Amigo leitor (a)

Amigo leitor (a). Quando lemos um livro, ou qualquer texto, publicados ou não, que são sinônimos do prazer, por mais simples que forem, sejam reais ou surreais, nos permite exercitar a nossa memória, ampliar nossos conhecimentos e nos faz sentir as mais diversas emoções, por isso, sensibilizado, agradeço a sua visita ao meu Blog, na esperança de que tenha gostado pelos menos de um ou que alguns tenha tocado o seu coração. Noutros, espero que tenha sido um personagem principal e encontrado alguma história que se identificasse com a sua. PARA ABRIR QUALQUER CRÔNICA OU ARTIGO ABAIXO É SÓ CLICAR SOBRE O TÍTULO OU NA PALAVRA "MAIS INFORMAÇÕES. Abraço,Vanderlan

A cegueira do fanatismo

quarta-feira, 18 de abril de 2018


Caros leitores há tempos estão assistindo pela televisão cenas de fanatismo que chega ao exagero. O fanatismo impede a pessoa de ver a realidade das coisas, parece que sua visão fica turva. Não respeitam a quem quer que sejam, principalmente, as pessoas humildes, que são manipuladas, então, sugiro a esses espertalhões políticos e classistas que parem de tentar impor sua filosofia aos outros. Nada que é imposto é bom. Feminismo, machismo, racismo, comunismo, petismo, o "ismo" não é bom. Somos todos iguais perante a Lei. Essa de tentar ser inteligente e dizer que sempre foi oprimido é balela e não mais funciona no Brasil. A liberdade de nossa mente, nenhum ser humano é capaz de arrancar, mas infelizmente existem as pessoas que manipulam e as que são manipuladas.
Não sou machista, feminista, comunista e nem comungo com as idéias fanáticas do petismo, só defendo a liberdade de pensamento de cada um desde que seja de uma maneira sadia e sem nenhuma pressão ou ensinamento partidário. Não faz sentido. Todavia, se você não tem a capacidade de respeitar a opinião de outros, desde que não haja o fanatismo exacerbado, guarde a sua. Sejam respeitosos uns com os outros. Sem homem e mulher, não seria possível estar aqui. Nenhum é mais importante que o outro. Então, antes de se tornar um fanático, use toda a liberdade de pensamento que tens. Faça uma lista se precisar. Só não faça esse papel ridículo que vemos algumas pessoas fazendo, como aquelas que eram alimentadas com pão e mortadela e dormia ao relento nas calçadas, como vigília, frente ao Sindicato dos Metalúrgicos e Policia Federal em Curitiba, enquanto os manipuladores “manda-chuvas” se alimentavam do bem bom e se hospedavam em hotéis de cinco estrelas. Seja honesto consigo mesmo e com quem os seguem. Deite junto com eles ao relento da fria calçada.

Amor extremado por qualquer coisa é cego, mas neste caso falo do amor cego de certas pessoas por determinados partidos políticos e os seus eleitos; especialmente governantes. Para tais pessoas, esses políticos podem fraudar, podem se corromper à vontade, afundar a nação, e caso queiram, assaltar ou até cometer homicídio à luz dia, que mesmo assim os eleitores fanáticos os consideram inocentes, assim como, os atos incólumes. Nenhuma prova, por mais fundamentada que seja pela justiça, é suficiente para tirá-los do fanatismo. Os bons e conscientes politicamente que um dia também votaram nessas figuras, reagem às traições. Protestam contra os desmandos. Reclamam. Muitos até não conseguem fazer nada, mas ainda ficam indignados. Não gostam de apanhar, e se não apanham, por algum privilégio pessoal, não gostam de ver quase todos à sua volta sofrerem com o desgoverno, a impunidade política e suas conseqüências. Sofrem com os que mais sofrem por serem mais vulneráveis ou desfavorecidos. Veja até onde vai o fanatismo: uma baiana viajou 60 horas da Bahia até o Paraná para apoiar Lula, mas se decepcionou porque acabou perdendo seu emprego na Bahia e foi esta abandonada pelos militantes do PT, CUT e MST. Além de ficar desempregada, sem dinheiro para pagar passagem de volta, ainda, teve que vender a moto para arcar com as despesas de ida.

Em razão desses acontecimentos é que falo sobre esses pobres coitados que o poder desconhece que não têm acesso a qualquer esquema, e se algo sobeja pra eles não passam de migalhas. Na maioria das vezes nem as migalhas em troca da devoção. Mesmo assim defendem; brigam; agridem, incitam à violência, praticam o vandalismo, fazem pichações, criam desafetos em nome do fanatismo político-partidário. São burlados em seus direitos e padecem de perdas salariais causadas por incompetência ou corrupção política e passam por privações; não têm perspectivas ou estão desempregados há muito tempo, apesar de alguns terem bons currículos, mas nada os dissuade. Não há nada que tire suas mãos do saco dos poderosos, porque, talvez não trabalhem e dependem delas para sustentar suas famílias com uma sesta básica ou um simples pão com mortadela. Quem ama extremadamente e cegamente os ocupantes do poder político sem nenhuma razão plausível, ou qualquer suspeita, é como aquelas amantes de malandros: gostam de apanhar, e até sentem falta. Justificam a covardia de seus homens, taxando-os de injustiçados, incompreendidos e vítimas de sabe-se lá o quê. Pior ainda, repetem aos quatro ventos as desculpas lamuriosas de seus algozes, depois de cada surra. Desses pobres diabos que nunca deixam de ser povo, até o poder da indignação se perdeu no espaço e no tempo já perdido com tanto fanatismo e amor em vão.

Certo dia li um texto, pequeno, mas elucidativo que dizia: “Se o Lula é o pai dos pobres, então porque será que depois de treze anos no Poder os filhos dele enriqueceram e os fanáticos continuam pobres? Estranho, mas pura verdade não?” Em outro plano, como leitor da Bíblia, escrita há mais de dois mil anos, no provérbio 29, versículos 2 e 4, preceitua: “ Quando o governo é formado de homens justos e honestos, o povo vive feliz; mas, quando os líderes de uma nação são maus e desonestos, o povo chora de tristeza” “Um rei justo e honesto ajuda o seus País a crescer e viver em paz; o rei quer ficar rico às custas do povo a acaba destruindo sua nação”. Se prestarmos atenção e observamos que o texto, em relação aos governos de hoje, se encontra atualizado e parece que quem escreveu há dois mil anos já previa. Este provérbio veio a calhar, mostrando-nos que temos que ter o maior cuidado com ao fanatismo, principalmente quando de tratar de política e religião, pois acham que tudo que lhes acontece de ruim é perseguição e coisa do diabo, e de outra parte, corremos o risco de achar que, quando acontece algo que nos desagrada, também, é coisa de gente e espíritos ruins, perturbadores ou coisa mandada. Precisamos tentar viver corretamente e tudo vai ser como tem de ser, sem interferência alguma a não ser quando seja necessário que pessoas de ilibada conduta se aproximem para nos ajudar.

Fanatismo, mesmo ao contrário, sempre será fanatismo. Quando alguém não consegue explicação para alguma coisa, fala em nome de Deus e alguns até se colocam acima de Deus, ou fala contra. Se não acreditam em Deus, mais hipocrisia falar contra, pois se alçam superiores de alguma forma que escapa, pois assim como quem acredita não pode provar nada, quem não acredita também não pode provar contra também. Para os que tudo é Deus, a mesma coisa: tratam-se mais do que acredita ser do que pode provar. Uma fórmula simples para isso seria, quem sabe, viver tudo que há para viver, ser feliz, amar, ajudar pessoas, ter patriotismo, caráter, personalidade, ser íntegro, honesto, um batalhador pela grandeza de seu País. Talvez fosse mais importante acreditar ou não se existe fanatismo, mas sabemos que existe e ele impera no meio político, principalmente no Partido dos Trabalhadores, cujos membros são idólatras, fanáticos e até rasgam em pra púbica a bandeira do Brasil. Assim, indignado com os últimos acontecimentos resolvi deixar o fanatismo para os que debatem e se batem, mas de uma coisa tenho certeza que minha bandeira jamais será vermelha, porque qualquer País que troca sua bandeira pela bandeira de um Partido, pode ter a certeza de ele que corre perigo.


Padre Luiz, a justiça mais uma vez não tardou e nem falhou.

quarta-feira, 11 de abril de 2018


No dia em que se noticiava a prisão do ex-presidente Lula apareceu na minha página do FACEBOOK, entre tantas imagens, uma que me chamou bastante atenção. Era a Secretária da Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus de Aparecida de Goiânia. No momento pensei que ela soltava fogos de artifício em comemoração à prisão de Lula, pois o fato é que em toda a cidade acontecia um foguetório. No dia seguinte eu a encontrei depois da missa e perguntei o porquê de sua euforia em soltar aqueles foguetes. Ela soltou um leve sorriso e disse que estava comemorando a decisão judicial proferida pelo Superior Tribunal de Justiça no qual negava provimento do recurso interposto pelo Ministério Publico do Estado de Goiás em desfavor do Padre Luiz, o qual, já tinha ganhado em 2.ª Instância, decisão que reconheceu a atipicidade da conduta, determinando o trancamento da ação penal, negando-se provimento ao Recurso Especial de n.º 1.643.325-GO impetrado pelo Ministério Publico do Estado de Goiás.

Como tem sido amplamente noticiado, durante o tempo em que o Padre Luiz Augusto ficou se defendendo deste processo em que fora acusado de crime de peculato, onde o MP alegou recebimentos sem a devida contraprestação de serviços e posse prévio do bem móvel público, no entanto, o STJ decidiu que isso não se amolda na figura típica de peculato e nem indicativos de que o dinheiro que lhe foi pago pela Administração Pública foi realizado a título de depósito, guarda, arrecadação, administração, exação, custódia etc. para posterior restituição, de modo a caracterizar a mera posse temporária, única situação em que se poderia cogitar a incidência de figura penal de peculato em desfavor do padre, ocorrendo em razão com isso, apenas atipicidade da conduta.

Anos atrás, eu escrevi mais de dez artigos no Diário da Manhã em defesa do Padre Luiz quando o mesmo era bastante perseguido pelos próprios dirigentes da igreja católica e inclusive sido penalizado pela cúria metropolitana com a suspensão de suas celebrações na Paróquia Sagrada Família, que ele próprio reformou e modernizou fato que até hoje não sabemos o real motivo, ficando ele proibido por vários meses de realizar qualquer missa ou cerimônia religiosa. Apresentei também em meu próprio nome uma reclamação perante o Conselho Canônico de Brasília, onde juntei na petição todo o trabalho que ele realizava em prol dos fiéis e de pessoas carentes e da própria igreja católica, inclusive, artigos publicados por mim e outras pessoas respeitáveis de Goiânia, além é claro, a juntada de muitos vídeos. A petição e toda documentação foi entregue em mãos dos representantes legais em Brasília para análise e julgamento pelo Conselho. Não obstante isso, com essa documentação protocolizada em Brasília, artigos, vídeos e outros documentários que mostravam o trabalho agregador e o quantitativo imenso de fiéis que participavam de todas as celebrações, encaminhei também uma carta ao Papa Francisco contando sobre tudo que vinha acontecendo na igreja católica em Goiânia, principalmente, no que concerne à perseguição sofrida pelo Padre Luiz Augusto, cujos documentos enviados foram enviados através de SEDEX os quais tiveram bastante receptividade na Santa Sé.

Hoje não só eu, mas todos os fiéis e colaboradores da Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, em face da decisão do Superior Tribunal de Justiça deixaram-nos em júbilo, com o dever cumprido e de alguma forma, acreditando na Justiça, e o julgamento não tardou, assim como o reconhecimento de sua inocência. O julgamento do padre Luiz Augusto considerando aquele tipo de acusação foi constrangedor pra todo o mundo, mas jamais nos deixamos de acreditar nele e nem ter medo ou viver com medo, pois sabíamos das justas e limpas mãos dos aplicadores da Lei.

Toda vez que um membro da máquina católica é julgado, os bons vencem novamente, como venceu padre Luiz. No decorrer do processo jamais nos esquecemos de uma coisa: a lei do retorno tarda, mas não falha. Então, nunca faça com os outros, principalmente a aqueles que ajudam ao próximo, sem olhar a quem, dava o seu salário para manter entidades assistências criado por ele e que são reconhecidas pelo Goianiense. Isto são fatos e eu não gostaria que fizessem com você, se acusado injustamente. Ás vezes gente até acha que está fazendo a coisa certa e nem nos damos conta que estamos prejudicando alguém. Por isso antes de tomar qualquer atitude diante de uma situação que envolva outras pessoas, pare, reflita e pergunte a si mesmo: e se fosse eu?

Tem gente também que diz que a felicidade tarda mais não falha e que algum dia todos serão feliz, mas desta vez também não falhou, talvez seja verdade, mas ninguém disse se essa tal felicidade viria em vida ou em morte. Eu tive a sorte de assistir felicidades estamparem em rostos, mesmo sem ela vir até mim, sem nenhum aviso prévio, talvez tenha sido a minha maior surpresa nesses poucos anos, porém bem vividos, Então, pare, pense reflita, não importa sua idade, se é católico ou não, acredito que você seja essa palavra que tantos procuram e muitos se vão sem ao menos saber o seu significado, principalmente quando nela vem estampado; a justiça tarda mais não falha e muitos menos a felicidade, se você agir sempre de boa fé.



Reforma política e propaganda eleitoral antecipada.

quarta-feira, 4 de abril de 2018


Por vários anos fui advogado e até certo ponto conhecedor dos trâmites e meandros da justiça eleitoral, fato que em razão dos últimos acontecimentos e indignado, não me restou alternativa senão em fazer um comentário sobre a tal propaganda eleitoral antecipada. É fato que ocorreu muito discussão política em relação à reforma partidária. Uns, acharam que ela não foi bem uma reforma, outros, disseram que foi satisfatória. Da forma como aconteceu, ela não alterou questões constitucionais, seu campo de alcance foi somente na esfera infraconstitucional, em razão da modificação de alguns pontos do Código Eleitoral, da Lei das Eleições (9.504/97) e da Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/959), onde se alterou prazos na data de filiação, convenções partidárias, registro de candidatura, inicio da propaganda eleitoral e no rádio e TV, que me abstenho de anotar aqui, pois o assunto que vou tratar diz respeito à propaganda eleitoral antecipada, que já vem ocorrendo no Brasil em desrespeito à legislação a ela aplicada.

No entanto, a Reforma Política trouxe uma novidade muito positiva: a pré-campanha. Todos sabem que até a última eleição em 2014 não era admitida menção à futura candidatura antes do início do período de propaganda eleitoral, sob pena de se incorrer nas penalidades da propaganda antecipada, mas com ressalvas a propaganda antecipada.

Com a atual Reforma Política, alguns atos de pré-campanha estão autorizados. No entanto, é preciso observar bem o limite entre que está permitido e o que está vedado, para não utilizar mal a permissão legal. Então, quanto e esta observação, o teor do artigo 36-A, da Lei das Eleições n.º 9.504,97, é permitido: declaração pública de pretensa candidatura; exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos em público, em meios de comunicação e/ou redes sociais; pedido de apoio político (desde que não haja pedido de voto); participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos; realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, a divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates entre os pré-candidatos (proibida a veiculação ao vivo); divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos (desde que não se faça pedido de voto); divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais; a realização, a expensas de partido político, de reuniões de iniciativa da sociedade civil, de veículo ou meio de comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, para divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias (proibida a veiculação ao vivo); os eventos partidários devem ser realizados em ambiente fechado (encontros, seminários ou congressos) e são destinados à organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias visando às eleições, podendo tais atividades ser divulgadas pelos instrumentos de comunicação intra-partidária.

É bom salientar que a lei deixa bem claro alguns pontos vedados, que valem a pena ser destacados, senão vejamos: não confundir pedido de apoio, com pedido de voto; em nenhuma hipótese a lei permite que se peça voto ou se faça menção a número ou faça banners para postagem na internet ou panfletos/impressos individuais em qualquer tipo de evento partidário; é vedada a cobertura jornalística ao vivo; os profissionais de comunicação (jornalistas, comentaristas, radialistas, artistas, apresentadores, etc) estão proibidos de utilizarem de seu veículo de trabalho (TV, rádio, jornais, revistas), para anunciar pré-candidatura; a partir de 30/06/16 os profissionais de comunicação não podem mais apresentar, participar ou comentar os programas aos quais estavam profissionalmente vinculados; será considerada propaganda eleitoral antecipada a convocação, por parte de detentores de cargos públicos, de redes de radiodifusão para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições.

Há de se ressaltar ainda que os pré-candidatos, neste momento, devem ter muito cuidado quando ocorrer à divulgação de sua imagem. Devem observar atentamente as regras para a exposição de suas pré-candidaturas, de modo a não descumprir a lei. E pautados nesta premissa o uso as redes sociais para manifestar posicionamento político, econômico, social. Criem blogs. Participem dos grupos sociais de sua comunidade, dos encontros e reuniões do partido, mas tenham sempre uma postura séria, ética e procurem apresentar sugestões para melhoria das situações apresentadas. No cenário político atual temos um povo irritado com muitos políticos e com a própria, política, além de insatisfeitos com decisões judiciais que estão beneficiando corruptos. A tecnologia implantada, ora usada nos meios de comunicação faz com que qualquer situação percorra grandes espaços em poucos segundos. Por esta razão, o candidato deve observar os seus direitos, deveres e responsabilidades de candidato, e quiçá, de sua própria imagem que é vital para o sucesso de sua campanha.

Por fim, ao se falar em pré-candidatura e propaganda antecipada o Art. 36-A da Lei 9504/97, com nova redação dada pela Lei 13.165/16 preceitua que: “Não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação da qualidade pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter cobertura dos meios de comunicação social via Internet”. Partindo deste princípio é publico e notórios que ele não está sendo cumprido por certo candidato já julgado em 2.º Instância, situação que o impede de se candidatar, proibido por lei e sujeito a prisão por mais de 12 anos. A afronta a legislação é tão grande e não se vê a justiça eleitoral proibi-lo de fazer comícios em várias regiões do Brasil, em cujo palanque incita à violência, faz pedido explícito de voto e ainda, nas suas idas e vindas, usa da máquina pública, como os veículos e batedores da policia rodoviária Federal e outros aparatos para adentrar as cidades em profundo desrespeito à população brasileira. Urge que a justiça eleitoral tome providências urgentes e proíba, desde já, a seqüência de comícios, seja do Lula ou qualquer outros, ao quais já estão causando revolta por onde passa e se providências não forem tomadas, pode continuar acontecendo acontecer situações desagradáveis e indesejáveis, porque o povo não aceita mais este tipo de gente, nem de corruptos, corruptores ou enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Infelizmente estamos assistindo mais uma demonstração do PT que deve estar com caixa cheio. O ex-presidente Lula, associando-se a dirigentes nacionais, aqueles que compõem o Diretório Nacional, membros que também são investigados pela Lava Jato, há meses iniciaram uma campanha eleitoral antecipada pelo Nordeste e agora pelo sul do País numa total afronta a legislação eleitoral e à própria inteligência do povo brasileiro. Urge que o Tribunal Superior Eleitoral proíba essas politicagens, principalmente no caso do Lula que já foi julgado em segunda instância pelo TRF-4 e condenado, incluído assim na Lei da Fica Limpa.




Deus salve o Rio

segunda-feira, 19 de março de 2018


Na semana passada eu assisti a uma novela global que se intitula: “Deus Salve o Rei”. Encerrada uma cena onde um arqueiro mata um indivíduo, enfiando-lhe uma flecha no peito, em seguida passei para um canal noticioso. A novela Deus Salve o Rei contava uma estória ocorrida idade média e o noticiário mostrava um morro no Rio de Janeiro alguém que tinha sido alvejado por uma bala perdida, sabe lá. Subindo aquele morro protegido por carros blindados seguia uma boa parte da milícia do exército brasileiro e um pelotão da policia militar do Rio de Janeiro, sendo todos recebidos à bala por traficantes. Olhei para o canto esquerdo do sofá e perguntei o meu sobrinho se ainda tinha vontade de conhecer o Rio de Janeiro. Mas para amenizar o ambiente e não lhe tirar de sua cabeça o desejo de conhecer a cidade maravilhosa, disse-lhe: Pietro, se você tiver medo de visitar o Rio jamais o deixe tomar conta de você e de irradiar a luz que habita no seu coração. Quem dera se as pessoas se levantassem e empenhasse em salvar o Rio de Janeiro, e o próprio homem, usando do poder para varrer a criminalidade; combater a própria a ganância pelo Poder; combater a corrupção generalizada; amenizar o ódio entre as comunidades e o crime organizado; eliminar do poder aqueles que visam somente o lucro fácil, assim como, extirpar os mandatários e políticos corruptos que vêm destruindo o Rio e o Brasil há décadas.

Os moradores dessa bela cidade devem se unir e lutar para conquistar a paz nos morros, nas ruas e avenidas; precisam se dedicar à busca do amor; da partilha; da ajuda e socorrer a quem mais precisar, sendo assim, acredita-se que tudo seria diferente. Não é utopia o que penso, é a coragem de acreditar que mesmo com poucas pessoas podemos aos poucos nos unir para mudar tudo que vem acontecendo, não só no Rio como em todo o Brasil. Combatendo a impunidade e todos os malfeitores e criminosos que vêm atentando contra o estado de direito e a democracia brasileira, há de se acreditar em um mundo melhor para todos.

Como salvar o Rio da criminalidade ou o carioca salvar de si mesmo? Hoje o rio de Janeiro é um núcleo duro cercado de clara de ovo por todos os lados, de liquidez instável que se modifica a cada dia. É o resultado de estímulos vívidos de formas diferentes, nada mais. Policiais invadem morros e escutam da comunidade os prantos e pranteados de inocentes. Nos casebres e nas ruas são encontradas, maconhas, seringas, maços e mais maços de cigarros, consumidos à exaustão durante as madrugadas. Os policiais cruzam com os transeuntes que descem e sobem o morro. É possível notar os dentes amarelados, corpos esqueléticos, maltrapilhos, um jeito esquisito de sorrir, os olhos baixos, tão inexpressivos e preguiçosos que parecem querer desistir de viver. Mas o núcleo duro permanece intacto, a personalidade continua com imensas crostas, assim como, a ira das lágrimas e o tremor das mãos tão ávidas para revidar ou vingar a morte de um inocente.

A inépcia do ego em servir-se do resto da alma de alguém ainda subsiste ao enfrentamento do crime organizado que se encontra sob o imponderável de seu Ser e é o que lhe permite sobreviver sem serem pulverizados naquele morro infestado de criminosos e traficantes. Não, não o orbe terreno, mas o Rio é circundado por cenas teatrais armadas de emoções humanas, sem destino, sem motivos, por isso, é que eles precisam de Deus para salvá-los, pois se dependerem do homem a impunidade permanecerá como está. Não é por acaso, mas tudo que está ocorrendo no Rio de Janeiro e ou mesmo no Brasil os exemplos maléficos “vem de cima”, do Poder maior e o que sobrariam dos cariocas ou brasileiros se a fornalha poderosa produtora da criminalidade trabalhasse sem descanso e voraz?

Pergunto: Qual é o futuro de uma cidade como o Rio? Cidade maravilhosa, que têm um povo alegre, mas abandonado à sua sorte, e que só é lembrado em tempos de eleições. Onde a justiça funciona somente para os que não têm influência. Enquanto políticos desviam grandes somas de dinheiro e nada lhes acontece, mas o ladrão de galinha fica anos na cadeia. Cidade onde quem tem opinião contrária é assassinada como aconteceu com a vereadora Marielle Franco e tantas outras pessoas, gentes importantes da sociedade carioca que foram assassinadas, também com muita barbárie, mas não receberam a mesma comoção dada pelos jornais e TV em relação ao caso da vereadora. Todavia, há de se ressaltar que de qualquer forma o assassinato de políticos á um atentado a soberania nacional. Entra nessa estatística de barbárie o assassinato de vários policiais honrados que combate o crime organizado, pais de família, mortos por traficantes, então, como fica?

Em se tratando do governo federal cito outro exemplo que enoja o povo é verificar que, para ocupar um cargo público, não precisa ser competente, apenas deve o nomeado ler na mesma “cartilha” de quem está no Poder. Não é somente o Rio que está em mal estado, mas sim, o regime e as pessoas desonestas que o governa. Por outro lado, como é que querem justiça num País onde se tem uma polícia e justiça acuada. Num País onde se fala em combater a corrupção, como é que vão combater a corrupção se o próprio mandatário é um corrupto e está sendo investigado pelo Supremo. Não há dinheiro para investir na saúde e na educação, mas há dinheiro para eles, quero dizer, para negociação de cargo para apoio político sempre tem. Há mais políticos preocupados em enriquecer a si próprios e as suas famílias do que o País. Isto acontece no Rio de Janeiro, onde sobram traficantes corruptos e corruptores, criminosos de colarinho branco que roubam bens, lesam o Estado e o próprio povo. Alguns foram presos e outros soltos através de Habeas Corpus pelo Supremo. São políticos apaziguados, ricos, com muito poder de mando, que desviaram dinheiro, lesaram o patrimônio público e ficaram impunes.

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Goianos na mão e contramão da história.

quarta-feira, 14 de março de 2018


Para escrever um artigo ou crônica com perfeição, compreensível, eu mantenho ao meu lado um dicionário para consultá-lo quando ocorrer alguma dúvida e, quiçá, para não ser mal interpretado, principalmente quando escrevo sobre a política brasileira. Mas, hoje, encafifado com tantos acontecimentos obscuros em nosso Brasil, pergunto: Até onde poderei levar esta encruzilhada em que a gente se encontra? Será que as pessoas estão dispostas a entender e encontrarem com o seu “eu” político, fazendo o percurso que a mente exigir? Por que será que a maioria das redes televisivas se esquiva de falar a verdade sobre a atual situação do País? Será que a propaganda paga pelo Governo é que faz a imprensa escrita e televisiva se calar ou distorcer fatos e manobrar índices de pesquisas? Será que a verdade sobre as despesas com a construção dos estádios serão ainda mostradas à população? Será que vão abrir a caixa preta e fazer sindicância junto BNDS como fizeram com a Petrobrás?

Depois destas perguntas e antes de receber de você resposta sobre elas, respondo: Estou convicto que não, e é por estas e outras razões e atitudes que muitas vezes escrevo usando as entrelinhas do silêncio, procurando não me calar, fazer uma boa escrita, pensada, elucidativa, para alcançar um fim comum, um convencimento, desiderato, e de certa forma, brincar sério com as palavras e mostrar o que está acontecendo e vem prejudicando o nosso País.

Pois bem, vou evitar colocar reticências para não soar como pausa e ou mesmo forçá-los a pensar, Ousei fazer uma pesquisa sobre alguns goianos que corromperam, manipulou, estiveram e ainda estão no Poder. Em relação à palavra corromper, infelizmente, eu tenho que falar de uma família de goianos, os irmãos Batista, de Anápolis, mandatários do grupo J&F, da JBS e Friboi, milionários que entraram na contramão da história corrompendo muitos políticos sem olhar sigla partidária, olharam apenas interesses próprios. Neste momento que escrevo me sinto deveras decepcionado com tudo e entendo não me convir falar mais sobre esses goianos que prejudicaram e muito a economia brasileira. Não quero comentar porque sobre os atos deles, pois o povo já está cansado de ouvir, de ver e ler. Mas hoje a palavra ânimo se aproximou de mim e explico: Recentemente, vemos mais um goiano ocupar o status de Ministro, o deputado federal licenciado Alexandre Baldy que nasceu em Goiânia e que, se administrar com probidade e sem usar a malfada corrupção, poderá deixar seu nome gravado nos anais história como um dos goianos que tiveram criatividade e a responsabilidade de comandar uma pasta, a do Ministério das Cidades, tão importante para o desenvolvimento do Brasil.

Em razão sua nomeação veio à minha cabeça o desejo de nominar, além dele, outros goianos que ocuparam e ocupam o Poder. O Estado de Goiás com a nomeação de Baldy passou agora, pela primeira vez ter o comando de dois ministérios ao mesmo tempo, uma vez que Henrique Meirelles, que nasceu em Anápolis em 31/08/1945, já ocupava o Ministério da Fazenda, sendo ex-presidente presidente do Bank of Boston antes de assumir o Banco Central na Administração anterior. Teve formação e pós-graduação em Harvard Business School e Escola Politécnica da Universidade de São Paulo · Universidade de São Paulo. Vê-se que estão em cargos extremamente importantes de decisivos para ajudar na melhoria da economia. Também como não me alegrar e ficar esperançoso com a indicação da dinâmica e competente Raquel Dodge, que nasceu em Morrinhos, minha conterrânea nomeada para comandar a Procuradoria Geral da República. Ela é filha de Ivone Elias Cândido Ferreira e de José Rodrigues Ferreira, então advogado, pais de mais três filhos, outra mulher e dois homens. A família morava em frente ao Colégio Coronel Pedro Nunes, onde Raquel e seus irmãos iniciaram seus estudos, acompanhados pela tia materna, a professora Ivonete Elias Cândido. Por fim, não poderia deixar também de citar o nome da Dra. Delaíde Alves Miranda, Ministra do Tribunal Superior do Trabalho, que tive a honra de ser seu colega na Faculdade de Direito.

Para finalizar, não poderia deixar de lado também outros goianos ilustres que serviram ao País. Pela ordem, eles exerceram cargos em ministérios de suma importância, como: José Leopoldo de Bulhões Jardim, que nasceu em Goiás e que foi o primeiro goiano nomeado Ministro; Olavo Noleto (Ministério da Comunicação); Iris Rezende (Ministério da Agricultura); Ovídio de Angelis (Ministro do Desenvolvimento Urbano); Lázaro Barbosa (Ministro da Agricultura) Henrique Santillo (Ministro da Saúde); Flávio Peixoto (Ministro de Meio Ambiente); Iran Saraiva ( Tribunal de Contas da União); Alfredo Nasser (Ministro da Justiça); Laurita Vaz (Ministra do Superior Tribunal de Justiça).

Para os cronistas, articulistas e comentaristas políticos que gostam de uma fala ou texto compreensível e não andarem na contramão da história, o único espaço aonde o sucesso vem antes de começar a trabalhar é o dicionário. Hão de se convir que um governo mal administrado, que anda na contramão, tenha um local inapropriado, de mão única, onde possui um cofre para proteger nosso dinheiro num ano de crise, e depois, ainda na contramão, pega-o de volta quando começa a sair da crise.




Simplesmente mulher.

segunda-feira, 5 de março de 2018


A gente se encanta com tão pouco, com seu jeito tão simples, tão carinhoso, tão especial, tão encantadora, tão suave, tão sedutora. Há tempos aceitamos que elas, sem maquiagem, ficam também lindas. Não é verdade? E quando estão com os cabelos molhados, principalmente pela chuva? Dá uma sensação gostosa não? Sejam soltos ou presos, mas quando vemos enxugados pelo vento que passa veloz ficamos boquiabertos e aí nos encantamos com seu ar juvenil, é como se elas voltassem a ser crianças, de uma delicadeza natural, sem igual, afinal, elas são genuinamente bonitas por natureza e disso nenhum homem discorda.

Algumas mulheres são tão preocupadas com a estética que às vezes nos assusta, todavia, gostamos também de apreciar uma boa produção, não tanto exagerada, mas apreciamos. E quem não gosta de desfilar com uma mulher bonita nos corredores de um shopping, cheirosa, maquiada, com o cabelo arrumado, um belo vestido ou uma roupa adequada como aquela que se usa para ir a uma festa, a um jantar ou cinema? Não há ego masculino que resista aos requintes da sedução feminina, muito embora a preparação não seja apenas para atrair apenas o homem desejado. Há muito mais entre uma calça jeans que ela usa ou um vestido comprido cobrindo todo o corpo. E os cílios postiços e lábios pintados, então? Será que a vã filosofia masculina é capaz de entender? De certa forma não, porque somos eternamente tolos e em certos momentos ficamos até abestalhados.

A mulher demora a se arrumar porque ela se arruma pra ela, pra sua auto-estima, para o seu bem estar e não pra gente. Mas ela está certa. Mesmo não sendo, quer se mostrar mais magra, até mais do que está e nem importa o que venham dizer. Se gordinha, nem liga, ele se acha fofa e a gente também. Mas fiquem atentos, pois magrinha ou gordinha, ela se importa sim, principalmente com o que seu amado pode pensar e dos que outros homens também poderão pensar e admirar nela. Se dissermos que ela está assim, assim, assaz, não acreditem, desconsiderem a opinião e nem queiram saber. Cria-se uma relação de amor e ódio com o espelho, pois quer agradá-lo diariamente. Olha, olha, passa as mãos no cabelo, solta um leve sorriso e pergunta: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?” Ainda bem que espelho não ouve e nem fala. O pior é se perguntar pra o espelho não tão bonzinho se ela está gorda e ele responder, será que a resposta será sempre não? E presta atenção no que eu disse, sempre! Se for sim, no dia seguinte tenho a absoluta certeza de que fará matrícula numa academia e começará a tomar produtos para emagrecimento.

O fato da mulher querer estar linda o tempo todo é obvio e tem certo propósito: marcar território. E como aquele cachorrinho que anda pelas calçadas e quando sente cheirinho deixado por outro, vai ao local e faz xixi, o que quer dizer: “não faça mais aqui, pois este espaço tem dono”. Interpretando no caso da mulher: trata-se de uma alerta para as “periguetes” que tem a intenção de “dar em cima” de seu homem e até porque a oponente se acha mais do que é. Como diz o velho Pantaleão: Não é verdade Terta?! Pode-se afirmar também que é uma mútua antipatia espontânea, mas eu prefiro pensar que o cerne da questão ainda somos nós, meros e humildes seres masculinos.

Se você quer agradar uma mulher, não mande flores, apenas. Algumas nem gostam, mas sabemos que em tudo exceção. Na verdade fingem que não gostam para não parecerem frágeis. Sabe o que mais encanta mais a uma mulher é ganhar sapatos novos, um belo vestido, uma jóia, ou em último caso, se o marido ou namorado tiver disposição, cozinhar e ainda lavar os pratos. Mulheres não se permitem fraquezas, a menos quando querem chamar à atenção. Elas suportam uma dor por alguns segundos do que agüentaríamos a vida inteira, mas reclamam de um desconforto nas costas, apenas para ganhar colo, ou uma boa massagem com gel de arnica e um cheirinho no cangote. Mulheres é assim, uma ebulição de hormônios e, até nisso, os culpados somos nós.

Conviver com uma mulher é a arte da compreensão, ou vice-versa, porque não somos fáceis também de lidar. Não somos fáceis mesmo, mas às vezes só queremos ficar ali, esparramados no sofá, assistindo a um joguinho de futebol, passando de um canal a outro. Sabemos que elas precisam de atenção, mas justamente na hora em que nosso time joga e no meu caso, o Vasco da Gama, que está jogando, aí demais, então como devemos fazer? Sabemos realmente que precisam da gente e aí olhamos pra elas enquanto falam, esperneiam. Quanto a mim que continuo vidrado no jogo não interajo, mas como interagir se ela está manuseando o tal Whatsapp? Nem o larga. Enfim, que continue com esse famigerado celular, exclusivo dela, porque enquanto ela estiver usando-o assisto sossegado ao jogo.

Por fim, 08 de março, dia internacional da mulher, eu não poderia deixar parabenizá-las, assim como, de citar algumas frases da música “Mulher” de Martinho da Vila: “A mulher pode ser loira, morena, branca, ruiva, confusa, desequilibrada, carente, atrevida, acanhada, de guerra ou de paz,” Mas essas mulheres tão exaltadas pelo sambista esperam de fato é serem cuidadas, cativadas, conquistadas, amadas, e continuarem lindas, usando ou não seus vestidos de grife, moletons, calças jeans, ruges e batons.


Voltar a sorrir, talvez sim, talvez não.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018


O tempo passou e eu nunca fiquei sabendo por que aquele menino não sorria, talvez porque sofrera algumas decepções e desilusões no decorrer de sua infância. Talvez, durante este lapso de tempo deixou de ter esperança em um mundo melhor; talvez o seu semblante de menino não revelasse a verdade de seus gestos, o amor e uma vontade férrea de vencer. Menino que não sorria mesmo num dia lindo, talvez tal situação ocorresse por não conseguir concretizar seus sonhos e ideais; menino que mesmo assim nunca se considerou derrotado. Talvez, ele possa até ter sofrido alguma injustiça, sem jamais assumir o papel de vítima. Talvez tenha enfrentado alguns inimigos e não ter a humildade de aceitar as mãos que lhe foram estendidas. Talvez numa dessas tentativas ele tenha até derramado muitas lágrimas, as quais, talvez, não passassem de meros pingos.

Para ele, talvez, o tempo tenha escorrido entre os dedos, mas jamais teve vergonha dos seus gestos e dizer o porquê não sorria. Talvez tenha sido enganado várias vezes. Talvez, sim, talvez não, mas jamais soube a razão, Mas, talvez, não deixou de acreditar que em algum lugar alguém venha merecer o seu sorriso, incapaz de ferir qualquer sensibilidade. Talvez com o passar dos tampos possa perceber que cometeu erros. Talvez sim, talvez não, mas nunca desistiu de continuar trilhando o seu caminho. Talvez, com o decorrer dos anos  perca grandes amizades e nem volte mais a sorrir. Talvez vá aprender que aqueles que realmente foram seus verdadeiros amigos que nada está perdido. Talvez algumas pessoas queiram o seu mal, que o seu semblante continuará fechado no futuro, talvez sim, talvez não, pois, vai continuar plantando a semente de a fraternidade por onde passar. Talvez... Talvez ele não tenha motivos para grandes comemorações; talvez, nem se deixe alegrar com as grandes conquistas, ou talvez, jamais deixará de buscar. Talvez a vontade de abandonar tudo tornasse a sua companheira, a qual, talvez, ao invés de fugir, correu atrás do que almejava. Talvez ele não fosse exatamente  o que se comenta, pois, realmente gostaria de ser uma pessoa importante e com o passar dos tempos; talvez, admirará o seu jeito de ser e como será, porque, no final, saberá que, mesmo com incontáveis dúvidas, ele será capaz de construir uma vida melhor e, talvez, volte a sorrir ou talvez não.

Quando escrevi o poema intitulado “O menino que não sorria”, o meu personagem era um menino de periferia que eu conheci numa avenida bastante iluminada em uma região central da cidade, porque como explicar o uso hoje da palavra duvidosa “talvez” neste texto: Nada se deixará de colocar no início, no meio ou no fim um “talvez”, porque em qualquer texto existirão dúvidas por isso a inserção de alguns “talvez”, que sempre ocorrerá na certeza de que a vida do meu personagem valeu à pena e  eu escrevi usando o “talvez” procurando dar o melhor de mim e um final melhor pra ele.

Certa tarde eu senti saudade do sorriso de alguém, alguém que pudesse sorrir tão bonito, seja na rua, numa janela, na porta de um prédio ou casa qualquer. Queria apenas um sorriso que me lembrasse o do menino que não sorria. Bem que me disseram que depois de muito tempo sem ver um sorriso, só melancolia, qualquer situação vira saudade pura. Não tenho medo de clichês: amor realmente não basta quando duas pessoas vivem momentos diferentes. Quando o amor nasce na primavera o olhar das almas florescem, se encontram se amam e o amor pode ser extremamente bonito, mas também frágil demais. Não comum, vem o amor quente de verão e muda todos os sentimentos que se tornam delicados como cristais. E, depois, vem o outono, onde há vasos floridos de uma extinta primavera que precisam ser tratados com extrema delicadeza. E palavras rudes são tombos altos, por isso deve vir o sorriso para amenizar. A decepção condiciona o amor, que, para ser amor, há de ser incondicional. As pessoas precisam conhecer profundamente o caráter da outra para não precisar ficar segurando o vaso de outono o tempo inteiro.

Hoje quando eu olho os cacos de alguns, sinto desaparecer o meu sorriso e ele pode ser aquele que recebi de alguém que estava numa janela de uma casa qualquer, cujo sorriso me faz lembrar o menino que não sorria. Vem a saudade. Saudade que não aumentou e nem diminuiu quando olhei para os cacos esparramados pelo chão e cada pedaço me fez lembrar tudo que está em cada um nós. Tudo que aconteceu até hoje desde que conheci aquele menino fez de mim uma pessoa melhor. Porque a alma ainda ama e quando fazemos alguém sorrir, nos ama mais ainda. Sem o talvez sim ou talvez não, se eu tivesse cola, eu juro que tentaria colar sua foto num álbum, estampando um sorriso, quando lhe agasalhei com um grosso cobertor numa noite fria de inverno, mesmo que aquela ação não passasse de uma utopia.




Em busca do elo perdido, além de mais além

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018


A gente sonha, imagina coisas interessantes, bonitas, misteriosas, reais até surreais, que achamos existirem num lugar qualquer, misterioso, e que podemos dizer que fica além de mais além, onde nossos olhos jamais podem alcançar e nem nossas mentes sabem discernir onde fica, Vivendo no mundo real, sem sonhos, nem notamos que o perigo que nos rodeia é iminente, então, percebe-se, de repente, a inexistência de futuro, de um amanhã incógnito, sabendo que ele é subseqüente e o único momento que temos para prosseguir na caminhada em busca do elo perdido. Nesta caminhada poderão acontecer desastres e serão extremamente reveladores, fazendo-nos desconhecer como será o amanhã. Sabemos que eles existem e não trazem nada de novo para o mundo, simplesmente fazem com que a gente fique consciente do mundo como ele é. Certos acontecimentos nos despertam para a vida, todavia, se você não entender isso, pode enlouquecer, mas se entender pode ser que você desperte e deixe de ir à busca de seu elo perdido, num mundo desconhecido, além de mais além.

Para procurar alguém ou alguma coisa real, palpável, realmente não devemos vacilar, mas como pessoas inteligentes que somos, deveremos fazer tudo corretamente e de forma ponderada, arriscar se for preciso e jamais vacilar, pois o dia seguinte pode não existir e aí será tarde demais! A pessoa pouco inteligente geralmente nunca vacila e nem hesita, e isso é fato. Então, por que nos preocuparmos com aquilo que pensamos existir além de mais além. Devemos viver o hoje com prazer, sem medo, sem culpa. Viver sem nenhum medo do inferno ou sem ansiar o céu. Devemos simplesmente viver.

Certa vez, uma jovem dizia estar com o coração partido e perambulava sozinha numa rua deserta, com pouca iluminação e quem passava por ela não podia ver o brilho dos seus olhos, nem o seu rosto, o modo de caminhar e seu anseio por uma vida nova, Perecia estar à procura de um elo que a ligasse alguma coisa real e ou mesmo surreal. Lágrimas desciam pelo sua face, me fazendo entender que procurava dar um fim em sua vida naquela rua deserta. Ao passar por ela jamais pensei que conseguiria achar o seu elo perdido: o amor próprio, e que existiria o tal conto de fadas, mas agora sei que ele existe porque eu a reencontrei noutro local bastante iluminado, não profano, com os olhos brilhando, pois ela se tornou mais forte que o tempo e atravessou a imensidão do espaço que transcendia os limites de sua existência.

Com o pensamento alhures olhou para o horizonte longínquo, agarrou nas mãos de sua fada madrinha que apareceu do nada, fazendo-a prosseguir na sua caminhada, cuja distância e nem o tempo podiam forçá-la a cometer outros erros. Ela sempre pensava que as amizades continuassem para sempre, mas hoje não tem mais tanta certeza disso. Cada pessoa amiga segue outros rumos e às vezes nem deixam pista, mas, talvez, até voltariam a se encontrar um dia quem sabe... A jovem Magali de quem falo acreditava que do lado delas encontraria os melhores momentos da sua vida, as melhores risadas, as melhores palhaçadas, as melhores brincadeiras sem se decepcionar.

Não precisamos ir à busca de elos perdidos ou nos deixarmos perder durante nossa existência, nem precisamos além de mais além, rumo ao desconhecido, pois durante a nossa caminhada conhecemos coisas insuperáveis e pessoas todos os dias, a maioria delas, talvez, por acaso, mas algumas acreditamos terem sido enviadas Deus. Estas se tornam pessoas especiais, que nos compreendem e que estão sempre conosco, seja na doença, na alegria ou na tristeza, cujo vínculo a gente não consegue explicar.



Carnaval: o luxo, a droga e o lixo.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018


Debruçado sobre o vão da janela observava as árvores enfeitarem as ruas acinzentadas do cotidiano. Era fim do carnaval, mas, de repente, não sei como, apareceu alguma coisa, talvez extraterrestre, que me forçava a pensar e lembrar dos melancólicos despojos carnavalescos: as ruas desertas, os pavilhões, arquibancadas e passarelas que se tornavam simples esqueletos; oscilando no ar farrapos de ornamentos sem sentido, carrancas, máscaras, serpentinas, magos, amarelos e encarnados, batidos pelo vento; torres coloridas e desmesurados brinquedos que ainda se sustentavam de pé, intrusos, esquisitos, anômalos, esparramados na rua entre as árvores e postes. Era o fim mesmo! Via-se o luxo jogado no lixo! Acabou o artifício e muito dinheiro foi para o ralo; esvaíram-se as mágicas, tudo voltou à realidade. Foram-se as batucadas carnavalescas, mas, para a pessoa sensível, era possível ouvir comentários sobre educação precária, pessoas morrendo nos hospitais públicos e roncos de barrigas famintas vindos das esquinas e becos da cidade.

Antes e começar a escrever esta crônica agucei os olhos optando por usar apenas a janela da alma, e sob o toque do silêncio, sabia que ainda poderia enxergar alguns transeuntes fantasiados de palhaços, levando seus pedaços de ilusões outrora esquecidas sobre as mesas de bar, justamente  na quietude das horas mortas que às vezes, dominados pela bebida alcoólica nem  se lembra quem  foram. São tantas histórias perdidas nos labirintos da memória que sequer enxergam as flores que circundavam os jardins que enfeitavam cada passo no crepúsculo da madrugada e extasiadas, procuravam retornar ao lugar do qual nunca deveriam ter saído. Deixavam os bares e salões e com passos lentos e solitários, saiam cambaleantes pelas calçadas, enquanto o sol se despontava no horizonte clareando ruas e avenidas para que pudessem seguir em frente sem titubear. 

Á medida que ia contabilizando os metros percorridos por aquelas pessoas, entendi que cada passo poderia estar representando cada etapa de suas vidas, mas lembrando que à frente poderia existir um abismo, receber uma bala perdida e serem empurrados pela mão invisível do destino e só diante desta situação se lembraria Deus. Continuava observando os olhares vagos que, fixos na parede do universo, poderiam tornar-se translúcidos e só a mão mágica do destino poderiam transformá-los numa moldura estelar que pudesse enfeitar o céu antes do amanhecer. Ora, sabem que Deus é o arquiteto do universo e que procura comunicar e se fazer presente em cada momento de nossas vidas, numa demonstração de que somos amados, que vale a pena lutar por uma vida nova, ser possível deixar o vício e ser feliz. É possível mostrar para os dependentes químicos, para os viciados em drogas, internet e até em  televisão, o valor das coisas simples e da superação, porque Deus se revela na simplicidade e nos ensina como superar tudo o que acontece no nosso dia-a-dia. ELE se revela na beleza de uma flor, no cantar de um pássaro que voa amparado pelo vento; se revela através  de um  rio que desliza manso em seu leito levando as flores e folhas secas que se desprendem dos galhos ribeirinhos ou no abraço e palavras sinceras de amigas e amigos.

A missão de cada um é restaurar vidas, temos uma grande responsabilidade, pois cada um que vem até nós nos foi confiado por Deus e aqueles que não foram que encontrem entre nós o apoio merecido, carinho e amizade verdadeira. Aqueles que são dominados pelo vício que procurem se desvencilhar desse mal e vivam intensamente. Aqueles que não forem que evitem situações e pessoas que possuem sinais do pecado. Valorizem seu corpo e prezem a saúde. Todos somos filhos de Deus. Somos livres e não nos  deixemos escravizar por tudo aquilo que é maléfico a nossa saúde, através de propaganda ou cenas picantes, apresentadas até de forma inconseqüente pela internet ou TV. 

Eu aprecio alguns programas de TV e a internet é importante para o mundo moderno, entretanto, é importante e salutar que saibamos discernir somente aquilo que venha acrescentar em nossas vidas e o que possa interessar a nossa formação intelectual. Cada dia, milênios de evolução são esquecidos em nome do fetiche tecnológico. Apetrechos fabricados ao menor custo e com baixa capacidade científica passam a influir e servir-se de psicologia barata para aliviar o desespero pós-moderno, cujas escolhas nos trazem um amargo na boca e caminhos que se bifurcam  num paraíso que fica cada vez mais distante, não obstante sendo importante lembrar que nós somos frutos de nossas escolhas. Deus quer que valorizemos nossas vidas e ainda dá-nos liberdade para fazermos nossas próprias escolhas.



A teia do destino

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Costumeiramente, vou à sacada para olhar o vazio da rua. Certo dia, de repente, eu me senti extasiado diante da grandeza do universo e dos enormes prédios que circundava o meu. Olhei para o infinito e observei milimetricamente cada detalhe que o compõe e notei que todos fazem parte da teia que rege o universo, cada um com seu destino e importância. Era tanta beleza que um sorriso brotou em meu rosto, meus olhos brilharam diante do ambiente místico e um charme especial foi trazido pelo vento que adentrou e se misturou como se ele fizesse parte de uma orquestra cheia de mistérios. E, toda vez que estou na sacada eu me mostro ao mundo da forma que sou e o mundo me mostra a forma que ele é, e aí me extasio diante do brilho do sol que também penetra trazendo sua quentura, mas o céu queria encantar-me mostrando todo o seu esplendor, o vento que fazia parte desse universo soprava suave trazendo fragmentos de amor que saiam das teias do destino em direção ao meu peito e tudo se transformava em sorrisos, entre eu e ele. O ambiente místico parecia desabar, mas boquiaberto e olhando para a teia do destino, declarava que amava tudo ao meu redor

Em certo momento vi a saudade chegar, sentar junto comigo numa pequena mesa exposta na sacada. Olho com certa tristeza para o infinito e emudeço, esperando, que ninguém chegasse a ouvir de meus lábios um grito de saudade mesmo que tivesse sobre a mesa uma bebida impregnada de sabor. Não tinha nada e nem bebia qualquer coisa continha álcool, pois traria mais saudade. Peguei uma folha de papel, uma caneta, comecei a rabiscar e notei que ninguém estava lá para me azucrinar. Dei uma pausa e naquele mesa pensei na tal saudade, depois, de cabeça baixa eu comecei a juntar os escritos, ou rabiscos, sei lá. Foram horas e horas para que eu pudesse definir sobre o porquê daquela saudade e porque ela estava ali diante de mim. Perguntei a mim mesmo: Será que é mania de poeta criar coisas assim para ter a satisfação de decifrar o que sente, pois à saudade vinha em forma de poesia. Era um final de tarde, nem fria ou chuvosa, mas deixava o meu coração triste e solitário. Submergido numa teia de pensamentos e reflexões, mas imbuído de ir à busca do impensável, de compreender e aceitar a realidade que me circundava quedei-me diante do meu desabafo interior na tentativa de afugentar tudo aquilo que vinha da teia universal que de certo modo controlava o meu destino e trazia muitas incertezas.

Com a caneta na mão e a poesia no coração, constatei que nem tudo era só saudade que se impregnava em mim, mas também a alegria. As magoas corroboravam na formatação de rimas que se espalhavam no quadriculado papel, versos sobre amor que já não valiam mais, mas sempre deixava algo para me machucar. Rabiscos e mais rabiscos enchiam a esbranquiçada folha, se misturavam, se convergiam, nascia mais um poema, mas o poeta e sua caneta, nem sabia se a dor era à toa, ou se era de verdade, se era poesia ou poema, se alguns versos podiam magoar alguém, Então a saudade e poeta juntos naquela sacada se tornaram partes de uma moeda de pouco valor comercial, a tinta incrustada na caneta pouco valia, somente o papel rabiscado e cheio de poemas tinha o seu valor. Valor que o poeta não contabiliza e nem soma a eles sua dor, pois faz parte do seu jeito de pensar e escrever.

Sempre existirá um mundo repleto de inocência quando se tratar do olhar infinito de uma criança, por isso, acredita-se que existe algo diferenciado quando se vê coisas originárias da teia do destino, ocorrendo um contraste de revelações pelo que podemos continuar sendo. É fato que o amor é inevitável quando tudo é frágil, mas, todavia, admiramos a fortaleza dos sentimentos que guiam os bons. Quando se trata de envelhecimento a juventude demonstra certo desequilíbrio, porque estão cercados de escolhas, pelas quais o mundo é confuso na sua lógica.  Ensiná-los cedo a distinguir o caminho e que o futuro é uma sombra de fatos, continuamente o que se faz a cada dia e, não importa se for no amanhecer, na noite, nas horas que mudamos o senso da virtude, tudo estará no lugar de espera. 

Olhando para a teia que cobre o infinito ou coordena o destino de cada um, esse limite do olhar ultrapassa o improvável e sempre rouba o nosso tempo e o pensar empobrece a certeza.  Essa teia esconde nossas dores e os segredos vagam por um mundo sem respostas, culpando o passado, como abrir um álbum de fotos repletos de rostos, talvez com semblantes de saudade e remorso, que nos intriga e instiga à realidade e a comparação da felicidade. O olhar fora do alcance, seja no espaço das ilusões, seja numa fila interminável, sem saber quem é o primeiro ou o último; uns e outros indo para lugares certos expressando sorrisos, imbuídos de esperança, e tudo aquilo que jamais traria o desassossego ou brincar com o que não se tem.

Olhando pela sacada rumo ao universo infinito como eu sempre faço, sem os insultos do silêncio de ontem, sei que diminuo o meu sofrer, todavia, a fragilidade de existir entre o que é eterno e mortal, às vezes posso ter trazido desde a infância até ao envelhecer. Sentir na pele as mudanças, sentir na mente os pensamentos as lembranças, sentir na atitude de escrever alguns arrependimentos; porque destes, somos de uma complexidade de corpo inspirado pela alma. Então, devemos remanejar a teia que controla nosso destino, deixá-la livre, assim como a nossa vida e as expressões que se tornaram ociosas. 


 
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