mundial. E aí pergunto: Onde foram parar os princípios éticos tão propalados pelo PT antes de assumir o poder?

Disse Bernardo Shaw, “O castigo do mentiroso, além de ninguém acreditar nele, é ele não poder mais acreditar nos outros”. Claro que todos conhecem o mau hábito crônico da Dilma, Lula e seus asseclas de estar sempre inventando novas mentiras, frases de efeito, portanto, para ela ou ele, a dificuldade em se fazer acreditar torna o jogo mais interessante. Teve um dia que Dilma contou a história da mandioca, noutros, comparou a criança com o cachorro, criticou o sol e enalteceu a lua; é triste assistir ou ouvir isso de uma mandatária maior. Já passou da hora da Presidente Dilma entender o exagero e seu abestalhado discurso, mas para comunistas, quanto mais controvérsias a mentira causar, melhor. Há três espécies de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas, como a da Data Folha. Dilma e Lula têm doutorado nas duas primeiras, a terceira é especialidade de governo e marqueteiros, sem falar na grana que corre por trás das funestas cortinas.

Mas antes de começar a detectar todos os mentirosos existentes por este mundo afora, é preciso saber mais sobre a arte de mentir do ex-presidente Lula que ora recordamos neste pequeno texto como seus principais mitos sobre a mentira.

Quando falamos de duas caras é importante delinear em itens separados algumas famosas frases do Lula: 1.ª - Em 18 de agosto de 2005, no auge do Mensalão disse: “Quero dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia, e que chocam o país.”; 2.ª - No dia 1º de setembro de 2007, durante o 3º Congresso do PT disse: “É verdade que podemos ter cometido erros [...]. Mas ninguém nesse país tem mais moral e ética do que nós.”; 3.ª - Em 18 de agosto de 2005: “O PT deve pedir desculpas [ao país] por seus erros.”; 4.ª - Em 1º de setembro de 2007: “Não temos de quê nos envergonhar. Não tenham medo de ser petistas, de andar com a estrela no peito. O PT é um dos grandes responsáveis pelos passos largos do Brasil rumo à dignidade”.

 À beira do deboche, o ex-presidente que se alardeia tão arguto e inteligente, pois se faz de surdo, cega-se e emudece; diz não ter ouvido ou visto tantas traficâncias ilícitas e ilegais ocorridas dentro ou fora dos corredores palacianos. Os escândalos do caso Rosemary, sua “amiga”, cuja situação perniciosa sobrepõe os casos dos anões do orçamento, do dinheiro na cueca de um deputado Federal, hoje líder do PT na Câmara, do Mensalão, etc., que a fez ir a Europa, África e escapar da mídia brasileira. Como se vê, o Lula de hoje é bem diferente do Lula torneiro mecânico e líder sindicalista. Tornou-se burguês, anda de jatinho, mas em seu discurso diz que não é elite e até chora. Em tese, teria até mais razões para cobrar dos “traidores” um “pedido de desculpas”. Afinal, o STF, à época, converteu em ação penal a denúncia contra os 40 integrantes da “quadrilha” do Mensalão.  Onde Lula alegou que via “erros”, mas o STF enxergou indícios de crimes. “Onde o presidente observou “moral” e ética”, o Tribunal enxergou corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, gestão temerária e evasão de divisas. Certo dia, em um discurso do presidente voltado à militância petista que durou 57 minutos e 25 segundos, não pronunciou uma mísera palavra de reprimenda aos malucos petistas. Foi segundo a interpretação do SITE do PT um “discurso para lavar a alma petista e elevar auto-estima.” Só não lavou a imundície concentrada no processo que tramita no STF. Mas quem se importa? “José Dirceu, o técnico do time Mensalão e Petrolão, que blindou e mesmo preso, ainda blinda Lula, assim como, com petistas a sua não prisão em 2012, em razão do pronunciamento do Ministro Sebastião Barbosa, mas, felizmente, dificilmente escapará, porque já tinha sido “blindado” com várias imputações e condenado a 10 anos e 10 meses de prisão —, ele acha que Lula expressou o sentimento dos delegados” presentes naquele 3º Congresso petista. Para o ex-chefe da Casa Civil -, “o partido já fez a autocrítica”. Voltar ao tema do Mensalão é, na opinião dele, “um desvio de foco” que só interessa à direita. O PT, disse ele: “se renova, assume novas bandeiras.” Frases irônicas de quem possuem duas caras que sequer coram.

O tempo passou e veio à tona a corrupção da Petrobras e com elas mais mentiras e mentiras deslavadas e todo mundo sabe o que aconteceu, então, torna-se desnecessário reprisar aqui, cujos atos não continuarão acontecendo graças à competente ação do Ministério Público Federal e do Juiz Federal Sérgio Moro de Curitiba. Todavia, voltando ao Pinóquio brasileiro fiquei sabendo que, em razão das continuadas mentiras da Dilma, do Lula e dos políticos em geral, ele desabafou e como não encontrou o seu criador, desistiu de competir e assim resolveu deixar o Brasil, porque entendeu que a concorrência aqui é muito forte. Chegou à conclusão de que todos conseguem mentir mais do que ele.


Viver o hoje, sem pensar no amanhã.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Eu quero e muito, mas quem não quer. Lembrar de tempos idos, daquilo que é gostoso de lembrar, pode vir tudo à nossa mente, tudo de uma vez só, ao mesmo tempo, tudo que já aconteceu durante toda a nossa existência. Algumas coisas que aconteceram que consideramos nefastas, “passamos a régua” ou esfregamos a borracha do tempo. Todavia, ao escrever esta crônica não irei fechar os olhos para certos acontecimentos, pois quando surgir às mesmas dificuldades, situações, erros ou constrangimentos, nem vou sentir, nem baixar a cabeça ou corar-me, afinal é a minha vida que está em jogo e sou eu que devo dar o primeiro passo para corrigir meus erros e minhas burradas. Quando olho para o passado e vejo quem fui, quero ter o orgulho de poder dizer que aquele indivíduo era eu e hoje continua o mesmo ser humano. A vida não parou quando cai, porque tive capacidade de me erguer, nem quando pensei que ela estivesse parada porque consegui prosseguir.

Hoje ao escrever este texto eu peço um tempo para descobrir quem ainda eu sou ou pelo menos saber quem fui realmente, pois posso estar preso a um passado não tão distante, então o jeito é ficar diante do espelho, olhar para mim mesmo e ver o que ele pode me transmitir, pois, de fato, com o passar dos tempos sinto necessidade de me reconhecer, de ver aquele olhar de sempre, de ler meus pensamentos refletidos, saber de tudo, de conhecer a mim mesmo, perfeitamente, e admitir os meus erros e defeitos.

Não escrevo aqui para dizer que sou totalmente certinho e nem para ser uma pessoa cheia de erros. Eu vim para dizer sobre a emoção viver uma vida completa, com eiras e beiras. À noite quando eu me deitar, quero chorar as lágrimas que eu já chorei; quero sentir saudade da minha infância; quero sentir a vibração de um sorriso vindo de uma linda cena, vivida num lugar
qualquer; quero captar todas as minhas lembranças e ter orgulho de todas elas; quero me encontrar nos olhos das pessoas amigas e me impregnar na retina de cada uma, assim como trazer para dentro de meu peito muitas das que encontrei. Então, hoje, eu escrevo para não gritar, coloco no monitor um amontoado de letras com o fito de jamais deixar de ser eu, de não nunca desistir sonhar...

Falei isso porque sei que amanhã posso descobrir que estava enganado em não continuar amando a vida e sonhando, pois o melhor quando se erra é descobrir que o certo era o que a gente sempre quis. Eu posso até errar, mas também tenho a vontade férrea de poder acertar, mas quando eu erro, mas sabendo que todas as pessoas também erram, tal situação vem para que eu não me deprima e nem as pessoas me julguem pelos meus erros, pois todos nós erramos e muito, mas também acertamos muito e isso é fato. O meu amigo e compadre Emival deixou-nos no mês findo e foi pra outra dimensão. Deus lhe enviou a “passagem” e tenho a certeza de que está ao lado DELE em razão da boníssima pessoa que era. Hoje, antes de começar a escrever, paro para receber a brisa que passa pelo vão quadriculado da janela, certo de que todos os entes queridos estão sentindo de sua ausência à alegria que contagiava, porque como diz um autor desconhecido: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.”


 
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