Amigo leitor (a)

Amigo leitor (a). Quando lemos um livro, ou qualquer texto, publicados ou não, que são sinônimos do prazer, por mais simples que forem, sejam reais ou surreais, nos permite exercitar a nossa memória, ampliar nossos conhecimentos e nos faz sentir as mais diversas emoções, por isso, sensibilizado, agradeço a sua visita ao meu Blog, na esperança de que tenha gostado pelos menos de um ou que alguns tenha tocado o seu coração. Noutros, espero que tenha sido um personagem principal e encontrado alguma história que se identificasse com a sua. PARA ABRIR QUALQUER CRÔNICA OU ARTIGO ABAIXO É SÓ CLICAR SOBRE O TÍTULO OU NA PALAVRA "MAIS INFORMAÇÕES. Abraço,Vanderlan

Ainda existe luz no fim do túnel

quinta-feira, 19 de julho de 2018


Naquele quarto frio, iluminado por uma pequena lamparina, parede construída de puro adobe, porta com tramelas, crianças desnutridas, amontoadas em pequenos colchões, vislumbra-se a figura angustiada de um homem trabalhador a espera de dias melhores e da realização de seu maior sonho: ter sua casa própria.

Anestesiado pela dor que pune as paredes estomacais pela falta ingestão de alimentos, aquele trabalhador possuído por uma impropriedade mundana corroída  pelas intempéries do tempo, ainda consegue assistir na sua pequena TV em preto em branco, além de  sussurros, maledicências, também as descrições  metafóricas das sandices de locutores esportivos criticando os jogadores brasileiros.  Ele assistia estupefato ao jogo ruim e à desclassificação da seleção brasileira e outros comentários sobre atos de corrupção na CBF e ou mesmo do presidente da república que nem tava aí pra seleção e se o Brasil se encontrava em estado de penúria, eram comentários que mais  parecia uma cena de filme de ficção, mostrando uma desfaçatez absurda e curiosa que não se limitam a própria esfera de seu infortúnio político.

Não mais suportando estas decepções que a vida nos prega, tento corroborar a tentativa fajuta de escape de minha circunstância natural refutada pela aversão ontológica daqueles que escarnecem do eleitor, do trabalhador, do honrado, do honesto, do... Aqueles que se esbravejam diante das minhas minúcias; aqueles inescrupulosos desguarnecidos em seu próprio habitat, que fugidamente retroagem aos gêneses dos ritmos das marchas fúnebres. Tudo parece pousar na personagem maculada dos observadores mais atentos, a figura de  um corrupto, de um rosto-preguiça pálido sentado em poltronas de anos de maledicências, mostrando uma silhueta disposta ao ridículo.

Naquele rosto desguarnecido de qualquer compostura e respeito ao povo brasileiro e diante de uma seleção desclassificada, estampado na primeira página de um jornal, se vislumbrava uma profunda abstração em forma de pintura de escárnio, tal como aquela dor que sobe por nosso estômago e que muitas vezes nos levam ao vômito.

O Brasil está fora das finais da Copa do Mundo, mas esquecem que isto fortaleceu patriotismo, rejuvenescerá e se estenderá até outubro, quando o povo escalará um time que, mais do que levantar uma taça, poderá erguer o País e dizimar de vez essa corja corrupta que vem saqueando os cofres públicos. Hoje até podemos não estar respirando melhor a nossa dor. Hoje até podemos não contrair nossos músculos de moralidade, mas de uma coisa tenho certeza, pois em outubro usaremos nossa arma, o voto para eliminar de vez os políticos que não respeitam a coisa pública. Depois de outubro retornamos a um novo tempo, tempo do trabalho, da recuperação do crédito e do trabalho honesto, tempo de podermos pagar em dia as nossas dívidas e  na certeza de que, as lágrimas derramadas com a derrota da seleção brasileira significarão e muito, pois delas surgirão sorrisos e vitórias e todos se sentirão felizes e capazes de verificar que ainda existe luz no fim do túnel antes mesmo que estas linhas sejam denotadas de melancolia, dor e decepção.

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O sonho e a bicicleta

terça-feira, 26 de junho de 2018


Há dias vinha sonhando com caminhos estranhos, incertos, estradas e trieiros cheios de poeiras e pedras pontiagudas que feriam meus pés descalços. Sempre quando acordava ficava preocupado com essa repetição de sonhos: apareciam os mesmos caminhos e eu andando á pé meio perdido e com certo cansaço. Numa manhã ao levantar fiquei pensativo por instantes e depois questionei ao meu próprio sonho porque não me deixava sonhar pelos menos pedalando uma bicicleta. Este questionamento eu fiz por vários dias, mas numa certa noite, como por encanto, quando me aproximava da primeira estrada de chão deparei-me com uma bicicleta que estava encostada no tronco de uma árvore. Parecia que o sonho estava de brincadeira comigo, mas mesmo assim agradeci. Peguei a bicicleta e comecei a pedalar. Não posso dizer a marca dela porque senão a indústria teria que me pagar pela divulgação, mas era novinha em folha. Pensei comigo mesmo: Como a gente pode sonhar dentro do próprio sonho e ainda tudo possa parecer impossível. A gente deve lutar ainda que o inimigo seja invencível nas estradas poentas. A gente deve andar ou pedalar por onde o corajoso não ousa ir. A gente a cada passo ou quilômetro percorrido deve transformar o mal em bem, ainda que seja necessário caminhar mil milhas por estradas incertas e sinuosas. A gente deve amar o puro e o inocente que encontramos pela frente, ainda que seja inexistente. A gente deve resistir aos obstáculos encontrados, ainda que o corpo pareça não resistir mais.

Ao final da caminhada possamos alcançar outras estradas não sinuosas, ainda que pareçam inalcançáveis. E a vivência de tudo isso é como andar de bicicleta, mesmo que no sonho a gente almeje ter uma moto ou um possante. Viver nada mais é do que aquele desejo de mudar o mundo ao seu gosto, e aquele sonho real que eu tive que parecia impossível e hoje não cabe na minha realidade, pois passo por aquelas estradas na minha camioneta, mas jamais deixei de agradecer ao meu sonho por ter me oferecido uma bicicleta.

Ao recordar daquele sonho procurei em minha mente manobrar com maestria aquela bicicleta, pedalar bem, equilibrar, não parar para não cair. E durante o silêncio que pairou naquele sonho, assim como nos sonhos que se seguiram, procurei ficar acordado durante enquanto sonhava se é que é possível isso. Pedalava ligeiro, cortava estradas e trilhas em regiões inóspitas, sem qualquer moradia para que eu pudesse acenar e mostrar prá eles minha alegria. Respirava poeira, escutava sons emitidos pelo vento, procurava esconder do escaldante sol, me esquivava dos barrancos e das travessias impetuosas que nem contabilizava, pedalava, freava quando me sentia diante de um precipício, de um ocaso, mas sempre em busca de novos ares. Quantas vezes eu andei e pedalei em silêncio, como a um morto, mas era mais vivo que os demais, pois entendi que não há sonho impossível para quem nunca desiste e acredita que intransponível é um lugar que não existe.

Eu tenho sonhos, tenho arrependimentos. Penso coisas impossíveis e não suporto quando alguém diz que estou errado, pois sempre trilhei no rumo certo. Sempre tive vontade de crescer, mas ao mesmo tempo, não deixar de ser criança. Sempre tive plena convicção de que as pessoas que falam dos outros pra mim, vão falar de mim para os outros. Acredito que o mundo pode mudar se todos fizerem a sua parte e quando escrevo às vezes me perco nos meus pensamentos e acabo contando meus segredos que são levados pelo vento, mas felizmente, ninguém o vê passar. Sou viciado em textos e legendas poéticas extraídas de coisas do cotidiano que podem estar acontecendo comigo.

Eu sou imprevisível. Tenho o péssimo hábito de olhar para as coisas com certa desconfiança. Tenho mania de escrever e quando estou escrevendo é para dizer o que penso, mas não obrigo ninguém a escutar. A pessoa lê se tiver vontade, pois a gente não escreve para agradar todo mundo. Eu não escrevo para agradar ninguém, é sério o que falo, mas é serio também que muitas pessoas gostam e elogiam o meu trabalho e a forma com que escrevo. Eu sigo o meu coração não importa para onde ele vá. Cultivo os amigos e não as mágoas. E tento ser uma boa pessoa. Para os outros e para mim. E quem nunca sofreu, chorou e achou que o mundo ia desabar não se deu conta que algumas dores só cicatrizam quando outras aparecem, principalmente quando a gente se transforma num Condor: Uma dor aqui, outra ali, outra lá, outra acolá. Por essas outras razões é que procurei decifrar meus sonhos e entender o porquê ele me deu uma bicicleta, ao invés de uma moto ou carro. Acredito que não foi por bondade e nem em razão de meus feridos pés, mas para me dizer que sonhar não é pecado e ele jamais respinga coisas surreais. Respinga segurança, intensidade, perfeição para que tenhamos modos perfeitos para agir. Para alguns eu sou mais uma pessoa querendo ser diferente, para outros eu sou a própria diferença.



Holocausto ético e moral no Brasil

quinta-feira, 14 de junho de 2018


Durante um estudo acadêmico sobre ética, à luz da experiência do Holocausto nazista, vi que estas palavras se desenvolveram rápido na última década. Na minha própria perspectiva sobre ética à sombra do Holocausto vi que ela se moveu muito e na mesma direção de outros autores. Mas eu enfatizaria quatro áreas cruciais para a discussão, que são bem tocadas em alguns escritos. São a questão de como entendemos o papel de Deus na história humana depois do Holocausto e as implicações para senso de responsabilidade humana, a centralidade dos direitos humanos na auto-definição religiosa, a influência de estruturas no comportamento moral e no papel do ritual no formar da moralidade pública. Entretanto, no que concerne ao tema proposto, dentre todas as violências que enfrentamos a ética e a moral talvez sejam as frases mais perturbadoras no momento político brasileiro, porque não são silenciosas, estão a olhos vistos, causam espantos na sociedade e permitem durarem para sempre caso não haja uma interferência urgente da justiça brasileiro, porque se dependermos do Congresso Nacional o holocausto será ainda maior.

A falta de ética e moral, que neste texto denomino-as de corrupção ativa e passiva, são capazes de permitir que milhares brasileiros morram em hospitais e a cada dia vimos o direito do ser humano ser jogado no lixo. Trata-se de um holocausto praticado pelo próprio governo infestado de corruptos, com a conivência de parte do judiciário que nada faz para acabar com a famigerada imunidade parlamentar, que a invés de incriminá-los judicialmente e prendê-los, traz à tona o que está à margem da imagem de um holocausto, não dá voz a quem precisa e cala que tem o dever de informar, talvez eles os considerem inconvenientes à justiça que define quem pode ser ouvido ou não, quem pode ser punido ou não, quem pode ser solto ou não, mesmo eles trazendo na “bagagem” um mar de corrupção.

Neste sentido, as cenas que assistimos durante um julgamento de alguém, principalmente os do Poder, transmite uma poderosa insatisfação e a não necessária mensagem por meio dos debates jurídicos onde falam dos algozes da nação, com intensidade, como se o povo não merecesse o respeito devido e a não definição de quem merece ser ouvido, de quem merece ser calado, de quem merece ser respeitado. São coisas que vêm sendo discutido há décadas mostrando a sociedade o seu espaço, encurtado, e à difícil tarefa de se lidar com os gritos do povo brasileiro. É uma realidade tão real que traumatiza, é tão indigno o “modus vivendi” do povo brasileiro. A nossa justiça maior está se direcionando para aquilo que não quer reconhecer entre o errado e o verdadeiro e ainda transferir a carga processual para outro órgão da justiça para amenizar o ato corrupto praticado. Conclui-se então que são loucos aqueles que se arrastam pelo chão da honestidade, com olhar vago, corpo carcomido pelas intempéries e sons irreconhecíveis de uma voz rouca que tenta gritar por liberdade.

Destacamos no título deste artigo a ética e a moral que estão sendo distorcidas e destruídas em uma sociedade corrupta, neoliberal e capitalista. No Brasil, o que é lúgubre, efêmero, inescrupuloso e imoral está substituindo os valores morais por valores de má fama. Que País é este onde o que o ter vale mais do que o ser? Que administração é esta onde a perversidade e a mau caráter se propaga mais rápido que a velocidade da luz? Que País é esse onde se vêem corruptos e corruptores por todos os cantos?

Sobre o holocausto ético e moral que vem ocorrendo no Brasil sou obrigado a concordar com o texto de Agatha Faria: “Se um dia tiveres de optar pela ética e a moral escolha a ética. Pois a moral, ao contrário da ética nada mais é do que um conjunto de regras que faz de você um submisso da sociedade, a ética por sua vez, faz de você uma pessoa audaz, que age e fala de acordo com seu interior, suas ideias, com aquilo que parece ser realmente certo e não com o que os demais dizem ser o correto”




Existir, eis a questão.

quarta-feira, 6 de junho de 2018



Há tantos anos um amor inócuo e profundo vem persistindo tão constante quanto à existência do mundo. Eu nasci, lutei, vivi, sobrevivi e até chequei perto da morte. Não entendia o porquê de ter sido tão abençoado durante o meu existir. Foram incontáveis os anos vividos cheio de nuances que nem deu para contabilizá-las. Sonhei, deixe amontoar em minha mente versos e mais versos que fazia sem me inspirar no clarão da lua ou de um belo amanhecer. Quando escrevia me sentia voando, alcançar o imaginário e vibrar com aquele imenso espaço que eu mesmo criava em meu subconsciente, tudo com intuito de superar dores, buscar alegrias e coragem suficiente para um viver melhor. Mas tem dia que chega o momento da gente não mais poder voar, desaparecer, ir à busca de um mundo inóspito ou subir ao cosmo e brilhar como a lua e as estrelas, e tentar aportar perto de cada um deles e ver suas sombras cobrirem a imensidão do universo.

Não sei dizer se o meu existir me cansa ou se eu é que me sinto fadigado diante da minha existência. Repito sempre, ou quase, sobre os lamentos do dia-a-dia, desde o momento em que me levanto e vou ao trabalho, do regresso de um lugar aprazível ou quando descanso no dia seguinte para começar tudo de novo. Essa é a mudança que muitos não aceitam de forma alguma, principalmente se uma oportunidade lhes é ofertada. Ter que recomeçar alguma coisa ou tudo de novo, abala-me e sei que acontece com muita gente, pois assim é a vida, corriqueira e imutável, que pode trazer segurança, mostrar os caminhos, os atalhos, os desvios e as curvas que muitos devem evitar.

Avançar, recomeçar é preciso, principalmente quando o que temos já não nos satisfaz. Recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé. Sei que o mundo me prefere com dois braços e duas pernas, mas poderia ser muito mais. Sorrir às vezes cansa. Chorar também. Mas o que mais cansa é procurar desesperadamente um intermediário e esquecer que o mundo é mais que aparências. Eu procuro ser correto. Mas ser correto demais diante de um mundo profano em que hoje vivemos também cansa. Porque ninguém leva a sério alguém que passa a semana reclamando pra ficar bem na semana seguinte. É como se a gente fosse ser feliz pra sempre ou triste pra sempre.

Eu gosto do diferente, às vezes canso do igual, de sonhos iguais, de vestimentas iguais e de conversas iguais. Cansei de virar as páginas da minha vida. Estou na hora de mudar de livro e folhear outros e roçar meus pensamentos com novas idéias. É gostoso sentir essa vontade mesmo sabendo que sempre me senti muito bem vivendo cheio de certezas e dos momentos que inventei para ser o que hoje sou. Sei que faz muito tempo, mas viver repaginando os meus e outros livros, tem-me deixado tão leve que parece fácil continuar, totalmente diferente na minha existência que, além do azedo que talvez possa estar carregando nas minhas entranhas, ainda assim queria que as lembranças azedas fossem excluídas de minha mente e nelas incluídas, mais além daquilo que gosto. Talvez eu esteja sendo pretensioso demais ao projetar neste texto um modo de viver e de existir, pois é sabido que a vida é muito mais que só existir.



Entre trancas, troncos e barrancos

quarta-feira, 30 de maio de 2018


É assim que a gente leva a vida. Quando conseguimos tirar a tranca que nos prende por dentro, mais adiante tropeçamos num tronco ou despencamos num barranco. Nesta crise em que estamos passando, tanto financeiramente como politicamente, sentimos revelar dentro de nós a força de inquietas almas, que querem vencer, sobrepor obstáculos, que, mesmo consciente das fraquezas e das dificuldades encontradas, conseguem conhecer o caminho da perseverança, do prosseguir, do continuar, do ir até o fim.

Seria ótimo se fosse tudo muito fácil na vida de um cristão. Durante a caminhada dele para Deus nada sai do lugar, tudo permanece tranquilo como um lago, calmo como a brisa, e como descansar numa rede frente à praia. Na verdade, às vezes, como bom cristão, eu experimento outra realidade. Sinto-me trancado dentro de mim mesmo e aos “trancos e barrancos”, eu ouso cair, mas levanto-me, pra continuar a enfrentar as batalhas do cotidiano, que sabemos sem fim, e no meu cansaço que não descansa, labuto para começar ou recomeçar tudo de novo, no desejo constante de ser fiel; caminhar sem forças, esperando sempre além de mais além do que a gente almeja, às vezes conseguimos ir mais longe do que nossos olhos possam enxergar, andar a esmo e testemunhar tudo que estiver desabando, sem aviso prévio, sem chance de voltar.

Abrindo a tranca, pulando os troncos caídos na estrada de nossa vida é um verdadeiro martírio, é como a gente viver num mar agitado por ondas funestas, diante de uma ventania de medos e de uma experiência onde não temos como apoiar o cansado corpo ou mesmo o coração desgastado pelas intempéries do tempo e o sangue que circulam em nossas veias. Nesta crise quem quer “sombra e água fresca” não deve se meter com cúmulo do absurdo. Não é verdade?

A verdade é porque Deus tem a capacidade de nos desinstalar continuamente de nossas seguranças, de fazer o mundo girarem de cabeça para baixo, de testar os limites da nossa lógica, de desfazer qualquer planejamento em fração de segundos e de recomeçar, minutos depois, todo o processo. Tudo isso porque Ele mandou seu filho Jesus Cristo para nos salvar. Então, se Ele perder o controle das nossas vidas, o mundo pode cair e desabar aconteça o que acontecer, e seja o que for, temos que prosseguir em busca de Sua Graça e que nada possa impedir que a vontade Dele se cumpra em um coração sofrido a ir até o fim.
Quanto mim, quando menos tenho forças, para receber a Graça curvo-me diante da minha pequenez, como a um grão de mostarda. Gosto de conversar baixinho com DEUS para que escute pelo menos um pedido meu não por presunção, mas por vocação, e mesmo que o mundo venha abaixo, quero, desejo e preciso prosseguir em busca do meu desiderato, nem que tenha que quebrar a tranca que prende a mim mesmo, de retirar os troncos da estrada da minha vida que me impedem de seguir em frente e alinhá-los um a um, transformando-os em uma ponte rígida para que eu possa ultrapassar todos os barrancos e limites que a vida impõe.



Quando o inverno chegar

segunda-feira, 14 de maio de 2018


Existem pessoas que amam qualquer estação do ano. Eu vivo da forma que elas oferecem e relembrar do inverno que passei em Santiago do Chile não me trouxe nenhuma saudade, pois lá, diante de um aquecedor, os dedos sem luvas retorciam, não era capaz de sentir o calor, as chuvas de verão e o cheiro das flores da acolhedora primavera. Naquela bela cidade não era possível cobrir o meu sono, pois estava carente de sol.

Fui visitar a Capital chilena no mês de outubro do ano de 2016 e numa manhã fria e gelada de inverno me senti acompanhado pela sinfonia das neves que esfriava os pés mesmo usando sapatos aquecidos. Naquele mês, no Brasil, predominava a primavera. Em Santiago, via as pessoas andando com pressa nas ruas e avenidas seguindo pro trabalho e afazeres, todas agasalhadas até o pescoço. Era um festival de cores, botas até o joelho, casacos compridos e escuros, para todos os gostos. Mas naquela mesma manhã, a mesma neve fina que caía mansa, também cobria o telhado alaranjado das casas e o escuro asfalto, batia sobre os vidros da janela, fazendo um barulho suave que me tirava do embalo do meu sono já travado pelo intenso frio. Embrulhado por cobertores grossos, procurando dormir e sonhar com o único desejo que trazia a mim, uma esperança, rolava pela cama, espreguiçava, mas notava que nela havia uma ausência: o calor, mas não o do “cobertor de orelha”, tão comumente chamado no Brasil. Pela fresta da janela podia ver tranquilamente a Cordilheira dos Andes, verem o tempo ser fechado por esbranquiçadas neblinas, mas dessa vez, um pouco mais forte. Lá na avenida, dava pra ver uma linda mulher, apertando o casaco contra o corpo, andando devagar, cabeça coberta por um tecido de lá. O seu rosto pálido era fácil notar, assim como, o cheiro de camomila trazido pelo gelado vento. Aquietei-me. Meus pensamentos iam até o mundo inóspito, um lugar desconhecido, onde cenas faziam embalar meus sentimentos, me faziam lembrar dos abraços que recebia do manto da noite que me envolvia com amor, Lembrar dos soluços que ecoavam pela casa fazia e das lágrimas e mais lágrimas derramadas sem parar que saíam dos olhos serenos de uma garota, cheios de amor, mas que vinham acoplados de tristeza e solidão.

Lembrar-me daquela tarde ensolarada, daquele verão que passamos juntos, deitados na areia de uma praia que criamos em nossa imaginação e das às ondas que vinham e voltavam; lembrar das gaivotas que faziam seus voos rasantes sobre uma praia deserta; lembrar do barulho das ondas e era com tanta força que parecia real, mas era um amor tão surreal, imaginário, impossível de descrever, de explicar, só quem pertencia a aquela região inóspita poderia entender.

Dei uma pausa. Olhei novamente pela fresta da janela e lá fora, quase não havia mais neblina, as pessoas se avolumavam nas ruas andando, se debatendo um contra o outro, cada um com seus pensamentos em algo, nos problemas, nos filhos, nas tarefas, nas lojas cheias, nas pessoas comprando, gastando, ganhando ou comendo, e era assim uma manhã fria, monótona. As pessoas faziam as mesmas coisas quase todos os dias, mas não era uma manhã qualquer para aquela linda mulher que se juntava à multidão vestindo uma jaqueta preta, os olhos cheios de lágrimas, que jamais entenderei por que. Alguém ia ao encontro dela e a olhou fixamente naqueles olhos magníficos e perguntou estranhamente: Você quer ir tomar um leite com chocolate ou café?. A mulher o fixou pasmo. E não era uma manhã qualquer, mas os dois se entreolharam e continuaram no meio da multidão, Naquele instante parecia que nada poderia separá-los, pois havia no peito deles um desejo ardente, vadio. A neve caía, geava mais forte, mas nem se importavam, pois ali estavam eles, amor e o tudo.

Naquele oitavo andar, às vezes fazia da vida analogias de situações em que às vezes me encontrava, não importava onde. Quando passava por momentos difíceis, em invernos onde o sol batia fraco e não nos aquecia, onde a chuva era fina e não nos nutria, sentia que minha árvore genealógica perdia o viço de suas folhas e caíam lentamente por não serem capazes de se manter devido ao inverno rigoroso que passei em certos momentos de minha vida. Bom, mas as raízes, estas sim, não morrem tão facilmente, uma vez que estão envolvidas pela mãe terra que as sustentam, que as protegem do frio onde também são nutridas com a água que se acumula nesses pequenos grãos de vida que nos faz refletir sobre o que temos e se somos capazes de sorrir e florir, gerar frutos e sementes antes da chegada desses dias difíceis de inverno. Quando vemos que nada fizemos por merecer, o sol da primavera, do verão ou do outono, passa às vezes e nada geramos em prol do bem comum, não procuramos refletir sobre a nossa vida sem flores e sem perfume, sem frutos e sementes. É nesse momento que o inverno rigoroso nos permite refletir e assim nos fortalecer para a próxima estação e então mudar, para nos fazer sorrir quando o sol voltar a brilhar. Por fim, quando o inverno chegar devemos pacientemente esperar que ele passe para que possamos gerar sementes que venham a fortalecer a floresta de nossa vida e o mundo como um todo.




A cegueira do fanatismo

quarta-feira, 18 de abril de 2018


Caros leitores há tempos estão assistindo pela televisão cenas de fanatismo que chega ao exagero. O fanatismo impede a pessoa de ver a realidade das coisas, parece que sua visão fica turva. Não respeitam a quem quer que sejam, principalmente, as pessoas humildes, que são manipuladas, então, sugiro a esses espertalhões políticos e classistas que parem de tentar impor sua filosofia aos outros. Nada que é imposto é bom. Feminismo, machismo, racismo, comunismo, petismo, o "ismo" não é bom. Somos todos iguais perante a Lei. Essa de tentar ser inteligente e dizer que sempre foi oprimido é balela e não mais funciona no Brasil. A liberdade de nossa mente, nenhum ser humano é capaz de arrancar, mas infelizmente existem as pessoas que manipulam e as que são manipuladas.
Não sou machista, feminista, comunista e nem comungo com as idéias fanáticas do petismo, só defendo a liberdade de pensamento de cada um desde que seja de uma maneira sadia e sem nenhuma pressão ou ensinamento partidário. Não faz sentido. Todavia, se você não tem a capacidade de respeitar a opinião de outros, desde que não haja o fanatismo exacerbado, guarde a sua. Sejam respeitosos uns com os outros. Sem homem e mulher, não seria possível estar aqui. Nenhum é mais importante que o outro. Então, antes de se tornar um fanático, use toda a liberdade de pensamento que tens. Faça uma lista se precisar. Só não faça esse papel ridículo que vemos algumas pessoas fazendo, como aquelas que eram alimentadas com pão e mortadela e dormia ao relento nas calçadas, como vigília, frente ao Sindicato dos Metalúrgicos e Policia Federal em Curitiba, enquanto os manipuladores “manda-chuvas” se alimentavam do bem bom e se hospedavam em hotéis de cinco estrelas. Seja honesto consigo mesmo e com quem os seguem. Deite junto com eles ao relento da fria calçada.

Amor extremado por qualquer coisa é cego, mas neste caso falo do amor cego de certas pessoas por determinados partidos políticos e os seus eleitos; especialmente governantes. Para tais pessoas, esses políticos podem fraudar, podem se corromper à vontade, afundar a nação, e caso queiram, assaltar ou até cometer homicídio à luz dia, que mesmo assim os eleitores fanáticos os consideram inocentes, assim como, os atos incólumes. Nenhuma prova, por mais fundamentada que seja pela justiça, é suficiente para tirá-los do fanatismo. Os bons e conscientes politicamente que um dia também votaram nessas figuras, reagem às traições. Protestam contra os desmandos. Reclamam. Muitos até não conseguem fazer nada, mas ainda ficam indignados. Não gostam de apanhar, e se não apanham, por algum privilégio pessoal, não gostam de ver quase todos à sua volta sofrerem com o desgoverno, a impunidade política e suas conseqüências. Sofrem com os que mais sofrem por serem mais vulneráveis ou desfavorecidos. Veja até onde vai o fanatismo: uma baiana viajou 60 horas da Bahia até o Paraná para apoiar Lula, mas se decepcionou porque acabou perdendo seu emprego na Bahia e foi esta abandonada pelos militantes do PT, CUT e MST. Além de ficar desempregada, sem dinheiro para pagar passagem de volta, ainda, teve que vender a moto para arcar com as despesas de ida.

Em razão desses acontecimentos é que falo sobre esses pobres coitados que o poder desconhece que não têm acesso a qualquer esquema, e se algo sobeja pra eles não passam de migalhas. Na maioria das vezes nem as migalhas em troca da devoção. Mesmo assim defendem; brigam; agridem, incitam à violência, praticam o vandalismo, fazem pichações, criam desafetos em nome do fanatismo político-partidário. São burlados em seus direitos e padecem de perdas salariais causadas por incompetência ou corrupção política e passam por privações; não têm perspectivas ou estão desempregados há muito tempo, apesar de alguns terem bons currículos, mas nada os dissuade. Não há nada que tire suas mãos do saco dos poderosos, porque, talvez não trabalhem e dependem delas para sustentar suas famílias com uma sesta básica ou um simples pão com mortadela. Quem ama extremadamente e cegamente os ocupantes do poder político sem nenhuma razão plausível, ou qualquer suspeita, é como aquelas amantes de malandros: gostam de apanhar, e até sentem falta. Justificam a covardia de seus homens, taxando-os de injustiçados, incompreendidos e vítimas de sabe-se lá o quê. Pior ainda, repetem aos quatro ventos as desculpas lamuriosas de seus algozes, depois de cada surra. Desses pobres diabos que nunca deixam de ser povo, até o poder da indignação se perdeu no espaço e no tempo já perdido com tanto fanatismo e amor em vão.

Certo dia li um texto, pequeno, mas elucidativo que dizia: “Se o Lula é o pai dos pobres, então porque será que depois de treze anos no Poder os filhos dele enriqueceram e os fanáticos continuam pobres? Estranho, mas pura verdade não?” Em outro plano, como leitor da Bíblia, escrita há mais de dois mil anos, no provérbio 29, versículos 2 e 4, preceitua: “ Quando o governo é formado de homens justos e honestos, o povo vive feliz; mas, quando os líderes de uma nação são maus e desonestos, o povo chora de tristeza” “Um rei justo e honesto ajuda o seus País a crescer e viver em paz; o rei quer ficar rico às custas do povo a acaba destruindo sua nação”. Se prestarmos atenção e observamos que o texto, em relação aos governos de hoje, se encontra atualizado e parece que quem escreveu há dois mil anos já previa. Este provérbio veio a calhar, mostrando-nos que temos que ter o maior cuidado com ao fanatismo, principalmente quando de tratar de política e religião, pois acham que tudo que lhes acontece de ruim é perseguição e coisa do diabo, e de outra parte, corremos o risco de achar que, quando acontece algo que nos desagrada, também, é coisa de gente e espíritos ruins, perturbadores ou coisa mandada. Precisamos tentar viver corretamente e tudo vai ser como tem de ser, sem interferência alguma a não ser quando seja necessário que pessoas de ilibada conduta se aproximem para nos ajudar.

Fanatismo, mesmo ao contrário, sempre será fanatismo. Quando alguém não consegue explicação para alguma coisa, fala em nome de Deus e alguns até se colocam acima de Deus, ou fala contra. Se não acreditam em Deus, mais hipocrisia falar contra, pois se alçam superiores de alguma forma que escapa, pois assim como quem acredita não pode provar nada, quem não acredita também não pode provar contra também. Para os que tudo é Deus, a mesma coisa: tratam-se mais do que acredita ser do que pode provar. Uma fórmula simples para isso seria, quem sabe, viver tudo que há para viver, ser feliz, amar, ajudar pessoas, ter patriotismo, caráter, personalidade, ser íntegro, honesto, um batalhador pela grandeza de seu País. Talvez fosse mais importante acreditar ou não se existe fanatismo, mas sabemos que existe e ele impera no meio político, principalmente no Partido dos Trabalhadores, cujos membros são idólatras, fanáticos e até rasgam em pra púbica a bandeira do Brasil. Assim, indignado com os últimos acontecimentos resolvi deixar o fanatismo para os que debatem e se batem, mas de uma coisa tenho certeza que minha bandeira jamais será vermelha, porque qualquer País que troca sua bandeira pela bandeira de um Partido, pode ter a certeza de ele que corre perigo.


Padre Luiz, a justiça mais uma vez não tardou e nem falhou.

quarta-feira, 11 de abril de 2018


No dia em que se noticiava a prisão do ex-presidente Lula apareceu na minha página do FACEBOOK, entre tantas imagens, uma que me chamou bastante atenção. Era a Secretária da Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus de Aparecida de Goiânia. No momento pensei que ela soltava fogos de artifício em comemoração à prisão de Lula, pois o fato é que em toda a cidade acontecia um foguetório. No dia seguinte eu a encontrei depois da missa e perguntei o porquê de sua euforia em soltar aqueles foguetes. Ela soltou um leve sorriso e disse que estava comemorando a decisão judicial proferida pelo Superior Tribunal de Justiça no qual negava provimento do recurso interposto pelo Ministério Publico do Estado de Goiás em desfavor do Padre Luiz, o qual, já tinha ganhado em 2.ª Instância, decisão que reconheceu a atipicidade da conduta, determinando o trancamento da ação penal, negando-se provimento ao Recurso Especial de n.º 1.643.325-GO impetrado pelo Ministério Publico do Estado de Goiás.

Como tem sido amplamente noticiado, durante o tempo em que o Padre Luiz Augusto ficou se defendendo deste processo em que fora acusado de crime de peculato, onde o MP alegou recebimentos sem a devida contraprestação de serviços e posse prévio do bem móvel público, no entanto, o STJ decidiu que isso não se amolda na figura típica de peculato e nem indicativos de que o dinheiro que lhe foi pago pela Administração Pública foi realizado a título de depósito, guarda, arrecadação, administração, exação, custódia etc. para posterior restituição, de modo a caracterizar a mera posse temporária, única situação em que se poderia cogitar a incidência de figura penal de peculato em desfavor do padre, ocorrendo em razão com isso, apenas atipicidade da conduta.

Anos atrás, eu escrevi mais de dez artigos no Diário da Manhã em defesa do Padre Luiz quando o mesmo era bastante perseguido pelos próprios dirigentes da igreja católica e inclusive sido penalizado pela cúria metropolitana com a suspensão de suas celebrações na Paróquia Sagrada Família, que ele próprio reformou e modernizou fato que até hoje não sabemos o real motivo, ficando ele proibido por vários meses de realizar qualquer missa ou cerimônia religiosa. Apresentei também em meu próprio nome uma reclamação perante o Conselho Canônico de Brasília, onde juntei na petição todo o trabalho que ele realizava em prol dos fiéis e de pessoas carentes e da própria igreja católica, inclusive, artigos publicados por mim e outras pessoas respeitáveis de Goiânia, além é claro, a juntada de muitos vídeos. A petição e toda documentação foi entregue em mãos dos representantes legais em Brasília para análise e julgamento pelo Conselho. Não obstante isso, com essa documentação protocolizada em Brasília, artigos, vídeos e outros documentários que mostravam o trabalho agregador e o quantitativo imenso de fiéis que participavam de todas as celebrações, encaminhei também uma carta ao Papa Francisco contando sobre tudo que vinha acontecendo na igreja católica em Goiânia, principalmente, no que concerne à perseguição sofrida pelo Padre Luiz Augusto, cujos documentos enviados foram enviados através de SEDEX os quais tiveram bastante receptividade na Santa Sé.

Hoje não só eu, mas todos os fiéis e colaboradores da Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, em face da decisão do Superior Tribunal de Justiça deixaram-nos em júbilo, com o dever cumprido e de alguma forma, acreditando na Justiça, e o julgamento não tardou, assim como o reconhecimento de sua inocência. O julgamento do padre Luiz Augusto considerando aquele tipo de acusação foi constrangedor pra todo o mundo, mas jamais nos deixamos de acreditar nele e nem ter medo ou viver com medo, pois sabíamos das justas e limpas mãos dos aplicadores da Lei.

Toda vez que um membro da máquina católica é julgado, os bons vencem novamente, como venceu padre Luiz. No decorrer do processo jamais nos esquecemos de uma coisa: a lei do retorno tarda, mas não falha. Então, nunca faça com os outros, principalmente a aqueles que ajudam ao próximo, sem olhar a quem, dava o seu salário para manter entidades assistências criado por ele e que são reconhecidas pelo Goianiense. Isto são fatos e eu não gostaria que fizessem com você, se acusado injustamente. Ás vezes gente até acha que está fazendo a coisa certa e nem nos damos conta que estamos prejudicando alguém. Por isso antes de tomar qualquer atitude diante de uma situação que envolva outras pessoas, pare, reflita e pergunte a si mesmo: e se fosse eu?

Tem gente também que diz que a felicidade tarda mais não falha e que algum dia todos serão feliz, mas desta vez também não falhou, talvez seja verdade, mas ninguém disse se essa tal felicidade viria em vida ou em morte. Eu tive a sorte de assistir felicidades estamparem em rostos, mesmo sem ela vir até mim, sem nenhum aviso prévio, talvez tenha sido a minha maior surpresa nesses poucos anos, porém bem vividos, Então, pare, pense reflita, não importa sua idade, se é católico ou não, acredito que você seja essa palavra que tantos procuram e muitos se vão sem ao menos saber o seu significado, principalmente quando nela vem estampado; a justiça tarda mais não falha e muitos menos a felicidade, se você agir sempre de boa fé.



Reforma política e propaganda eleitoral antecipada.

quarta-feira, 4 de abril de 2018


Por vários anos fui advogado e até certo ponto conhecedor dos trâmites e meandros da justiça eleitoral, fato que em razão dos últimos acontecimentos e indignado, não me restou alternativa senão em fazer um comentário sobre a tal propaganda eleitoral antecipada. É fato que ocorreu muito discussão política em relação à reforma partidária. Uns, acharam que ela não foi bem uma reforma, outros, disseram que foi satisfatória. Da forma como aconteceu, ela não alterou questões constitucionais, seu campo de alcance foi somente na esfera infraconstitucional, em razão da modificação de alguns pontos do Código Eleitoral, da Lei das Eleições (9.504/97) e da Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/959), onde se alterou prazos na data de filiação, convenções partidárias, registro de candidatura, inicio da propaganda eleitoral e no rádio e TV, que me abstenho de anotar aqui, pois o assunto que vou tratar diz respeito à propaganda eleitoral antecipada, que já vem ocorrendo no Brasil em desrespeito à legislação a ela aplicada.

No entanto, a Reforma Política trouxe uma novidade muito positiva: a pré-campanha. Todos sabem que até a última eleição em 2014 não era admitida menção à futura candidatura antes do início do período de propaganda eleitoral, sob pena de se incorrer nas penalidades da propaganda antecipada, mas com ressalvas a propaganda antecipada.

Com a atual Reforma Política, alguns atos de pré-campanha estão autorizados. No entanto, é preciso observar bem o limite entre que está permitido e o que está vedado, para não utilizar mal a permissão legal. Então, quanto e esta observação, o teor do artigo 36-A, da Lei das Eleições n.º 9.504,97, é permitido: declaração pública de pretensa candidatura; exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos em público, em meios de comunicação e/ou redes sociais; pedido de apoio político (desde que não haja pedido de voto); participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos; realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, a divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates entre os pré-candidatos (proibida a veiculação ao vivo); divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos (desde que não se faça pedido de voto); divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais; a realização, a expensas de partido político, de reuniões de iniciativa da sociedade civil, de veículo ou meio de comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, para divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias (proibida a veiculação ao vivo); os eventos partidários devem ser realizados em ambiente fechado (encontros, seminários ou congressos) e são destinados à organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias visando às eleições, podendo tais atividades ser divulgadas pelos instrumentos de comunicação intra-partidária.

É bom salientar que a lei deixa bem claro alguns pontos vedados, que valem a pena ser destacados, senão vejamos: não confundir pedido de apoio, com pedido de voto; em nenhuma hipótese a lei permite que se peça voto ou se faça menção a número ou faça banners para postagem na internet ou panfletos/impressos individuais em qualquer tipo de evento partidário; é vedada a cobertura jornalística ao vivo; os profissionais de comunicação (jornalistas, comentaristas, radialistas, artistas, apresentadores, etc) estão proibidos de utilizarem de seu veículo de trabalho (TV, rádio, jornais, revistas), para anunciar pré-candidatura; a partir de 30/06/16 os profissionais de comunicação não podem mais apresentar, participar ou comentar os programas aos quais estavam profissionalmente vinculados; será considerada propaganda eleitoral antecipada a convocação, por parte de detentores de cargos públicos, de redes de radiodifusão para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições.

Há de se ressaltar ainda que os pré-candidatos, neste momento, devem ter muito cuidado quando ocorrer à divulgação de sua imagem. Devem observar atentamente as regras para a exposição de suas pré-candidaturas, de modo a não descumprir a lei. E pautados nesta premissa o uso as redes sociais para manifestar posicionamento político, econômico, social. Criem blogs. Participem dos grupos sociais de sua comunidade, dos encontros e reuniões do partido, mas tenham sempre uma postura séria, ética e procurem apresentar sugestões para melhoria das situações apresentadas. No cenário político atual temos um povo irritado com muitos políticos e com a própria, política, além de insatisfeitos com decisões judiciais que estão beneficiando corruptos. A tecnologia implantada, ora usada nos meios de comunicação faz com que qualquer situação percorra grandes espaços em poucos segundos. Por esta razão, o candidato deve observar os seus direitos, deveres e responsabilidades de candidato, e quiçá, de sua própria imagem que é vital para o sucesso de sua campanha.

Por fim, ao se falar em pré-candidatura e propaganda antecipada o Art. 36-A da Lei 9504/97, com nova redação dada pela Lei 13.165/16 preceitua que: “Não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação da qualidade pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter cobertura dos meios de comunicação social via Internet”. Partindo deste princípio é publico e notórios que ele não está sendo cumprido por certo candidato já julgado em 2.º Instância, situação que o impede de se candidatar, proibido por lei e sujeito a prisão por mais de 12 anos. A afronta a legislação é tão grande e não se vê a justiça eleitoral proibi-lo de fazer comícios em várias regiões do Brasil, em cujo palanque incita à violência, faz pedido explícito de voto e ainda, nas suas idas e vindas, usa da máquina pública, como os veículos e batedores da policia rodoviária Federal e outros aparatos para adentrar as cidades em profundo desrespeito à população brasileira. Urge que a justiça eleitoral tome providências urgentes e proíba, desde já, a seqüência de comícios, seja do Lula ou qualquer outros, ao quais já estão causando revolta por onde passa e se providências não forem tomadas, pode continuar acontecendo acontecer situações desagradáveis e indesejáveis, porque o povo não aceita mais este tipo de gente, nem de corruptos, corruptores ou enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Infelizmente estamos assistindo mais uma demonstração do PT que deve estar com caixa cheio. O ex-presidente Lula, associando-se a dirigentes nacionais, aqueles que compõem o Diretório Nacional, membros que também são investigados pela Lava Jato, há meses iniciaram uma campanha eleitoral antecipada pelo Nordeste e agora pelo sul do País numa total afronta a legislação eleitoral e à própria inteligência do povo brasileiro. Urge que o Tribunal Superior Eleitoral proíba essas politicagens, principalmente no caso do Lula que já foi julgado em segunda instância pelo TRF-4 e condenado, incluído assim na Lei da Fica Limpa.




Deus salve o Rio

segunda-feira, 19 de março de 2018


Na semana passada eu assisti a uma novela global que se intitula: “Deus Salve o Rei”. Encerrada uma cena onde um arqueiro mata um indivíduo, enfiando-lhe uma flecha no peito, em seguida passei para um canal noticioso. A novela Deus Salve o Rei contava uma estória ocorrida idade média e o noticiário mostrava um morro no Rio de Janeiro alguém que tinha sido alvejado por uma bala perdida, sabe lá. Subindo aquele morro protegido por carros blindados seguia uma boa parte da milícia do exército brasileiro e um pelotão da policia militar do Rio de Janeiro, sendo todos recebidos à bala por traficantes. Olhei para o canto esquerdo do sofá e perguntei o meu sobrinho se ainda tinha vontade de conhecer o Rio de Janeiro. Mas para amenizar o ambiente e não lhe tirar de sua cabeça o desejo de conhecer a cidade maravilhosa, disse-lhe: Pietro, se você tiver medo de visitar o Rio jamais o deixe tomar conta de você e de irradiar a luz que habita no seu coração. Quem dera se as pessoas se levantassem e empenhasse em salvar o Rio de Janeiro, e o próprio homem, usando do poder para varrer a criminalidade; combater a própria a ganância pelo Poder; combater a corrupção generalizada; amenizar o ódio entre as comunidades e o crime organizado; eliminar do poder aqueles que visam somente o lucro fácil, assim como, extirpar os mandatários e políticos corruptos que vêm destruindo o Rio e o Brasil há décadas.

Os moradores dessa bela cidade devem se unir e lutar para conquistar a paz nos morros, nas ruas e avenidas; precisam se dedicar à busca do amor; da partilha; da ajuda e socorrer a quem mais precisar, sendo assim, acredita-se que tudo seria diferente. Não é utopia o que penso, é a coragem de acreditar que mesmo com poucas pessoas podemos aos poucos nos unir para mudar tudo que vem acontecendo, não só no Rio como em todo o Brasil. Combatendo a impunidade e todos os malfeitores e criminosos que vêm atentando contra o estado de direito e a democracia brasileira, há de se acreditar em um mundo melhor para todos.

Como salvar o Rio da criminalidade ou o carioca salvar de si mesmo? Hoje o rio de Janeiro é um núcleo duro cercado de clara de ovo por todos os lados, de liquidez instável que se modifica a cada dia. É o resultado de estímulos vívidos de formas diferentes, nada mais. Policiais invadem morros e escutam da comunidade os prantos e pranteados de inocentes. Nos casebres e nas ruas são encontradas, maconhas, seringas, maços e mais maços de cigarros, consumidos à exaustão durante as madrugadas. Os policiais cruzam com os transeuntes que descem e sobem o morro. É possível notar os dentes amarelados, corpos esqueléticos, maltrapilhos, um jeito esquisito de sorrir, os olhos baixos, tão inexpressivos e preguiçosos que parecem querer desistir de viver. Mas o núcleo duro permanece intacto, a personalidade continua com imensas crostas, assim como, a ira das lágrimas e o tremor das mãos tão ávidas para revidar ou vingar a morte de um inocente.

A inépcia do ego em servir-se do resto da alma de alguém ainda subsiste ao enfrentamento do crime organizado que se encontra sob o imponderável de seu Ser e é o que lhe permite sobreviver sem serem pulverizados naquele morro infestado de criminosos e traficantes. Não, não o orbe terreno, mas o Rio é circundado por cenas teatrais armadas de emoções humanas, sem destino, sem motivos, por isso, é que eles precisam de Deus para salvá-los, pois se dependerem do homem a impunidade permanecerá como está. Não é por acaso, mas tudo que está ocorrendo no Rio de Janeiro e ou mesmo no Brasil os exemplos maléficos “vem de cima”, do Poder maior e o que sobrariam dos cariocas ou brasileiros se a fornalha poderosa produtora da criminalidade trabalhasse sem descanso e voraz?

Pergunto: Qual é o futuro de uma cidade como o Rio? Cidade maravilhosa, que têm um povo alegre, mas abandonado à sua sorte, e que só é lembrado em tempos de eleições. Onde a justiça funciona somente para os que não têm influência. Enquanto políticos desviam grandes somas de dinheiro e nada lhes acontece, mas o ladrão de galinha fica anos na cadeia. Cidade onde quem tem opinião contrária é assassinada como aconteceu com a vereadora Marielle Franco e tantas outras pessoas, gentes importantes da sociedade carioca que foram assassinadas, também com muita barbárie, mas não receberam a mesma comoção dada pelos jornais e TV em relação ao caso da vereadora. Todavia, há de se ressaltar que de qualquer forma o assassinato de políticos á um atentado a soberania nacional. Entra nessa estatística de barbárie o assassinato de vários policiais honrados que combate o crime organizado, pais de família, mortos por traficantes, então, como fica?

Em se tratando do governo federal cito outro exemplo que enoja o povo é verificar que, para ocupar um cargo público, não precisa ser competente, apenas deve o nomeado ler na mesma “cartilha” de quem está no Poder. Não é somente o Rio que está em mal estado, mas sim, o regime e as pessoas desonestas que o governa. Por outro lado, como é que querem justiça num País onde se tem uma polícia e justiça acuada. Num País onde se fala em combater a corrupção, como é que vão combater a corrupção se o próprio mandatário é um corrupto e está sendo investigado pelo Supremo. Não há dinheiro para investir na saúde e na educação, mas há dinheiro para eles, quero dizer, para negociação de cargo para apoio político sempre tem. Há mais políticos preocupados em enriquecer a si próprios e as suas famílias do que o País. Isto acontece no Rio de Janeiro, onde sobram traficantes corruptos e corruptores, criminosos de colarinho branco que roubam bens, lesam o Estado e o próprio povo. Alguns foram presos e outros soltos através de Habeas Corpus pelo Supremo. São políticos apaziguados, ricos, com muito poder de mando, que desviaram dinheiro, lesaram o patrimônio público e ficaram impunes.

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